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Manifestação de 7 de setembro pró-Bolsonaro ao vivo: tempo real de hoje, 7

Manifestação de hoje, dia 7 de setembro, preocupa estudiosos e políticos frente à possibilidade de um golpe administrativo. Confira ao vivo as últimas notícias em tempo real do ato a favor do presidente Jair Bolsonaro
00:05 | Set. 07, 2021
Autor Redação O POVO
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+ Manifestação de 7 de setembro pró-Bolsonaro: confira as últimas notícias de hoje, 8

As manifestações a favor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se aproximam e preocupam estudiosos e políticos frente à possibilidade de um golpe administrativo. Confira abaixo o tempo real da manifestação e as últimas notícias de hoje, terça-feira, 7 de setembro (07/09), do ato programado para este feriado da Independência.

Acompanhe a repercussão dos atos de 7 de setembro

Pacheco critica extremismo e pede diálogo para resolver 'crise real'

Após discurso de Fux, bolsonaristas voltam a protestar em Brasília

Manifestação de 7 de setembro pró-Bolsonaro ao vivo: acompanhe o tempo real

 

22h25 - Manifestantes pedem impeachment de Bolsonaro no Grito dos Excluídos

22h23 Nas redes, oposição lidera em interações sobre atos nas principais plataformas 

21h58Celso de Mello diz que Bolsonaro não está à altura do cargo: 'político medíocre' 

21h58ModalMais/AP Exata: nas redes, imagem negativa de Bolsonaro permanece majoritária

21h13Ministros do STF se reúnem após declarações de Bolsonaro

21h13Randolfe Rodrigues decide entrar com notícia-crime no STF contra Bolsonaro

21h Vídeo: Fortaleza registra panelaço contra Bolsonaro neste 7 de setembro

21hCiro sobre ato de Bolsonaro: "Nesse país, bandido ditador não se estabelece mais"

21h - Capitais registram panelaço contra Bolsonaro neste 7 de setembro

20h02 - Ciro sobre ato de Bolsonaro: "Nesse país, bandido ditador não se estabelece mais"

19h58 - Partidos vão ao STF contra MP de Bolsonaro que dificulta remoção de fake news

19h58 - Moradores do Rio pedem que Bolsonaro deixe o governo em panelaço de sete minutos

19h58 Bairros de São Paulo e Brasília registram panelaços contra Bolsonaro

19h23 - Governo de SP multa Bolsonaro e apoiadores por não uso de máscaras na Paulista

19h04Bolsonaro leva apoiadores às ruas, mas sai mais isolado do 7 de setembro

19h03Presidente do MDB diz que pronunciamento de Bolsonaro "afronta Constituição"

18h13 - Haddad e Boulos defendem a democracia em ato Grito dos Excluídos em SP

17h46 - Camilo diz que fala de Bolsonaro possui "tom golpista" e mostra "desprezo às leis e à Constituição"

16h48 - Bolsonaro diz que só sai "preso, morto ou com vitória" e desafia: "Jamais serei preso"

16h35 - Governadores do Nordeste se manifestam em prol da democracia nesta terça-feira

16h28 - "Quero dizer aos canalhas que eu nunca serei preso", diz Bolsonaro em ato

16h25 - Em SP, Bolsonaro diz que não cumprirá mais decisões de Moraes: "Paciência esgotou"

15h58 - Randolfe quer cúpula da CPI no Conselho para 'tomar depoimento' de Bolsonaro

15h43 - Danilo Forte: "Congresso nunca vai apoiar intervenção em nenhum Poder"

15h31 - Bolsonaro fala em reunião com Poderes amanhã, mas Fux, Lira e Pacheco desconhecem convite

15h11 - Marina Ruy Barbosa e Paolla Oliveira: "Não existe futuro sem democracia" 

15h02 - André Figueiredo: "Atos provam que Bolsonaro não sabe conviver com a democracia"

13h56 - Presente em manifestação, Cap. Wagner garante candidatura ao Governo em 2022

13h51 - VP da Câmara diz que atos contra Congresso e STF tornarão "inevitável" o impeachment de Bolsonaro

13h35 - Manifestação a favor de Bolsonaro na Praça Portugal começa a dispersar

13h29 - PSDB convoca reunião de emergência para discutir impeachment de Bolsonaro

13h21 - Presidente da OAB-CE prega união e pede diálogo entre opositores neste dia 7 de setembro

13h03 - Estimativa de público na Esplanada é 5% da prevista por bolsonaristas, diz jornal

12h57 - Pacheco e Lira ainda não foram convidados para reunião do Conselho da República

12h40Durante discurso, Bolsonaro diz que se reunirá com o Conselho da República

12h33Fabrício Queiroz participa de ato pró-Bolsonaro no Rio

12h28Mídia internacional acompanha manifestações e destaca risco à democracia

12h28PF detém ex-assessor de Trump em aeroporto de Brasília para depoimento

12h13Após discurso de Bolsonaro, manifestantes começam a deixar Esplanada

12h07Parte de manifestantes se decepciona por Bolsonaro não ordenar invasão ao STF

12h05 - Alexandre de Moraes exalta "liberdade" e "democracia" neste dia 7 de setembro

11h53 - Lideranças cearenses pró-Bolsonaro participam de manifestações nesta terça

11h43 - Bolsonaro faz novas ameaças à democracia durante discurso em Brasília

11h00 - Sarto pede sensatez em manifestações de 7 de setembro

10h33Bolsonaro deixa Palácio da Alvorada e segue para manifestação na Esplanada

Notícias das manifestações pró-Bolsonaro: 6 de setembro

Notícias das manifestações pró-Bolsonaro: 4 de setembro

Notícias das manifestações pró-Bolsonaro: 3 de setembro

Notícias das manifestações pró-Bolsonaro: 2 de setembro

Manifestação pró-Bolsonaro em 7 de setembro: entenda preocupação com golpe

Especialistas ouvidos pelo O POVO são unânimes em afirmar que o cenário é preocupante, principalmente porque a retórica bolsonarista se deslocou das Forças Armadas para as corporações militares estaduais. A tensão em torno das manifestações se reflete no que as pessoas têm pesquisado na Internet. O termo "golpe 7 de setembro" disparou na busca do Google nos últimos dias, segundo o Google Trends.

Manifestação do dia 7 de setembro: histórico político

O chefe do Executivo tem apostado no 7 de setembro como um dia em que pretende fazer demonstração de força nas ruas, assim como tentou e fracassou com o desfile de blindados por Brasília no começo do mês de agosto.

Bolsonaro e seus interlocutores recorrem às convocações num momento de fragilidade do presidente, que tem feito investidas contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), a exemplo do pedido de impeachment apresentado contra Alexandre de Moraes e rejeitado por Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

Dependente cada vez mais do centrão, que amplia seus espaços no governo, Bolsonaro tenta engajar setores mais fiéis a seu projeto exatamente num dia de grande valor simbólico para esses grupos, numa ação cujo objetivo é apontar para o Judiciário e o Legislativo como principais inimigos do presidente e responsáveis por sua inação.

Manifestação de 7 de setembro: afastamento de militar

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), determinou na segunda-feira, 23, o afastamento do chefe do Comando de Policiamento do Interior-7 da Polícia Militar de São Paulo, coronel Aleksander Lacerda. A decisão foi tomada após o Estadão revelar publicações do oficial em rede social com críticas ao STF, insuflando a participação de "amigos" nas manifestações.

Em suas postagens, o oficial afirma que Rodrigo Pacheco é "covarde", que Doria é uma "cepa indiana" e que o deputado Rodrigo Maia (RJ), recém-nomeado secretário de Projetos e Ações Estratégicas de São Paulo, é beneficiário de esquema "mafioso". "No Estado de São Paulo nós não teremos manifestações de policiais militares na ativa de ordem política", disse Doria

Manifestação de 7 de setembro: recomendação do MP Militar

O Ministério Público Militar do Ceará enviou nessa quarta-feira, 25, uma recomendação aos comandantes-gerais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros do Estado para que sejam adotadas medidas para "prevenir, perquirir e, se for o caso, fazer cessar, inclusive por meio da força" atos promovidos ou integrados por militares estaduais no dia 7 de setembro.

No documento, o órgão também orientou a instauração de procedimentos administrativos contra envolvidos na manifestação identificados. Segundo o promotor do texto, a segurança pública é dever do Estado, sendo "confiada no âmbito estadual à Polícia Militar e Bombeiros Militares, que deverão constantemente atuar na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio".

Os comandantes têm o prazo de sete dias para prestar informações sobre as medidas adotadas. A recomendação pondera ainda que "o ordenamento jurídico abomina a ação de grupos armados, quer sejam civis ou militares, que se reúnam com o fito de promover a ruptura da ordem constitucional vigente e do Estado Democrático, concebendo tais práticas como crimes inafiançáveis e imprescritíveis".

Manifestação de 7 de setembro: agenda de Fortaleza

A manifestação em Fortaleza prevê carreata, motociata e bicicleata com ponto de partida do entorno do estádio Castelão, segundo um dos organizadores do ato em apoio ao presidente. Aliados do mandatário projetam mobilização do feriado como uma demonstração massiva de apoio ao chefe do Executivo.

Manifestação de 7 de setembro: veto de atos de opositores em SP

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse na quinta-feira, 26, que a Secretaria de Segurança Pública vetou a realização de protestos contra Bolsonaro no dia 7. A determinação valeria tanto para a capital quanto para outras cidades paulistas, e o secretário de Segurança Pública, coronel Alvaro Batista Camilo, disse que deve chamar os coordenadores da campanha contra o presidente para um diálogo sobre os atos.

A coordenação da campanha nacional Fora Bolsonaro afirma que manterá o protesto no Vale do Anhangabaú, e que a mudança de data não está em discussão. Em uma entrevista coletiva marcada por críticas a Doria, representantes de movimentos de esquerda ressaltaram que a realização de seu ato é uma questão de garantia constitucional. Na organização dos protestos há o receio de que a Polícia Militar não garanta a segurança do ato contra o presidente, e de que os manifestantes fiquem expostos à violência em eventuais confrontos com bolsonaristas.

Manifestação será “pacífica”, diz Bolsonaro

Bolsonaro afirmou na quinta que os atos do dia 7 devem ser "extremamente pacíficos". Em entrevista à Rádio Jornal, o chefe do Executivo falou sobre sua participação nos atos e alfinetou protestos da esquerda, que, segundo ele, depredam patrimônio.

Bolsonaro confirmou que comparecerá a manifestações na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, e na Avenida Paulista, em São Paulo. O Ministério da Defesa informou na semana passada o cancelamento pelo segundo ano consecutivo do tradicional desfile militar realizado anualmente para celebrar o dia, sob a justificativa de que o evento provoca aglomerações e, assim, oferece risco de contaminação pela Covid-19.

Manifestação de 7 de setembro: Lira minimiza atos

Para o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), "não haverá nada no 7 de setembro", disse, minimizando os atos que estão sendo convocados por bolsonaristas para a data. Em evento promovido pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) nesta sexta-feira, 27, Lira disse que Bolsonaro é quem pauta o País, inclusive em relação a movimentos e manifestações previstos para o dia da comemoração da independência do Brasil.

"Certo ou errado, pautou com a situação do voto impresso e agora com 7 de setembro. Nunca se falou tanto em 7 de setembro na história do Brasil, pelo menos que eu me entendo como gente. A gente falava de 7 de setembro organizando os desfiles das escolas municipais, estaduais e ia para a avenida para ver o Exército e a Polícia Militar desfilarem, mas só se fala em 7 de setembro. O humor das bolsas dos mercados está na hipótese do 7 de setembro. Pelo amor de Deus, não haverá nada no 7 de setembro", declarou.

Manifestação de 7 de setembro: não haverá golpe, diz Bolsonaro

Também nesta sexta, Bolsonaro rechaçou a hipótese de que possa embarcar em um golpe de Estado. "Estão dizendo que quero dar golpe. São idiotas, já sou presidente", declarou o chefe do Executivo a apoiadores aglomerados sem máscaras de proteção contra a Covid-19 em frente ao Palácio do Planalto.

Novamente convocando simpatizantes para as manifestações marcadas para 7 de setembro, o presidente disse que fará um discurso mais longo no ato da Avenida Paulista, em São Paulo. Segundo Bolsonaro, os atos vão mostrar para o mundo "que o Brasil está sofrendo". "O que está em risco é o futuro de vocês e a minha vida física. Tem uma van ali para evitar o sniper [atirador]. É o tempo todo essa preocupação do que pode acontecer", afirmou.

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Presidente do Senado: Poderes precisam achar solução para "crise real"

Política
20:05 | Set. 08, 2021
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O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), fez um pronunciamento, hoje (8), no qual pediu respeito entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Pacheco afirmou que os Poderes precisam “sentar à mesa” e encontrar soluções para os problemas do país: a fome, a inflação, o desemprego e a pandemia de covid-19.

"É uma crise real que nós vivemos e temos que dar solução a ela. Essa solução não está no autoritarismo, nos arroubos antidemocráticos, não está em questionar a democracia. Essa solução está na maturidade política dos Poderes constituídos de se entenderem, de buscarem as convergências para aquilo que verdadeiramente interessa para os brasileiros", disse.

A fala do presidente do Senado e do Congresso Nacional foi uma resposta aos acontecimentos de ontem, em manifestações pró-governo. Na ocasião, o presidente Jair Bolsonaro discursou para seus apoiadores e fez críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde é alvo de quatro investigações. Bolsonaro disse que não aceitará mais as decisões proferidas pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, criticou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e defendeu o voto impresso, com contagem pública.

Após os atos de ontem e da fala de Bolsonaro, Pacheco decidiu cancelar as sessões deliberativas de Senado marcadas para hoje e amanhã (9), bem como as reuniões das comissões. Apenas a Comissão Temporária da Covid-19 funcionou nesta quarta-feira.

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Manifestação de 7 de setembro pró-Bolsonaro: últimas notícias de hoje, 8

Manifestações
19:45 | Set. 08, 2021
Autor Redação O POVO
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A manifestação de 7 de setembro a favor do presidente Jair Bolsonaro preocupou estudiosos e políticos frente à possibilidade de um golpe administrativo. Confira abaixo as últimas notícias de hoje, quarta-feira, 8 de setembro (08/09), relacionadas ao ato ocorrido nesse feriado da Independência.

Manifestação de 7 de setembro pró-Bolsonaro: últimas notícias de hoje, 8

Como foi o tempo real da manifestação de 7 de setembro 

Notícias das manifestações pró-Bolsonaro: 7 de setembro

Notícias das manifestações pró-Bolsonaro: 6 de setembro

Notícias das manifestações pró-Bolsonaro: 4 de setembro

Notícias das manifestações pró-Bolsonaro: 3 de setembro

Notícias das manifestações pró-Bolsonaro: 2 de setembro

Manifestação pró-Bolsonaro em 7 de setembro: entenda preocupação com golpe

Especialistas ouvidos pelo O POVO são unânimes em afirmar que o cenário é preocupante, principalmente porque a retórica bolsonarista se deslocou das Forças Armadas para as corporações militares estaduais. A tensão em torno das manifestações se reflete no que as pessoas têm pesquisado na Internet. O termo "golpe 7 de setembro" disparou na busca do Google nos últimos dias, segundo o Google Trends.

Manifestação do dia 7 de setembro: histórico político

O chefe do Executivo tem apostado no 7 de setembro como um dia em que pretende fazer demonstração de força nas ruas, assim como tentou e fracassou com o desfile de blindados por Brasília no começo do mês de agosto.

Bolsonaro e seus interlocutores recorrem às convocações num momento de fragilidade do presidente, que tem feito investidas contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), a exemplo do pedido de impeachment apresentado contra Alexandre de Moraes e rejeitado por Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

Dependente cada vez mais do centrão, que amplia seus espaços no governo, Bolsonaro tenta engajar setores mais fiéis a seu projeto exatamente num dia de grande valor simbólico para esses grupos, numa ação cujo objetivo é apontar para o Judiciário e o Legislativo como principais inimigos do presidente e responsáveis por sua inação.

Manifestação de 7 de setembro: afastamento de militar

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), determinou na segunda-feira, 23, o afastamento do chefe do Comando de Policiamento do Interior-7 da Polícia Militar de São Paulo, coronel Aleksander Lacerda. A decisão foi tomada após o Estadão revelar publicações do oficial em rede social com críticas ao STF, insuflando a participação de "amigos" nas manifestações.

Em suas postagens, o oficial afirma que Rodrigo Pacheco é "covarde", que Doria é uma "cepa indiana" e que o deputado Rodrigo Maia (RJ), recém-nomeado secretário de Projetos e Ações Estratégicas de São Paulo, é beneficiário de esquema "mafioso". "No Estado de São Paulo nós não teremos manifestações de policiais militares na ativa de ordem política", disse Doria

Manifestação de 7 de setembro: recomendação do MP Militar

O Ministério Público Militar do Ceará enviou nessa quarta-feira, 25, uma recomendação aos comandantes-gerais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros do Estado para que sejam adotadas medidas para "prevenir, perquirir e, se for o caso, fazer cessar, inclusive por meio da força" atos promovidos ou integrados por militares estaduais no dia 7 de setembro.

No documento, o órgão também orientou a instauração de procedimentos administrativos contra envolvidos na manifestação identificados. Segundo o promotor do texto, a segurança pública é dever do Estado, sendo "confiada no âmbito estadual à Polícia Militar e Bombeiros Militares, que deverão constantemente atuar na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio".

Os comandantes têm o prazo de sete dias para prestar informações sobre as medidas adotadas. A recomendação pondera ainda que "o ordenamento jurídico abomina a ação de grupos armados, quer sejam civis ou militares, que se reúnam com o fito de promover a ruptura da ordem constitucional vigente e do Estado Democrático, concebendo tais práticas como crimes inafiançáveis e imprescritíveis".

Manifestação de 7 de setembro: agenda de Fortaleza

A manifestação em Fortaleza prevê carreata, motociata e bicicleata com ponto de partida do entorno do estádio Castelão, segundo um dos organizadores do ato em apoio ao presidente. Aliados do mandatário projetam mobilização do feriado como uma demonstração massiva de apoio ao chefe do Executivo.

Manifestação de 7 de setembro: veto de atos de opositores em SP

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse na quinta-feira, 26, que a Secretaria de Segurança Pública vetou a realização de protestos contra Bolsonaro no dia 7. A determinação valeria tanto para a capital quanto para outras cidades paulistas, e o secretário de Segurança Pública, coronel Alvaro Batista Camilo, disse que deve chamar os coordenadores da campanha contra o presidente para um diálogo sobre os atos.

A coordenação da campanha nacional Fora Bolsonaro afirma que manterá o protesto no Vale do Anhangabaú, e que a mudança de data não está em discussão. Em uma entrevista coletiva marcada por críticas a Doria, representantes de movimentos de esquerda ressaltaram que a realização de seu ato é uma questão de garantia constitucional. Na organização dos protestos há o receio de que a Polícia Militar não garanta a segurança do ato contra o presidente, e de que os manifestantes fiquem expostos à violência em eventuais confrontos com bolsonaristas.

Manifestação será “pacífica”, diz Bolsonaro

Bolsonaro afirmou na quinta que os atos do dia 7 devem ser "extremamente pacíficos". Em entrevista à Rádio Jornal, o chefe do Executivo falou sobre sua participação nos atos e alfinetou protestos da esquerda, que, segundo ele, depredam patrimônio.

Bolsonaro confirmou que comparecerá a manifestações na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, e na Avenida Paulista, em São Paulo. O Ministério da Defesa informou na semana passada o cancelamento pelo segundo ano consecutivo do tradicional desfile militar realizado anualmente para celebrar o dia, sob a justificativa de que o evento provoca aglomerações e, assim, oferece risco de contaminação pela Covid-19.

Manifestação de 7 de setembro: Lira minimiza atos

Para o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), "não haverá nada no 7 de setembro", disse, minimizando os atos que estão sendo convocados por bolsonaristas para a data. Em evento promovido pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) nesta sexta-feira, 27, Lira disse que Bolsonaro é quem pauta o País, inclusive em relação a movimentos e manifestações previstos para o dia da comemoração da independência do Brasil.

"Certo ou errado, pautou com a situação do voto impresso e agora com 7 de setembro. Nunca se falou tanto em 7 de setembro na história do Brasil, pelo menos que eu me entendo como gente. A gente falava de 7 de setembro organizando os desfiles das escolas municipais, estaduais e ia para a avenida para ver o Exército e a Polícia Militar desfilarem, mas só se fala em 7 de setembro. O humor das bolsas dos mercados está na hipótese do 7 de setembro. Pelo amor de Deus, não haverá nada no 7 de setembro", declarou.

Manifestação de 7 de setembro: não haverá golpe, diz Bolsonaro

Também nesta sexta, Bolsonaro rechaçou a hipótese de que possa embarcar em um golpe de Estado. "Estão dizendo que quero dar golpe. São idiotas, já sou presidente", declarou o chefe do Executivo a apoiadores aglomerados sem máscaras de proteção contra a Covid-19 em frente ao Palácio do Planalto.

Novamente convocando simpatizantes para as manifestações marcadas para 7 de setembro, o presidente disse que fará um discurso mais longo no ato da Avenida Paulista, em São Paulo. Segundo Bolsonaro, os atos vão mostrar para o mundo "que o Brasil está sofrendo". "O que está em risco é o futuro de vocês e a minha vida física. Tem uma van ali para evitar o sniper [atirador]. É o tempo todo essa preocupação do que pode acontecer", afirmou.

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Entidade de servidores da CGU e Tesouro critica Rosário por elogiar manifestações

POLÍTICA
19:24 | Set. 08, 2021
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Após o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário, celebrar nas redes sociais as manifestações de 7 de Setembro, marcadas por defesa de pautas antidemocráticas e ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF), a Unacon Sindical, entidade que representa servidores da CGU e do Tesouro Nacional, criticou a postura do chefe do órgão de controle.
Para a entidade sindical, governo e apoiadores "não exaltaram a democracia e a liberdade, mas atacaram a independência dos poderes". A nota também critica medidas que, segundo a Unacon, retiram direitos de trabalhadores, enfraquecem políticas sociais, aceleram a degradação do meio ambiente e promovem o aumento da desigualdade, da pobreza e a volta da fome.
"Na noite em que o ministro exaltava a beleza do movimento na capital da República - Lindo ver Brasília ser tomada por pessoas de bem -, as pessoas ordeiras, atendendo ao chamado do chefe do Poder Executivo Federal, clamavam por intervenção militar, fechamento do Supremo Tribunal Federal, além de ameaçarem o Congresso Nacional. Ao mesmo tempo, rompiam barreiras policiais para, contrariamente ao acordado com as autoridades locais, estacionarem caminhões e tratores em áreas próximas aos Poderes Legislativo e Judiciário, e acamparem na Esplanada dos Ministérios", diz a nota.
"No dia 7 de setembro, manifestantes tentaram reiteradamente invadir o Supremo Tribunal Federal, ao passo que o próprio presidente da República reafirmou o teor belicoso dos eventos convocados", acrescenta.
Para a entidade, o "extremismo político minoritário na sociedade" é o avesso da democracia, da liberdade e da justiça.

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Pacheco critica extremismo e pede diálogo para resolver 'crise real'

POLÍTICA
19:24 | Set. 08, 2021
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Após o presidente Jair Bolsonaro fazer ameaças ao Supremo Tribunal Federal (STF) durante os atos de 7 de setembro, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), divulgou um pronunciamento criticando o extremismo nas manifestações e cobrando respeito à Constituição. A declaração foi gravada em vídeo.
Pacheco afirmou que, tanto para os brasileiros nas manifestações quanto para aqueles que não foram, há uma realidade: um país em crise. "Essa solução não está no autoritarismo, não está nos arroubos antidemocráticos, não está em questionar a democracia. Essa solução está na maturidade política dos Poderes constituídos de se entenderem, de buscarem as convergências para aquilo que verdadeiramente interessa aos brasileiros", disse o senador.
O presidente do Senado renovou o compromisso de buscar um diálogo entre os Poderes para resolver a crise econômica. Nas últimas semanas, reuniões com o presidente Jair Bolsonaro e o STF foram adiadas. Para Pacheco, é necessário que os chefes das instituições "sentem à mesa" e se organizem. "Não é com excessos, não é com radicalismo, não é com extremismo, é com diálogo e com respeito à Constituição que nós vamos conseguir resolver os problemas. É isso que os brasileiros esperam de Brasília e dos Poderes constituídos."

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Após discurso de Fux, bolsonaristas voltam a protestar em Brasília

POLÍTICA
19:21 | Set. 08, 2021
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Mais de 24 horas após o fim da manifestação de 7 de Setembro na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, centenas de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro permanecem no local. Eles se concentram no canteiro central da via e também nas pistas em volta do prédio do Congresso. No meio da tarde, após o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, fazer um duro pronunciamento em resposta ao presidente, o grupo voltou a atacar a Corte e ameaçar os ministros. Uma barreira policial, porém, impede que os manifestantes cheguem próximos à sede do Judiciário.
O trânsito na Esplanada está fechado desde segunda-feira, 6, mas dezenas de caminhões e ônibus que furaram o bloqueio feito pela Polícia Militar na véspera dos atos permanecem ocupando as faixas. No início da tarde, a reportagem flagrou um homem tentando furar a barreira para chegar ao prédio do Supremo, mas ele foi contido pelos policiais.
Um carro de som foi posicionado no canteiro central. Apoiadores do presidente se revezam em discursos em português e inglês. "We trust Bolsonaro", disse uma mulher. Um dos manifestantes também bradava contra os ministros do Supremo Tribunal Federal. "Urubus, vocês não são supremos. Nós vamos derrubar vocês."
O grupo deixou penduradas as faixas antidemocráticas vistas no ato de 7 de Setembro. Uma delas pede o fechamento do Congresso e a instauração de um regime militar, atos que violariam a Constituição. "Exigimos a imediata destituição de todos os ministros do STF e a criminalização do comunismo", diz uma delas.
Na terça-feira, 7, em discursos em Brasília e em São Paulo, Bolsonaro fez adotou tom golpista ao ameaçar o Supremo, disse que não cumprirá decisões do ministro Alexandre de Moraes, que chamou de "canalha", voltou a atacar as urnas eletrônicas e afirmou que só deixará a Presidência morto. "Ou o chefe desse Poder (Judiciário) enquadra o seu (ministro) ou esse Poder vai sofrer aquilo que não queremos", disse. Ele pregou que "presos políticos sejam postos em liberdade", em referência às detenções de bolsonaristas determinadas por Moraes. Em resposta, o presidente do Supremo, Luiz Fux, afirmou nesta quarta-feira que não vai mais tolerar movimentos golpistas e intransigência e ainda frisou que as ameaças do chefe do Executivo, se colocadas em prática, configuram "crime de responsabilidade", o que pode levá-lo ao impeachment.
Estrutura
Para alimentar os manifestantes, o grupo montou uma estrutura com barracas, mesas e fogões entre os ministérios da Agricultura e da Economia. Por volta das 16h40, homens e mulheres cozinhavam em aos menos dez panelas grandes. No cardápio de hoje, arroz carreteiro. Ao lado, uma estrutura menor também produzia refeições.
Há também banheiros químicos espalhados pela Esplanada desde ontem. Os apoiadores ocupam uma área que vai do Congresso e estende até a sede do Ministério da Agricultura, o quinto prédio da Esplanada. Há centenas de barracas de camping no local.
Mais cedo, um grupo de manifestantes bolsonaristas tentaram invadir a sede do Ministério da Saúde após jornalistas que aguardavam em frente ao prédio serem hostilizados. Os profissionais se dirigiram para dentro do ministério para se proteger. Os manifestantes foram contidos por seguranças.
A Polícia Militar chegou a ser acionada, mas informou que a confusão já havia sido encerrada quando os policiais chegaram.
Procurada para comentar se os manifestantes estão autorizados a permanecer no local, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal e a Polícia Militar não responderam.
Em nota divulgada na noite da terça-feira, a secretaria informou que "por razões de segurança", a Praça dos Três Poderes seguiria restrita a manifestações. "As forças de segurança permanecerão monitorando toda a região central de Brasília, por meio do Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob) e equipes em campo."
Pacheco cancelou sessões do Senado
Nesta terça-feira, após os atos em que o presidente fez ameaças diretas ao Congresso e ao Judiciário, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), decidiu cancelar todas as reuniões marcadas para esta semana. O comunicado foi enviado aos parlamentares por mensagem na noite desta terça-feira, 7, e confirmada pela assessoria da Presidência do Senado.
A decisão foi interpretada por senadores como o primeiro reflexo da radicalização de Bolsonaro. A avaliação de Pacheco, segundo interlocutores do presidente do Senado, foi de que não há clima para votações e nem garantia de segurança a senadores e servidores.
Mesmo após os atos de terça-feira, ainda há grupos de apoiadores do presidente acampados na Esplanada dos Ministérios nesta quarta-feira, 8. O setor de inteligência do Senado também foi informado de riscos de invasão a prédios de poderes.

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