Políticos cearenses reagem ao ataque dos EUA e à captura de Maduro
Nomes da base condenaram a captura do venezuelano por violar o direito internacional, enquanto integrantes da direita comemoraram a ação do governo Trump
O presidente venezuelano Nicolás Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram capturados e retirados da Venezuela em ação realizada pelas forças militares estadunidenses neste sábado, 3.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a captura de Maduro após um “ataque em grande escala” contra a capital venezuelana, Caracas, e outras localidades do país.
O ataque estadunidense repercutiu e gerou reações de diferentes políticos cearenses, entre nomes da direita bolsonarista, que comemoraram a ação, e membros da base aliada ao governador Elmano de Freitas (PT), que se manifestaram em repúdio à operação militar.
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Base repudia invasão
O governador Elmano de Freitas (PT) e o prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão (PT), usaram as redes sociais para condenar a ação contra a Venezuela. Os dois classificaram a ofensiva como uma violação ao direito internacional e alertaram para os riscos de escalada do conflito na América Latina.
Elmano de Freitas considerou o ataque como “grave” e destacou que “representa precedente extremamente perigoso”. O governador defendeu que a ONU atue como mediadora da crise e reforçou que o diálogo e a paz devem prevalecer.
Evandro afirmou que a ação representa um ataque direto à soberania venezuelana e um grave precedente para a região. O prefeito avaliou que “a interferência estrangeira ameaça a paz e os esforços de estabilidade política no continente” e reforçou a necessidade de uma resposta imediata da comunidade internacional, por meio das Nações Unidas.
Pelas redes sociais, o ministro da Educação, Camilo Santana (PT), compartilhou a nota divulgada pelo Governo Federal e enfatizou que seguirão “firmes e vigilantes contra o uso da força e inaceitável afronta à soberania dos países, em flagrante violação do direito internacional”.
O líder do Governo Lula na Câmara dos Deputados, o deputado federal José Guimarães (PT-CE), classificou a invasão dos Estados Unidos como uma ação “criminosa” por parte do governo do presidente norte-americano Donald Trump.
“Essa agressão criminosa dos EUA contra a Venezuela fere o direito internacional e a soberania do povo venezuelano”, declarou o parlamentar no seu perfil do X (antigo Twitter).
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Também em publicação no X, a deputada federal Luizianne Lins (PT) considerou a operação como uma grave violação do direito internacional e manifestou solidariedade aos venezuelanos.
“Em mais uma grave violação do direito internacional, os Estados Unidos bombardeiam a Venezuela, país com maior reserva de petróleo do mundo. Donald Trump segue promovendo a guerra e massacrando civis pelo mundo. Nossa solidariedade ao povo venezuelano, vítima de uma agressão injustificada. A América do Sul quer paz!”, escreveu.
A deputada estadual Larissa Gaspar (PT) repudiou a ação dos Estados e destacou que a Venezuela “tem o direito soberano de decidir seu próprio destino, sem interferências externas e sem guerra”.
“Repudio qualquer agressão militar que viole o direito internacional, a Carta da ONU e ameace a paz na América Latina e no Caribe. Ataques, sanções, intervenções e tentativas de impor mudanças de regime fazem parte de uma lógica imperialista que nossa região conhece bem — e que sempre resistiu”, publicou.
Oposição comemora captura de Maduro
Já pela oposição, nomes da direita bolsonarista defenderam e comemoraram a captura do presidente venezuelano. Pelo X, o deputado federal André Fernandes (PL) resgatou um vídeo em que o presidente Lula aparece cumprimentando Maduro e escreveu: “O ditador que o Lula não acha um homem mau enfim caiu”. Fernandes ainda criticou os “esquerdistas que estão reclamando” da operação e considerou que há “hipocrisia até pra defender o ditador de estimação”.
O senador Eduardo Girão (Novo) comemorou e também publicou imagem de Lula com Maduro. O senador disse estar “feliz pela sonhada liberdade do sofrido povo venezuelano”.
O ex-deputado federal Capitão Wagner (União) definiu o dia como o da “libertação do povo venezuelano”. A deputada federal Dayany Bittencourt (União), esposa de Wagner, também utilizou as redes sociais para apoiar a captura do venezuelano:
“Nicolas Maduro é um ditador criminoso, não um líder legítimo. Enquanto o mundo o condena, o Brasil apoia seu regime opressor. O que se tolera hoje no vizinho, amanhã pode bater à nossa porta”, publicou.
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O deputado estadual Carmelo Neto (PL) compartilhou uma imagem de Maduro detido pelos militares dos Estados Unidos: “Aqui está o ditador Nicolás Maduro: capturado, algemado, vulnerável e humilhado após operação americana. Não tenha pena dele – esse tirano prendeu, torturou, perseguiu e matou opositores, roubou eleições e destruiu a Venezuela. Finalmente, a justiça chegou!”.
O deputado estadual Pedro Matos (Avante) destacou que os venezuelanos merecem liberdade, eleições reais e reconstrução.
“Anos de autoritarismo, crise humanitária e milhões de venezuelanos forçados a deixar seu país. Nada apaga o sofrimento vivido, mas a responsabilização importa. O povo venezuelano merece liberdade, eleições reais e reconstrução. Não mais medo. Não mais miséria”.