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Urina preta: origem, causas e sintomas da doença causada por peixes

A doença de Haff, mais conhecida como doença da urina preta, foi confirmada em nove pacientes do Ceará apenas neste ano. Conheça o primeiro relato, as causas, os sintomas, a origem e o histórico da doença
20:26 | Set. 10, 2021
Autor Redação O POVO
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Nove casos ativos da doença de Haff foram confirmados pela Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) nesta sexta-feira, 10 de setembro (10/09). O quadro clínico é mais conhecido como “doença da urina preta”, pois um dos sintomas comuns é urina escura, avermelhada a marrom. No início de agosto, eram investigados dois casos suspeitos no Estado.

A notificação inicial se deu após os primeiros pacientes serem internados em decorrência do consumo do peixe da espécie arabaiana. A Sesa relatou que as amostras dos peixes contaminados foram enviadas para uma pesquisa de toxina, e aguarda confirmação laboratorial. Em 2021, até 21 de agosto, dos nove casos notificados, quatro foram homens e cinco mulheres, com a idade média de 51 anos.

Doença da urina preta: o que é e como surgiu?

Um paciente é diagnosticado com a doença de Haff ao desenvolver um quadro de rabdomiólise nas primeiras 24 horas após ingerir peixe. A rabdomiólise se caracteriza pelo inchaço do músculo esquelético com risco de insuficiência renal aguda.

O nome foi dado em razão da descoberta da doença em um lago chamado Frisches Haff, na região de Koningsberg, em 1924. O território, à beira do Mar Báltico, pertencia à Alemanha, mas foi incorporado à Rússia posteriormente. As informações são do Ministério da Saúde.

Nos 15 anos seguintes, cerca de mil casos foram relatados naquela região e nos Estados Unidos, e a doença foi eventualmente associada ao consumo de peixes. Desde então, foram notificados casos, principalmente ligados ao peixe búfalo (Ictiobus cyprinellus), nos EUA, na China, na Alemanha, na Rússia e no Brasil.

Doença da urina preta: como funciona a toxina?

A origem e a natureza da toxina causadora da doença ainda são um mistério. Após um surto da doença nos EUA, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças identificou uma toxina lipossolúvel que produziu sintomas semelhantes em ratos e que não pode ser desativada com o ato de cozimento, pois os pacientes estudados haviam ingerido peixe frito ou cozido.

Em artigo sobre a doença, médicos do Hospital São Lucas Copacabana explicam que ainda não houve confirmação sobre a natureza da toxina constante nos peixes cuja ingestão provocou a doença. Em alguns livros, ela está associada ao envenenamento por arsênico.

A dificuldade está no fato de que a toxina não tem nem gosto nem cheiro específicos, o que torna mais complexa a sua percepção. Ela também não é eliminada pelo processo de cocção do peixe.

Nos relatos registrados ao longo dos anos, pessoas acometidas da doença ingeriram diferentes tipos de peixe, como salmão, pacu-manteiga, pirapitinga, tambaqui, e de diversas famílias, como Cambaridae e Parastacidae.

Doença da urina preta: quais os sinais e sintomas?

Os sintomas costumam aparecer entre duas e 24 horas após o consumo dos peixes ou crustáceos, de acordo com informações da Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde.

Ocorre extrema rigidez muscular de forma repentina, além de dores musculares, dor torácica, dificuldade para respirar, dormência, perda de força em todo o corpo. Um dos principais sintomas, que dão o apelido da doença, é a urina cor de café. Isso acontece porque o rim tenta limpar as impurezas, causadas pelas lesões musculares. Febre não é muito comum.

  • Dor e rigidez muscular intensas, que surgem repentinamente;
  • Urina escura
  • Dormência
  • Perda de força muscular

O tratamento consiste muito na hidratação, logo com o aparecimento dos sintomas. A intenção é diminuir a concentração da toxina no sangue, para favorecer a eliminação através da urina. Segundo o Ministério da Saúde, a recomendação é que, ao sentir dores musculares e apresentar urina escura após o consumo de peixes ou crustáceos, uma unidade de saúde deve ser procurada.

A principal prevenção para a síndrome é não consumir pescados ou crustáceos de origem, transporte ou armazenamento desconhecidos.

Doença da urina preta: histórico

Em 2018, um casal de cearenses foi infectado após consumir um peixe comprado em Fortaleza. Em fevereiro de 2017, o Estado ficou em alerta com pelo menos dez casos da doença. De acordo com a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), há um monitoramento por meio de comunicação ativa e sistemática da Célula de Resposta às Emergências em Saúde Pública (CIEVS) junto às unidades de saúde.

Segundo a pasta, esse contato é feito por meio de link de monitoramento diário que é compartilhado com a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) e com os núcleos de vigilância epidemiológica hospitalar.

Outro estado do Nordeste registrou casos suspeitos da doença neste mês. Conforme informações da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), seis casos da síndrome seguem em investigação.

Neste ano, a Sesab recebeu, ao todo, oito casos notificados da doença de Haff, nos municípios de Alagoinhas, Simões Filho, Maraú, Mata de São João e Salvador. Até a última segunda-feira, 23, segundo a pasta, apenas dois casos foram descartados.

Em nota enviada ao jornal O Estado de S. Paulo, o Ministério da Saúde registrou 61 casos da doença no Amazonas, enquanto outros 22 aguardam confirmação. O estado também registrou um óbito em decorrência da síndrome, no município de Itacoatiara, a 176 km de Manaus.

Em fevereiro, duas irmãs foram internadas no Recife ao apresentarem mal-estar e dores após a ingestão de peixe da espécie arabaiana. A família e os médicos confirmaram o diagnóstico de doença de Haff.

Com informações da Agência Brasil

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Aumentam de dois para nove os casos de "doença da urina preta" no Ceará

12:14 | Set. 10, 2021
Autor O Povo
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A Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) informou que os casos da doença de Haff, mais conhecida como “doença da urina preta”, aumentaram de dois para nove no Estado. No início do mês de agosto, a Sesa investigava os dois casos suspeitos após notificação feita depois de pacientes serem internados em decorrência do consumo do peixe da espécie arabaiana.

Em nota, o órgão relata que as amostras dos peixes contaminados foram enviadas para a pesquisa de toxina, e que aguarda confirmação laboratorial. Em 2021, até 21 de agosto, dos nove casos notificados, quatro foram homens e cinco mulheres, com a idade média de 51 anos.

Os sinais e sintomas 


- Dor muscular de início súbito na região cervical (pescoço, trapézio, dorso) presente em 4 pacientes (44,44%);
- Dor muscular em membros inferiores e superiores presente em todos os casos (100%);
- Urina escura (vermelha a marrom) também em todos os casos (100%);
- Dores nas articulações em quatro pessoas (44,44%);

- Febre em apenas um (11,11%).

A doença

 

A “doença da urina preta” é causada pela ingestão de uma toxina encontrada em algumas espécies de peixe e crustáceos, como o tambaqui, o badejo, a arabaiana, a lagosta e o camarão.

Geralmente a toxina é encontrada em peixes que não foram armazenados de forma correta. Mesmo com o cozimento, a toxina provoca a destruição das fibras musculares esqueléticas e libera elementos de dentro dessas fibras na corrente sanguínea. Isso justifica os sintomas, que incluem dores musculares e nas articulações.

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Amazonas cria grupo para combater surto de doença da urina preta

Saúde
19:47 | Set. 01, 2021
Autor Agência Brasil
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O governo do Amazonas criou uma força-tarefa para combater o surto de rabdomiólise no estado. A doença, também conhecida pelo sintoma da urina preta, é uma síndrome que gera a destruição de fibras musculares esqueléticas e libera elementos de dentro das fibras (como eletrólitos, mioglobinas e proteínas) no sangue.

O município de Itacoatiara, a 176 quilômetros de Manaus, é o local com mais casos, sendo o centro do surto do estado. A força-tarefa, composta por integrantes de diversos órgãos, irá à cidade com o objetivo de investigar o surto e de também atuar de maneira preventiva com diversos segmentos da população.

Uma das preocupações é a difusão de informações sobre uma suposta causa de contágio associada ao consumo de peixes. Contudo, o governo do Amazonas afirma que ainda não há evidências para esta correlação.

As causas estão sendo investigadas pela Fundação de Vigilância em Saúde do estado. “Ainda trabalhamos no campo das hipóteses. Pode ser uma bactéria, um vírus, ou até mesmo uma toxina. As pessoas têm um quadro clínico sugestivo de intoxicação, após a ingestão alimentar, e é de evolução rápida”, diz o infectologista da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado.

Ele acrescenta que até hoje, com os casos notificados, “não se conseguiu ainda dar uma confirmação da causa real desses casos de rabdomiólise, que são associados à prévia ingestão de peixes”.

Até o momento foram registrados 51 casos no estado em sete cidades, sendo 36 em Itacoatiara, quatro em Borba, dois em Manaus, dois em Parintins, um em Caapiranga, um em Autazes e um em Maués.

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Com 44 casos suspeitos e um óbito, Amazonas vive surto da doença da "urina preta"

SAÚDE
21:20 | Ago. 31, 2021
Autor Isabela Queiroz
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A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas - Drª Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) recebeu 11 notificações de casos da síndrome de Haff, nessa segunda-feira, 30. Com isso, o estado soma 44 casos suspeitos da "doença da urina preta''. O estado também registrou um óbito em decorrência da síndrome, no município de Itacoatiara, a 176 km de Manaus.

Dos casos suspeitos, 34 são investigados em Itacoatiara, os demais são nos municípios de Silves, Manaus, Parintins, Caapiranga e Autazes. Das 11 novas notificações registradas, cinco são de Itacoatiara, quatro de Silves e duas de Parintins. Ainda nessa segunda-feira, 30, de acordo com a FVS-RCP 10, adultos seguem internados, todos de Itacoatiara. Os demais pacientes receberam alta hospitalar.

No Ceará, dois casos suspeitos da doença foram investigados neste mês de agosto. Um idoso e uma mulher, ambos de Fortaleza, foram internados em hospitais privados depois do consumo do peixe da espécie arabaiana. Os pacientes não são da mesma família e já tiveram alta hospitalar.

A doença tem casos pontuais no Ceará. Em 2018, um casal de cearenses foi infectado após consumir um peixe comprado em Fortaleza. Em fevereiro de 2017, o Estado ficou em alerta com pelo menos dez casos da doença. De acordo com a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), há um monitoramento por meio de comunicação ativa e sistemática da Célula de Resposta às Emergências em Saúde Pública (CIEVS) junto às unidades de saúde.

Segundo a pasta, esse contato é feito por meio de link de monitoramento diário que é compartilhado com a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) e com os núcleos de vigilância epidemiológica hospitalar.

Outro estado do Nordeste registrou casos suspeitos da doença neste mês. Conforme informações da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), seis casos da síndrome seguem em investigação.

Neste ano, a Sesab recebeu, ao todo, oito casos notificados da doença de Haff, nos municípios de Alagoinhas, Simões Filho, Maraú, Mata de São João e Salvador. Até a última segunda-feira, 23, segundo a pasta, apenas dois casos foram descartados.

O que é a doença da urina preta

O nome foi dado em razão da descoberta da doença em um lago chamado Frisches Haff, na região de Koningsberg, em 1924. O território, à beira do Mar Báltico, pertencia à Alemanha, mas foi incorporado à Rússia posteriormente. As informações são do Ministério da Saúde.

A doença é causada por uma toxina que pode ser encontrada em determinados peixes como o tambaqui, o badejo e a arabaiana ou crustáceos (lagosta, lagostim, camarão). A contaminação acontece quando o peixe não foi guardado e acondicionado de maneira adequada. Com isso, ele cria uma toxina sem cheiro e sem sabor.

Mesmo com a carne sendo cozida, a toxina provoca a destruição das fibras musculares esqueléticas e libera elementos de dentro dessas fibras na corrente sanguínea. Isso provoca danos no sistema muscular e em órgãos como os rins.

Sintomas da doença da urina preta

Os sintomas costumam aparecer entre duas e 24 horas após o consumo dos peixes ou crustáceos, de acordo com informações da Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde.

Ocorre extrema rigidez muscular de forma repentina, além de dores musculares, dor torácica, dificuldade para respirar, dormência, perda de força em todo o corpo. Um dos principais sintomas, que dão o apelido da doença, é a urina cor de café. Isso acontece porque o rim tenta limpar as impurezas, causadas pelas lesões musculares. Febre não é muito comum.

O tratamento consiste muito na hidratação, logo com o aparecimento dos sintomas. A intenção é diminuir a concentração da toxina no sangue, para favorecer a eliminação através da urina. Segundo o Ministério da Saúde, a recomendação é que, ao sentir dores musculares e apresentar urina escura após o consumo de peixes ou crustáceos, uma unidade de saúde deve ser procurada.


A principal prevenção para a síndrome é não consumir pescados ou crustáceos de origem, transporte ou armazenamento desconhecidos.

 

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Ceará investiga dois casos suspeitos da doença da "urina preta"

saúde
14:14 | Ago. 19, 2021
Autor Redação O POVO
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A Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) informou que está investigando dois casos suspeitos da síndrome de Haff, conhecida como “doença da urina preta”. Os casos seriam de um idoso e uma mulher, ambos de Fortaleza. A notificação foi feita após os pacientes serem internados em hospitais privados depois do consumo do peixe da espécie arabaiana. Os pacientes não são da mesma família e já tiveram alta hospitalar; ele na segunda-feira, 16, e ela na terça-feira, 17.

Segundo a Sesa, há um monitoramento por meio de comunicação ativa e sistemática da Célula de Resposta às Emergências em Saúde Pública (CIEVS) junto às unidades de saúde. Segundo a pasta, esse contato é feito por meio de link de monitoramento diário que é compartilhado com a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) e com os núcleos de vigilância epidemiológica hospitalar.

A doença tem casos pontuais no Ceará. Em 2018, um casal foi infectado após consumir um peixe comprado em Fortaleza. Ambos cearenses, eles viviam em São Paulo e comeram o peixe comprado na Capital. Em fevereiro de 2017, o Estado ficou em alerta com pelo menos dez casos da doença.

LEIA MAIS| Casal é infectado com doença rara que deixa a urina preta por peixe comprado em Fortaleza

O que é a doença

 

O nome foi dado em razão da descoberta da doença em um lago chamado Frisches Haff, na região de Koningsberg em 1924. O território, à beira do Mar Báltico, pertencia à Alemanha, mas foi incorporado à Rússia posteriormente. As informações são do Ministério da Saúde. 

A doença é causada por uma toxina que pode ser encontrada em determinados peixes como o tambaqui, o badejo e a arabaiana ou crustáceos (lagosta, lagostim, camarão). A contaminação acontece quando o peixe não foi guardado e acondicionado de maneira adequada. Com isso, ele cria uma toxina sem cheiro e sem sabor.

Mesmo com a carne sendo cozida, a toxina provoca a destruição das fibras musculares esqueléticas e libera elementos de dentro dessas fibras na corrente sanguínea. Isso provoca danos no sistema muscular e em órgãos como os rins.

Sintomas

 

Os sintomas costumam aparecer entre 2 e 24 horas após o consumo dos peixes ou crustáceos, de acordo com informações da Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde.

Ocorre extrema rigidez muscular de forma repentina, além de dores musculares, dor torácica, dificuldade para respirar, dormência, perda de força em todo o corpo. Um dos principais sintomas, que dão o apelido da doença, é a urina cor de café. Isso acontece porque o rim tenta limpar as impurezas, causadas pelas lesões musculares. Febre não é muito comum.

O tratamento consiste muito na hidratação, logo com o aparecimento dos sintomas. A intenção é diminuir a concentração da toxina no sangue, para favorecer a eliminação através da urina. Segundo o Ministério da Saúde, a recomendação é que, ao sentir dores musculares e apresentar urina escura após o consumo de peixes ou crustáceos, uma unidade de saúde deve ser procurada.

A principal prevenção para a síndrome é não consumir pescados ou crustáceos de origem, transporte ou armazenamento sejam desconhecidos.

 

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