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Como o tupi e outras línguas indígenas influenciam o português brasileiro?

Entenda como diversos vocábulos do português brasileiro foram influenciados pelo tupi e outras línguas nativas
21:19 | Ago. 30, 2021
Autor Mateus Brisa
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Mateus Brisa Estagiário
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Fauna, flora, municípios, gastronomia, expressões: estes são alguns dos setores do dicionário brasileiro influenciados por línguas indígenas. A principal delas, o tupi, foi perdendo importância devido ao estabelecimento da língua portuguesa como oficial do Brasil. No entanto, o tupi deixou diversas marcas no português brasileiro, assim como outras das línguas dos nativos que entraram em contato e foram utilizadas na comunicação com os europeus.

Como a influência das línguas indígenas começou?

O cruzamento da palavra indígena com o português começou a partir da chegada das embarcações portuguesas ao “Novo Mundo” e a colonização subsequente. Quando chegaram às terras que seriam mais tarde chamadas Brasil, o tupi era amplamente falado na região e foi através dele que houve a comunicação entre os povos nativos e os europeus.

Quais línguas indígenas eram faladas à época da colonização?

No período da chegada dos colonizadores, parte dos indígenas da costa brasileira falava línguas pertencentes ao tupi. Se consideramos o tupi como um “tronco”, é possível assinalar outras línguas “raízes”: tupi-guarani, arikém, juruna, mondé, mundurukú, etc.

Eventualmente, o tupi se transformou em outras línguas, como o nheengatu, também conhecida como “língua geral amazônica” e falada até hoje. A partir de meados do século XVIII, o tupi foi sendo deixado de lado após o então primeiro-ministro português, Marques de Pombal, ter proibido o uso e o ensino do tupi no Brasil, decretando o português como língua oficial.

Quantas palavras do português brasileiro têm origens indígenas?

Em entrevista à Agência Brasil, o organizador do Dicionário da Academia Brasileira de Letras (ABL) e filólogo Evanildo Bechara afirmou ser complicado mensurar quantas palavras do português são originárias do tupi. “Nos dicionários, há palavras que não são mais usadas e há algumas até que só têm um uso em determinada região”, declarou ele.

De que forma o tupi influenciou o português brasileiro?

Segundo Evanildo Bechara, o principal impacto do tupi foi no vocabulário do português brasileiro. “Desde cedo, a língua portuguesa entrou em contato com essas línguas [indígenas]. Então é natural que, do ponto de vista do vocabulário, os portugueses tenham encontrado nomes de plantas e animais que não eram conhecidos [até então]. O vocabulário da língua portuguesa está repleto de palavras indígenas, porque os portugueses encontraram aqui um novo mundo da fauna e da flora”, explicou.

Tupi no mundo: o caso do caju

A influência da língua tupi não está limitada ao território brasileiro. Um exemplo disso é a palavra akaîu, que se transformou em caju no português. A fruta, que é tipicamente brasileira, conquistou espaço na gastronomia mundial, seja pela polpa ou pela castanha. Associado a isso está o impacto linguístico.

Hoje, diversas línguas conhecem o caju através de palavras derivadas do akaîu. Alguns exemplos são: cashew (inglês, sueco, alemão, holandês, dinamarquês), acagiú (italiano), kaju (turco), cajou (francês), kásious (grego), kashu (búlgaro e japonês) e kau (estoniano).

Quais palavras tem origem no tupi?

A lista abaixo inclui alguns dos extensos vocábulos do português brasileiro que têm as línguas indígenas em suas origens.

  • Comidas: maracujá, açaí, caju, tapioca, mandioca (ou macaxeira, aipim), paçoca, cacau, pipoca
  • Animais: tatu, jaguar, ariranha, paca, arara, buriti, jacaré, sabiá
  • Lugares: Pará, Curitiba, Paraná, Sorocaba, Pernambuco, Manaus, Copacabana, Iguaçu, Anhangabaú, Macaranã, Guarujá, Bauru
  • Nomes: Moacir, Iracema, Maiara, Ubirajara, Iara, Cauby, Kauane, Tainara,
  • Termos e expressões: pereba, “nhem nhem nhem”, capenga, xará, cutucar, socar, canoa, muquirana, mirim

Com informações da Agência Brasil

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Museu da Língua Portuguesa inaugura novo espaço para exposições em SP

Geral
14:23 | Ago. 22, 2021
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O Museu da Língua Portuguesa inaugura um novo espaço para exposições, em São Paulo, com a mostra Viva Palavra. O local fica no Pátio B do edifício histórico da Estação da Luz, e será aberto ao público pela primeira vez, e com acesso livre, dentro da proposta do projeto de reconstrução de conectar a rua, o Museu e a Estação da Luz de forma mais orgânica. O acesso à exposição é feito diretamente pela gare da Estação da Luz e pela Praça da Luz, das 9h às 16h e não é preciso pagar ingresso.

São sete ilustrações de artistas de diferentes estados do país como Bahia, Piauí, São Paulo, Minas Gerais, Brasília e Sergipe. Com os nomes Luna B, Efe Godoy, Breno Loeser, Yacunã Tuxá, Renata Felinto, Criola e Antonio Junião, a ideia é mostrar o que tem sido produzido em outros estados do país, além de São Paulo e Rio de Janeiro.

“A ideia é mostrar a diversidade do que tem sido produzido fora do eixo Rio-São Paulo. Os trabalhos selecionados refletem as experiências efervescentes oriundas de movimentos artísticos, culturais e sociais”, disse o curador da exposição, o cartunista e ilustrador, Antonio Junião.

Origem da exposição

Segundo as informações do Museu da Língua Portuguesa, a exposição Viva Palavra é um desdobramento do projeto “A Palavra no Agora”, lançado em julho de 2020 para estimular o público a pensar sobre os sentimentos complexos despertados pela pandemia, por meio de exercícios de escrita disponibilizados em uma plataforma online. As publicações enviadas pelos internautas serviram de referência para os artistas desenvolverem seus trabalhos. O projeto continua acessível e aberto para novas participações no site noagora.museudalinguaportuguesa.org.br.

Trechos dos textos enviados pelo público também estão expostos no Centro de Referência do Museu da Língua Portuguesa, um espaço também novo, onde são feitas as pesquisas, a documentação do patrimônio material e imaterial que compõem o acervo do MLP. O local fica aberto a visitas terça a quinta, das 10h às 15h.

Exposição principal e Exposição Temporária

Para ver a exposição principal do Museu da Língua Portuguesa e a exposição temporária “Língua Solta”, o ingresso deve ser adquirido pela internet, ao custo de R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). A entrada é grátis para crianças até 7 anos e grátis para todos aos sábados. Por conta da pandemia, os ingressos – mesmo os gratuitos – devem ser emitidos pela internet, com dia e hora marcados para visitas. Saiba mais no site do museu.

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Olimpíada de Língua Portuguesa encerra prazo para receber relatos

Educação
15:34 | Ago. 16, 2021
Autor Agência Brasil
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Termina hoje (16) o prazo para envio de relatos de prática e dos materiais selecionados por diretores de escolas públicas de todo o país para participar da 7ª Olimpíada de Língua Portuguesa. O regulamento e informações podem ser obtidos no portal Escrevendo o Futuro. Na olimpíada, que é aberta a estudantes da quinta série do ensino fundamental até o terceiro ano do ensino médio, os diretores de escolas escolhem os professores que irão para as etapas seguintes.

Os relatos devem conter estratégias, soluções, alternativas e inovações encontradas pelos professores durante a pandemia de covid-19 para executar as atividades com seus alunos, de modo a garantir a continuidade do processo de aprendizagem. Para acompanhar o relato, os trabalhos do professor com os alunos podem envolver, em diferentes linguagens de mídia, a produção de vídeos, infográficos, fotos, podcasts (programas de rádio que podem ser ouvidos pela internet a qualquer hora), informou hoje (16) à Agência Brasil Claudia Petri, coordenadora de Implementação Regional no Itaú Social, promotor do concurso. “Nesta edição, é o maior foco que a gente colocou.”

A olimpíada tem coordenação técnica do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária e conta com parceria do Ministério da Educação, da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, do Conselho Nacional de Secretários de Educação, da Fundação Roberto Marinho e do Canal Futura.

Gêneros

Os 59 mil professores inscritos trabalharam os cinco gêneros do concurso – poema, memórias literárias, crônica, documentário e artigo de opinião – em oficinas realizadas com os estudantes, entre 22 de fevereiro e 5 de agosto. Desde o último dia 6, a comissão julgadora escolar está avaliando e selecionando o material produzido pelos docentes na fase das oficinas, englobando relatos de prática, linha do tempo e álbum da turma.

Nesta etapa, serão definidos os representantes das escolas em cada gênero literário que irão para as próximas atividades da olimpíada. Segundo Claudia Petri, as fases seguintes preveem a seleção de 42 relatos de prática de cada gênero que irão para a semifinal. Para estes selecionados, será disponibilizado um ambiente virtual de aprendizagem específico para cada um dos gêneros, a fim de proporcionar encontros formativos e culturais. Nesta fase, serão escolhidos os professores finalistas, dos quais sairão os 20 ganhadores – quatro para cada gênero. Eles serão premiados com todas as suas classes, que têm em média 30 alunos, cada.

De acordo com Claudia, o número de alunos premiados será maior que o da olimpíada anterior. “A classe toda será premiada. Esta é uma diferenciação em relação às edições anteriores, que tinham um texto de um aluno representando a classe, e só esse aluno era premiado”. Agora, serão dois textos escolhidos pelo professor e pela turma, e a representatividade deles vale para a toda a classe, explicou a coordenadora de Implementação Regional no Itaú Social.

Ela acrescentou que, a partir da semifinal, há reserva de vagas para escolas que estão em situação de vulnerabilidade.

Aprimoramento

A Olimpíada de Língua Portuguesa, que visa apoiar o aprimoramento das práticas de ensino de leitura e escrita, recebeu, nesta edição, mais de 112 mil inscrições de 27 mil escolas de 3.877 municípios de todos os estados brasileiros, mais o Distrito Federal. Claudia Petri destacou que o número de inscrições é maior do que o de professores porque o mesmo educador pode ter inscrito trabalhos para mais de uma categoria, em mais de uma série de ensino.

De 20 a 31 de agosto, a olimpíada entra na etapa municipal. As escolas encaminham os relatos para a comissão julgadora municipal, criada pelas secretarias municipais de Educação, e estas enviam os relatos que representarão as cidades na competição. No dia 3 de setembro, começa a etapa estadual, em que os estados recebem o material dos municípios e encaminham à olimpíada os trabalhos que irão representá-los no concurso. Essa fase se estende até 1º de outubro.

A semifinal será de 13 de outubro a 16 de novembro. A partir da semifinal, haverá oficinas para os professores e alunos, em formato virtual, devido à pandemia, informou Claudia. Dos 210 professores semifinalistas, 80 serão selecionados para a final e 20 deles, com suas turmas, sairão vencedores. A final está prevista para 10 de dezembro, também em formato virtual.

Na fase semifinal, os 210 professores selecionados receberão celulares com um pacote de internet para que continuem trabalhando de forma remota com suas turmas, nas oficinas. Na final, os docentes ganharão notebooks e, os alunos, tablets, além de periódicos e Kindle (leitor de livros digitais). “A premiação deste ano vem com equipamentos eletrônicos e, no caso do professor, com pacote de internet também”, concluiu Claudia Petri.

Na última edição, realizada em 2019, participaram 4.876 municípios, com 85.908 professores inscritos de um total de 171.035 inscrições de 42.086 escolas. No ao passado, não houve Olimpíada de Língua Portuguesa, por causa da pandemia de covid-19.

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Negacionismo, covid-19 e feminicídio são incluídas no vocabulário oficial

Língua Portuguesa
16:41 | Ago. 12, 2021
Autor Daniela Nogueira
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Daniela Nogueira Autor
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Tipo Opinião

A língua é dinâmica e, portanto, mais palavras vão sendo incorporadas ao nosso vocabulário à medida que há a necessidade do uso pelos falantes. Nos últimos anos, muitas delas passaram a ser usadas por nós, falantes, mesmo sem estarem incluídas oficialmente no dicionário. É o caso de “feminicídio”, “negacionismo”, “sororidade” e “pós-verdade”, por exemplo.


Essas foram algumas das palavras incluídas na mais nova edição do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp). Não havia atualização desde 2009 pela Academia Brasileira de Letras (ABL). Desta vez, mil novas palavras foram incluídas, fazendo com que o Volp somasse 382 mil ao todo.

A pandemia de covid-19 também foi responsável pelo acréscimo de novos termos – muitos deles gerados nesse contexto. E o processo é natural: o termo passa a ser utilizado pelos falantes, é incorporado ao uso por alguma necessidade, normalmente difundido pela mídia e por textos acadêmicos, e chega ao vocabulário oficial.

É assim com “covid-19”, que é somada agora ao Volp. Ressalte-se: com inicial minúscula e registrada como substantivo feminino. Também com “telemedicina”, “teleinterconsulta” e “infodemia”.

Mas por que esse registro é tão importante para os falantes e para a língua portuguesa?
A ABL é a guardiã oficial do idioma. O Volp é, desse modo, o registro oficial de todas as palavras da língua portuguesa e de sua grafia. Esse registro agora é relevante, já que há 12 anos não havia uma atualização oficial do vocabulário.

Lembremos que, em 2009, logo após o Acordo Ortográfico (que gera dúvidas em muitos até hoje), a edição do Volp focou em indicar a grafia das palavras modificadas.

As relações sociais e políticas e o desenvolvimento tecnológico e econômico são causas de muitos desses acréscimos no nosso vocabulário. Da pandemia atual, há “covid-19”. Do universo digital, há “ciberataque”. De pautas identitárias, há “gordofobia” e “feminicídio”. Do âmbito político, há “necropolítica” e “judicialização”.

Além da inclusão das palavras novas, a sexta edição do Volp acrescenta estrangeirismos, como “crossfit”, “home office”, “lockdown” e “emoji”. Outros exemplos de palavras estrangeiras incluídas no Vocabulário são: “podcast”, “botox”, “bullying”, “jihad” e “chimichurri”.

O filólogo e professor pernambucano Evanildo Bechara é o coordenador da Comissão de Lexicologia e Lexicografia da ABL, que é responsável pela elaboração do Volp.

“Com o grande volume de palavras que passaram a fazer parte do cotidiano da língua e a necessidade de corrigir falhas tipográficas e inserir informações adicionais, a equipe viu-se no dever de atualizar a nominata para oferecer ao público uma nova edição, aumentada em seu universo lexical e em dia com a evolução da língua”, justificou a ABL.

Ao atualizar o vocabulário oficial, a ABL, mesmo ciente de todas as variações linguísticas e das terminologias específicas existentes, enfatiza os termos de uso comum e ratifica que a última Flor do Lácio se transforma para continuar moderna e atual.

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Olimpíada Nacional de Matemática e Língua Portuguesa abre inscrições

Brasil
17:55 | Ago. 09, 2021
Autor Marília Serpa
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A Olimpíada Nacional do Elite (ONElite) está em sua terceira edição trazendo oportunidades para alunos do 4º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio de qualquer escola do País. Com inscrições gratuitas até o dia 10 de setembro, o evento, promovido pelo Elite Rede de Ensino, visa estimular o interesse pela Matemática e Língua Portuguesa, além de incentivar a cultura de estudo e identificar novos talentos por meio de desafios proporcionados aos estudantes.

Alunos de qualquer escola do Brasil, sendo reconhecida pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC), podem participar. A ONElite é dividida em cinco categorias: júnior (4º e 5º anos do ensino fundamental), nível 1 (6º e 7º anos do ensino fundamental), nível 2 (8º e 9º anos do ensino fundamental), nível 3 (1º e 2º anos do ensino médio) e nível 4 (3º ano do ensino médio). As inscrições podem ser feitas clicando aqui.

A primeira fase da olimpíada consiste em provas aplicadas por meio de plataforma digital, no dia 25 de setembro, das 8 às 12 horas. Os alunos do nível junior farão questões objetivas de matemática e de português, sendo dez de cada. Enquanto os demais estudantes dos níveis 1, 2, 3 e 4 resolverão questões das mesmas disciplinas, sendo, no entanto, 15 de cada. Com exceção do nível júnior, todos devem participar de duas fases.

“Participar de uma olimpíada é se desafiar, testar o conteúdo aprendido em sala de aula e se envolver mais com os assuntos escolares. Muito mais do que medalhas, prêmios e certificados de participações, uma olimpíada proporciona uma renovada forma de pensar e a oportunidade de aprender outras técnicas para resolução de questões", explica o supervisor pedagógico do Elite, Iango Soares. "Olimpíadas abrem possibilidades profissionais, pois no mercado de trabalho diversas empresas valorizam conquistas olímpicas, já que isto é sinal de que, durante sua trajetória acadêmica, aquele profissional buscava ir além do mínimo para formar seu currículo com o objetivo de sempre se desenvolver com desafios saudáveis e estimulantes”.

Para os estudantes classificados para a segunda e última fase da olimpíada, dos níveis 1 ao 4, serão realizadas provas objetivas e também por meio de plataforma digital no dia 23 de outubro, das 8 às 12 horas, sendo dez questões de matemática e 15 e português. Aqueles que ficarem entre as 60 melhores notas por categoria serão premiados: do 1º ao 10º lugar, receberão medalhas de ouro; do 11º ao 22º lugar, receberão medalhas de prata; do 23º ao 40º lugar, receberão medalhas de bronze; enquanto que do 41º ao 60º, receberão menções honrosas.

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