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Conhecida como "doença da urina preta", síndrome leva irmãs à internação no Recife

O caso aconteceu no Recife (PE), após duas irmãs comerem peixe da espécie arabaiana

11:05 | 24/02/2021
Flávia Andrade, 36 anos, foi internada em um quarto no Hospital Português, no Recife (Foto: Reprodução/ G1)
Flávia Andrade, 36 anos, foi internada em um quarto no Hospital Português, no Recife (Foto: Reprodução/ G1)

Duas irmãs foram internadas em um hospital particular no Recife. Segundo informações divulgadas pelo G1, elas apresentaram mal-estar e dores após a ingestão de peixe da espécie arabaiana. A família e os médicos confirmaram o diagnóstico de Síndrome de Haff, conhecida como "doença da urina preta". O governo de Pernambuco informou que investiga cinco casos dessa doença rara no estado.

Apesar de pouco conhecida, profissionais já conseguem apontar alguns dos principais sintomas da Síndrome de Haff. São eles falta de ar, dormência e perda de força em todo o corpo e urina de cor escura. As irmãs internadas são a empresária Flávia Andrade, 36 anos, e a médica veterinária Pryscila Andrade, de 31 anos. Ambas chegaram no dia 16 de fevereiro ao Hospital Português.

Segundo informações divulgadas pela família, a internação ocorreu horas após o almoço, que tinha no cardápio o peixe arabaiana, também conhecido como "olho de boi", de acordo com a mãe das pacientes, a empresária Betânia Andrade. “Essa é uma síndrome pouco conhecida, inclusive nos hospitais, é uma raridade. A fiscalização tem que bater em cima, pois estamos na Quaresma, quando se come muitos peixes e crustáceos. A população precisa ficar ciente que pode haver uma infecção”, comentou Betânia, fazendo um apelo para que informações sobre a Síndrome sejam divulgadas para proteger a população.

O médico Filipe Prohaska conta que, em casos mais gravas, a infecção tem como ação principal nos rins. “O músculo vai morrendo e criando uma concentração de proteínas que o rim absorve e vai deixando a urina preta, nos casos mais graves. Se a absorção continuar, causa uma lesão no rim e eles param de funcionar. Por isso, o tratamento dos casos graves é com hemodiálise, para poupar o rim”, afirmou o médico infectologista Filipe Prohaska.

 

*Informações divulgadas pelo Portal do G1