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A maior crise de soluço do mundo durou 68 anos; conheça Charles Osborne

O estadunidense Charles Osborne entrou no Guinness Book, o livro dos recordes, após soluçar sem parar por cerca de 68 anos. A crise teve início quando ele tinha 28 anos e só acabou em fevereiro de 1990, após mais de 430 milhões de soluços
16:08 | Set. 10, 2021
Autor Mateus Brisa
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Mateus Brisa Estagiário
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Prender a respiração e levar um susto são algumas possíveis soluções popularizadas para uma crise de soluço. Esses espasmos, no entanto, podem durar mais do que alguns minutos. Um exemplo disso foi o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que apresentou soluços por mais de 10 dias no início de julho deste ano e depois foi diagnosticado com obstrução intestinal, cujo um dos sintomas são os soluços contínuos. A informação é do portal da Revista Galileu. 

Mas Bolsonaro esteve longe de conseguir a crise de soluço mais duradoura da história. O estadunidense Charles Osborne entrou no Guinness Book, o livro dos recordes, após soluçar sem parar por cerca de 68 anos, de 1922 a 1990. A crise teve início quando ele tinha 28 anos. Charles caiu ao tentar pendurar um porco de 160 quilos para abate. Na queda, um pequeno vaso sanguíneo em seu cérebro, responsável por inibir os soluços, foi danificado.

Inicialmente, Charles tinha 40 espasmos por minuto. Com o tempo, a frequência foi diminuindo até alcançar 20 soluços a cada minuto, isto é, um soluço a cada três segundos. O homem foi aprendendo técnicas de respiração e manteve uma vida comum. Se casou duas vezes e teve oito filhos.

Em certo ponto, ele parou de conseguir engolir devido aos soluços e se alimentava com pastas e líquidos. Em fevereiro de 1990, após 68 anos e mais de 430 milhões de soluços, os espasmos pararam sem explicação. Charles Osborne morreu aos 97 anos, em 1991, após alguns anos livre da crise.

Outros casos de crises de soluço de longa duração foram registrados desde então. Em 2007, a adolescente estadunidense Jennifer Mee teve cerca de 50 soluços por minuto durante cinco semanas. Em fevereiro daquele ano, o britânico Christopher Sands começou a soluçar e só parou em maio de 2009. A crise parou após uma cirurgia para remoção de um tumor no cérebro.

O que funciona para parar soluço?

O gastroenterologista Miguel Ângelo, do Hospital Universitário Walter Cantídio, explicou, em entrevista concedida ao O POVO no ano passado, que todas as alternativas populares utilizadas com o objetivo de parar o soluço, não têm fundamentação científica, mas podem funcionar eventualmente.

O gastroenterologista pondera que não há problemas em aplicar aquelas que não apresentam nenhum risco à saúde. Para evitar o soluços, Miguel Ângelo orienta a evitar situações de estresse e a ter cuidado com o excesso de bebida alcoólica. Veja algumas recomendações que podem parar o soluço e o outras que não passam de mito:

  1. Beber água
    PODE FUNCIONAR. Tomar água em goles pequenos pode ajudar a controlar a respiração e colaborar para parar os soluços.
  2. Prender a respiração
    PODE FUNCIONAR. Parar a respiração por um breve momento colabora para ritmá-la e fazer com que volte ao normal. Mas não exagere, respeite seus limites.
  3. Colocar o dedo na faringe
    PODE FUNCIONAR. Inserir o dedo na proximidade da faringe, na região conhecida como “céu da boca", pode estimular o nervo que está relacionado ao soluço e interromper a crise.
  4. Levar susto melhora o soluço
    PODE FUNCIONAR. Eventualmente, por se bloquear a respiração naquele momento, o susto pode interromper os soluços. Porém, a medida é prejudicial para pessoas cardíacas. O recomendado é não fazer.
  5. Pressionar os joelhos dobrados contra o peito ajuda a acabar com o soluço
    PODE FUNCIONAR. A posição exige espaço pois a pessoa precisa estar deitada. Ela pode ajudar porque interfere no ritmo da respiração, ajudando a normalizá-la.
  6. Tomar água de ponta cabeça resolve o soluço
    MITO. Não faz diferença a posição em que a água é tomada. Além disso, não é nada prático.
  7. Engolir miolo de pão é eficaz contra o soluço
    MITO. Não há nenhuma relação entre os ingredientes do pão e uma solução para os soluços.
  8. Comer gelo moído funciona contra as crises
    PODE FUNCIONAR. Devido à baixa temperatura, o gelo moído estimula a região da faringe e pode ajudar com os soluços.
  9. Colocar pedaço de linha úmida na testa do bebê ajuda a acabar com o soluço
    MITO. Essa recomendação para bebês não tem qualquer ligação com o soluço. O refluxo é comum em crianças com menos de 1 ano de idade e é também um dos motivos para o soluço. Portanto, se uma criança tem soluços com frequência, a recomendação é buscar assistência médica.
  10. Tomar antiácido
    MITO. Isso não é medida caseira, é uma remediação para quem tem refluxo. Antiácidos devem ser tomados sobre prescrição médica. Quem tem refluxo, precisa ter procurar um médico.

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DOU extra traz resoluções da Câmara de Regras Excepcionais para Gestão

ECONOMIA
18:53 | Ago. 31, 2021
Autor Agência Estado
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O governo já publicou, em edição extra do Diário Oficial da União, as duas resoluções aprovadas nesta terça-feira, 31, pela Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética e que foram anunciadas neste dia 31 de agosto pelo Ministério de Minas e Energia e pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
A primeira delas é a Resolução que institui o Programa de Incentivo à Redução Voluntária do Consumo de Energia Elétrica para unidades consumidoras do Sistema Interligado Nacional.
Conforme o anunciado, o programa concederá um bônus na fatura da conta de energia elétrica de R$ 50,00 para cada 100 kWh economizado.
O bônus será dado quando da redução média do consumo de energia elétrica foi igual ou superior a 10% por unidade consumidora e limitado a 20%, apurada de forma cumulativa nas faturas referentes às competências de setembro a dezembro de 2021.
A outra Resolução, também já anunciada na coletiva de imprensa, determina à Aneel que implemente um patamar específico das bandeiras tarifárias, denominada Bandeira Escassez Hídrica, no valor de R$ 14,20 para cada 100 KWh. A nova bandeira irá vigorar de 1º de setembro de 2021 a 30 de abril de 2022.

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