Termo de Uso Política de Privacidade Política de Cookies Conheça O POVO Trabalhe Conosco Fale com a gente Assine Ombudsman
Participamos do

Sociedade médica alerta para o risco de consumo de álcool na gravidez

07:02 | Set. 09, 2021
Autor Agência Brasil
Foto do autor
Agência Brasil Jornal
Ver perfil do autor
Tipo Notícia

A ingestão de bebidas alcoólicas durante a gravidez é fator de risco para o desenvolvimento da Síndrome Alcoólica Fetal (SAF), que pode levar a deficiências físicas e distúrbios de neurodesenvolvimento, alerta a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

A médica Conceição Segre, coordenadora da Campanha de Prevenção à SAF da SBP, afirma que atualmente não há tratamento que leve à cura da síndrome, que pode levar a danos irreversíveis, como retardo mental e anomalias congênitas. Por isso, é importante que se reforce as ações de conscientização para a prevenção. Nesta quinta-feira (9), é lembrado o Dia Mundial de Prevenção da SAF.

“O que se recomenda é que, durante a gestação, a gestante não ingira nenhuma, zero, quantidade de álcool, porque a gente não sabe, até hoje a ciência ainda não descobriu, se tem alguma quantidade segura [de ingestão]. O que se sabe é que qualquer quantidade de álcool em qualquer momento da gestação pode atingir o feto e causar a Síndrome Alcoólica Fetal, completa ou parcial”, disse.

Conceição explica que o álcool passa facilmente pela placenta e atinge o feto, podendo causar várias lesões, principalmente, no sistema nervoso central. “A síndrome pode ser completa ou parcial. Quando é completa, ela se manifesta em defeitos na face, então o bebê tem uma característica facial bastante peculiar, ele tem lábios finos, pálpebras pequenas, a face dele pode ser reconhecida já no nascimento.”

Se o bebê não apresenta essas características já ao nascer, ele pode mais tarde manifestar sintomas que aparecem, em geral, na idade escolar. Ou seja, a criança não vai bem na escola, tem problema no aprendizado ou ainda apresenta distúrbios de comportamento.

“A doença não tem cura, não tem nenhum tratamento curativo. O que existe é tratamento de apoio, com psicólogos, equipe multiprofissional, terapeutas ocupacionais, psiquiatras, enfim, é um tratamento complicado e caro”, disse a especialista.

Segundo a médica, em países como o Canadá, Alemanha e França, há investimento em campanhas de prevenção que conscientizam a população. “Aqui, no Brasil, se faz muito pouco a respeito. A gente, aliás, não sabe nem qual é a frequência oficial, dados do Ministério da Saúde, sobre a Síndrome Alcoólica Fetal.”

“O que se aceita, o que se admite, são os dados da literatura, de seis a nove pessoas afetadas por mil nascimentos. Mas isso é dado de literatura, não é dado brasileiro específico”, disse.

A Sociedade Brasileira de Pediatria tem uma plataforma com o objetivo de ampliar a conscientização das mães e profissionais da saúde sobre os danos da ingestão de álcool durante a gravidez para os bebês.

O Ministério da Saúde (MS) informou que as equipes da Atenção Primaria à Saúde (APS) são orientadas a investigar o consumo de álcool das gestantes durante o pré-natal e, se necessário, recomendar o tratamento ou a interrupção do consumo de álcool durante a gestação. No período de 2017 a 2021, foram registradas 39 internações de bebês diagnosticados com a SAF, segundo dados da pasta.

“A equipe que atende gestantes deve reconhecer o quadro e sua complexidade, encorajando a gestante a entender os efeitos deletérios do álcool durante a gravidez e assim participar de programas de tratamento se for o caso ou atender à recomendação de não beber durante a gestação”, diz o ministério, em nota.

A pasta afirmou ainda que, segundo o Manual Técnico sobre Gestação de Alto Risco do Ministério da Saúde, além de provocar a Síndrome Alcoólica Fetal, o alcoolismo pode ser uma das causas de descolamento prematuro de placenta.

De acordo com o ministério, a síndrome pode estar relacionada ainda ao baixo peso para a idade gestacional, malformações na estrutura facial, defeitos no septo ventricular cardíaco, malformações das mãos e pés, além de retardo mental que varia de leve a moderado. Problemas no comportamento e no aprendizado também podem persistir pelo menos durante a infância.

Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags

Comunidade João XXIII recebe ações pelo Setembro Amarelo

Saúde Mental
02:42 | Set. 09, 2021
Autor Lara Vieira
Foto do autor
Lara Vieira Autor
Ver perfil do autor
Tipo Notícia

O Instituto Compartilha - Sameac realiza uma série de ações que integram a campanha Setembro Amarelo na comunidade João XXIII, em Fortaleza. O mês marca a campanha de prevenção ao suicídio. De acordo com a instituição, a ideia é orientar famílias e jovens para que estejam atentos aos pequenos sinais e saibam como buscar ajuda especializada.

A ação está vinculada ao Comunidade Viva, projeto de assistência comunitária que o Instituto mantém no João XXIII, com atendimento de saúde e bem-estar e assistência social. Segundo o instituto, na programação do Setembro Amarelo estão incluidas rodas de conversa e visita domiciliar com orientações sobre a prevenção ao suicídio, além de atendimento psicossocial que atende as famílias em casa. O projeto conta, ainda, com equipe multidisciplinar: psicólogo, terapeuta ocupacional, enfermeira, nutricionista e assistente social.

“Buscamos orientar e acolher as famílias, que vivem em vulnerabilidade social, de modo a fortalecer o diálogo e ajuda-las com atendimento psicossocial básico, visto que os casos de suicídio têm aumentado significativamente com a pandemia, em decorrência do confinamento social, incertezas e desemprego, fatores que afetam a saúde mental, principalmente, das famílias mais necessitadas”, explica Hellayne Viana, Coordenadora do Setor de Serviço Social do Instituto Compartilha e do Projeto Comunidade Viva.

Sobre a instituição

O Instituto Compartilha - Sameac, com sede em Fortaleza, é uma instituição sem fins lucrativos, que tem como missão desenvolver soluções em saúde pública e ações para o fortalecimento das organizações da Sociedade Civil (OSC). Desde 1955, presta serviços exclusivos em saúde pública no Brasil. Ao longo de mais de 60 anos, realizou a gestão do Hospital Universitário Walter Cantídio e da Maternidade Escola Assis Chateaubriand (MEAC). Hoje, o Instituto atua em parceria com prefeituras, empresas e outras instituições na área de saúde e Terceiro Setor.

Confira iniciativas de psicoterapias gratuitas no Ceará

Psicólogos Voluntários do Ceará

Agendamentos pelo Instagram (@psicólogosvoluntariosceara) ou pelo e-mail ([email protected]).

Escuta Terapêutica do Projeto Carmens

Agendamentos pelo Instagram (@carmens_comunidade) ou pelo e-mail ([email protected]).

Conexão Afetiva

Público Alvo: profissionais e colaboradores da área da Saúde, profissionais de segurança, pacientes com Covid e familiares de pacientes com Covid.

Agendamentos pelo Instagram (@plantaopsi_) ou pelo site (www.conexaoafetiva.com.br).

Plantão Coronavírus

Iniciativa do Governo do Ceará. É possível ser atendido pelo WhatsApp (85 98439-0647) ou pelo telefone (0800 275 1475)

Centro de Atenção Psicossocial (Caps)

É possível ainda receber atendimento psicológico gratuito por meio dos Caps, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Veja lista de endereços e contatos em Fortaleza:

Caps da Regional I

CAPS GERAL
-Centro de Atenção Psicossocial Nise da Silveira – Rua Soares Balcão, 1494- São Gerardo. Telefones: 3105.1119 / 3452.1960

CAPS AD
-Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas Dr. Airton Monte – 24hs
Av. Monsenhor Hélio Campos, 138 – Cristo Redentor (Dentro do CSU e UAPS Virgílio Távora). Telefones: 3433.9513

Caps da Regional II

CAPS GERAL
Caps Geral Dr. Nilson de Moura Fé 24hs – Rua Pinto Madeira, 1550 – Aldeota. Telefones: 3105.2632 / 3105.2638

CAPS AD
– Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas – Dr. José Glauco Bezerra Lobo. Rua Giselda Cysne, s/n – Cidade 2000 (próximo ao Posto de Saúde Rigoberto Romero)

– Centro de Atenção Psicossocial – Álcool e Drogas – Centro – Rua Dona Leopoldina, 08 – Telefone: 3223-63-88

CAPS INFANTIL
– Dr. Marcus Vinicius Ponte de Sousa Infanto Juvenil – Rua Giselda Cysne, 87 – Cidade 2000- próximo ao Posto de Saúde Rigoberto Romero. Telefone: 3249-50-03

Caps da Regional III

CAPS GERAL
Prof. Gerardo da Frota Pinto -Rua Francisco Pedro, 1269 – Rodolfo Teófilo. Telefones: 3433.2568 / 3105.3451

CAPS AD
– Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas Caps AD – Rua Frei Marcelino, 1191– Rodolfo Teófilo. Tele3105.3420 / 3105.3722

Caps da Regional IV

CAPS GERAL
– Centro de Atenção Psicossocial – Av. Borges de Melo, 201 – Jardim América. Telefones: 3131.1690 / 3494.2765

CAPS AD
– Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas – Caps AD – Alto da Coruja -Rua Betel, 1826, Itaperi. Telefones: 3493.5538

Caps da Regional V

CAPS GERAL
-Centro de Atenção Psicossocial Bom Jardim Caps II -Rua Bom Jesus, 940 – Bom Jardim. Telefones: 3245.7956 / 3105.2030

CAPS AD
-Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas -Rua Antônio Nery S/N-Granja Portugal – Telefones: 3105.1023 / 3488.5717

Caps da Regional VI

CAPS GERAL
– Centro de Atenção Psicossocial – Rua Carlota Rodrigues, 81 – Messejana. Telefones: 3488.3312 / 3276.2051

CAPS AD
– Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas – Casa Da Liberdade – Rua Salvador Correia de Sá, 1296- Sapiranga. Telefones: 3273.5226 / 3278.7008

CAPS INFANTIL
– Centro de Atenção Psicossocial Infantil Maria Ileuda Verçosa – Capsi – Rua Virgilio Paes, 2.500- Cidade dos Funcionários. Telefones: 3105.1510 / 3105.1326

Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags

"Estou me recuperando bem", garante Pelé após cirurgia

Brasil
23:34 | Set. 08, 2021
Autor AFP
Tipo Notícia

O ex-craque Pelé, de 80 anos, disse nesta quarta-feira que está melhorando após a operação para remover um tumor "suspeito" no cólon, no último sábado, em São Paulo. "Estou me recuperando bem", disse o astro em suas redes sociais, ao abrir uma mensagem de condolências dirigida ao cantor Roberto Carlos, que nesta quarta perdeu um de seus filhos para o câncer.

"Desejo que Deus conforte seu coração e que ele esteja cercado de carinho e luz", escreveu o ex-jogador, com uma foto de sua juventude em que aparece cantando e tocando violão ao lado do artista. O último boletim médico, na última segunda-feira, indicou que Pelé estava "bem", se recuperando em uma Unidade de Terapia Intensiva após a operação para retirar uma "lesão suspeita no cólon" detectada durante um check-up de rotina.

O Hospital Israelita Albert Einstein informou nesta quarta-feira que "não tinha notícias" sobre sua saúde; tampouco confirmou se o astro ainda estava em uma Unidade de Terapia Intensiva ou se foi transferido para um quarto, conforme o esperado.

Considerado pela Fifa o melhor jogador de futebol do século 20, Pelé foi internado no dia 31 de agosto, segundo ele, para a realização de exames de rotina. Naquele dia, o ex-jogador escreveu uma mensagem em suas redes sociais em que dizia estar "muito bem de saúde", desmentindo rumores de que havia desmaiado.

"Fui [ao hospital] fazer meus exames de rotina, que não havia conseguido fazer antes por causa da pandemia", afirmou 'O Rei', sem indicar se havia sido internado. Nesses check-ups de rotina, a anomalia foi detectada.

Edson Arantes do Nascimento, que fará 81 anos no dia 23 de outubro, deu entrada no hospital várias vezes nos últimos anos para tratar de problemas de saúde. A última ocorreu em 2019, quando ele foi internado em Paris e transferido para São Paulo para retirar um cálculo renal.

Em 2014, Pelé foi internado em terapia intensiva após outra infecção urinária que o obrigou a fazer diálise no rim esquerdo, o único que lhe restou desde que o direito foi retirado na década de 70, devido a uma lesão quando ainda era jogador. O ex-camisa 10 também passou por cirurgias de quadril e coluna e desde 2012 tem se movimentado com certa dificuldade, chegando a aparecer em público em uma cadeira de rodas em algumas ocasiões.

Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags

Covid-19: melhora taxa de ocupação de leitos de UTI, diz Fiocruz

Saúde
22:41 | Set. 08, 2021
Autor Agência Brasil
Foto do autor
Agência Brasil Autor
Ver perfil do autor
Tipo Notícia

O cenário de melhora nas taxas de ocupação de leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) para adultos no SUS persiste, com mais de 90% das unidades da Federação e 85% das capitais estando fora da zona de alerta, com taxas menores que 60%. A informação faz parte da edição extraordinária do Boletim Observatório Covid-19 Fiocruz, publicada nesta quarta-feira (8).

Segundo o boletim, Roraima é o único estado na zona crítica, com 82% de ocupação, mas encontra-se em situação particular de poucos leitos disponíveis. O Rio de Janeiro apresentou queda no indicador, de 72% para 66% de ocupação, o que agora o coloca na zona de alerta intermediário.

De acordo com os pesquisadores da Fiocruz, trata-se de um reflexo da tendência geral de diminuição da incidência de casos graves, internações e mortes por covid-19.

“A redução simultânea e proporcional desses indicadores demonstra que a campanha de vacinação está atingindo o objetivo de proteger a população do impacto da doença. No entanto, o ainda alto índice de positividade dos testes e a elevada taxa de letalidade da doença (atualmente em 3%) revela que a transmissão do vírus é intensa e diversos casos assintomáticos ou não confirmados podem estar ocorrendo, sem registro nos sistemas de informação”, ressaltaram os cientistas.

Os especialistas reforçam a necessidade de interrupção de cadeias de transmissão por meio do avanço das campanhas de imunização. Esse objetivo, porém, só será alcançado com a ampliação da cobertura vacinal até novos grupos, incluindo adolescentes entre 12 e 17 anos, e da dose de reforço para idosos, portadores de doenças crônicas e imunossuprimidos.

“É preciso que seja concluído, o mais brevemente possível, o esquema vacinal de todos os adultos acima de 18 anos. A imunização de crianças e adolescentes (acima de 12 anos) também precisa ser iniciada e os gestores devem considerar em seu planejamento o estabelecido quanto à ordem de prioridades”, informaram os cientistas.

Segundo dados compilados pelo MonitoraCovid-19, considerando a população adulta, 85% foi imunizada com a primeira dose e 42% com o esquema de vacinação completo. Houve diminuição no número de mortes a uma taxa diária de 1,3%, um total médio de 680 óbitos ao dia. A média diária de casos está em 24,6 mil, com ritmo de redução de 1,9% ao dia.

Estados

Roraima e Rio de Janeiro são os únicos estados com taxas de ocupação superiores a 60%. Goiás (52%) deixou a zona de alerta intermediário, juntamente com Rondônia (47%), enquanto Pernambuco (43%) e Espírito Santo (48%), apesar de aumento nas taxas, tiveram também redução significativa no número de leitos disponíveis.

Os seguintes números foram observados nas outras unidades da Federação: Acre (7%), Amazonas (34%), Pará (35%), Amapá (16%), Tocantins (41%), Maranhão (42%), Piauí (41%), Ceará (38%), Rio Grande do Norte (30%), Paraíba (20%), Alagoas (14%), Sergipe (20%), Bahia (30%), Minas Gerais (29%), São Paulo (33%), Paraná (57%), Santa Catarina (47%), Rio Grande do Sul (51%), Mato Grosso do Sul (34%), Mato Grosso (43%) e Distrito Federal (57%).

Vinte e duas capitais estão fora da zona de alerta. Em destaque, quedas no indicador foram registradas em Fortaleza (60% para 55%) e Belo Horizonte (61% para 56%), que deixaram a zona de alerta intermediário, e também em Curitiba (75% para 65%), Porto Alegre (66% para 61%) e Goiânia (69% para 65%).

As cidades do Rio de Janeiro (94%) e de Boa Vista (82%) permanecem na zona de alerta crítico. Os dados completos do boletim podem ser acessados na página da Fiocruz na internet .

Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags

País recebe 1,13 milhão de vacinas da Pfizer    

Saúde
22:05 | Set. 08, 2021
Autor Agência Brasil
Foto do autor
Agência Brasil Autor
Ver perfil do autor
Tipo Notícia

O Brasil recebeu na noite de hoje (8), no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), o 66º lote de vacinas da Pfizer contra a covid-19. São 1.134.900 doses do imunizantes que agora estão sendo transportadas para o depósito do Ministério da Saúde, em Guarulhos (SP).

A Pfizer deverá enviar 200 milhões de doses do imunizante ao país até o final de 2021, por meio de dois contratos de fornecimento da vacina. O primeiro, fechado com o Ministério da Saúde, em 19 de março, prevê a entrega de 100 milhões de doses até o final de setembro. Já o segundo, assinado em 14 de maio, prevê mais 100 milhões de doses entre outubro e dezembro.

De acordo com a Pfizer, estão previstas as chegadas de mais seis lotes até o próximo dia 12, quando deverão ter sido entregues ao governo brasileiro cerca de 72 milhões de doses. Segundo o Ministério da Saúde, foram repassadas aos estados e Distrito Federal aproximadamente 59 milhões de doses da vacina da Pfizer.

Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags

Ministério da Saúde monitora datas de validade de insumos, diz pasta

Saúde
21:40 | Set. 08, 2021
Autor Agência Brasil
Foto do autor
Agência Brasil Autor
Ver perfil do autor
Tipo Notícia

O Ministério da Saúde monitora constantemente as datas de validade dos insumos, trabalha com a possibilidade de troca desses itens vencidos junto aos fabricantes e com percentuais de perda dentro de margens tecnicamente aceitáveis. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (8) durante audiência pública da Comissão Temporária da Covid-19 do Senado, que teve a participação do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

Um dos temas abordados na audiência foram vacinas e insumos para tratamento de doenças como diabetes, hepatite B, alzheimer, câncer, dentre outras, que venceram e seriam incinerados, segundo matéria publicada no jornal Folha de S. Paulo no início desta semana.

Queiroga lamentou o vencimento de insumos. “Com relação a insumos vencidos, realmente é um problema. Não é que o ministério deixa vencer por negligência. É porque se compra em [grande] quantidade”, disse. Segundo o ministro, dentre os produtos vencidos também estavam itens comprados em governos anteriores. “Há insumos adquiridos há dois governos anteriores e que não foram distribuídos”.

Covid-19

O ministro reafirmou que todos os brasileiros serão vacinados contra a covid-19 até o final do ano e comemorou os números de vacinação no país. Segundo os últimos dados divulgados pela pasta, 203,24 milhões de doses foram aplicados no Brasil.

O ministro atribuiu ao ritmo de vacinação a queda no número de casos e mortes pela doença. Segundo ele, nos últimos 60 dias o país teve uma redução de 60% no número de casos e mortes por covid. “Nos últimos 15 dias essa redução tem sido sustentada, mesmo com o advento da variante Delta, que já tomou um caráter de propagação comunitária aqui em nosso país. E a explicação para esse maior conforto no cenário epidemiológico é só uma: a nossa campanha de imunização”.

Terceira dose

Questionado sobre a aplicação de uma terceira dose de vacina nos brasileiros, Queiroga afirmou que buscou informações de especialistas, além de observar, com auxílio de uma avaliação da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que após seis meses a efetividade da vacina caía, sobretudo entre os mais idosos.

“Os indivíduos acima de 70 anos tem uma efetividade de vacina muito baixa, sobretudo em relação ao imunizante que tem a tecnologia do vírus inativado. Em nonagenários, a efetividade chega a ser de 30%. Eles não estão protegidos e requerem uma terceira dose”. Ele afirmou que outros países, como Israel e Estados Unidos, além do Reino Unido, adotaram a aplicação de uma dose de reforço.

Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags