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Atentado de 11 de setembro: 6 coisas que você provavelmente não sabia

A série de atentado que deixou mais de 3 mil pessoas mortas nos EUA completa hoje 20 anos. Em 2001, neste mesmo dia, o 11 de setembro entraria para história como o ato de terrorismo mais conhecido de todos os tempos. Confira 6 coisas que você provavelmente não sabia
00:05 | Set. 11, 2021
Autor Carolina Parente
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Carolina Parente Jornal
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No dia 11 de setembro de 2001, os atentados terroristas contra os Estados Unidos (EUA) impactaram o mundo, levando o país a engendrar uma guerra ao terror que culminaria na ocupação do Iraque e do Afeganistão no início deste século. Os atos que marcaram a data foram praticados pela Al-Qaeda e definiram os rumos da geopolítica, influenciando decisivamente as relações diplomáticas entre os países, desestabilizando a soberania dos estados do Oriente Médio que até hoje sofrem com a constante ameaça de violência.

Relembre o atentado de 11 de Setembro

A data foi marcada por uma série de três atentados após o sequestro de aviões comerciais americanos por integrantes da Al-Qaeda. Às 8h46m um avião colidiu com uma das torres do World Trade Center (WTC) em Nova York. Vinte minutos depois, a segunda torre foi atingida por outra nave. Ambos edifícios desmoronaram cerca de duas horas após o incidente.

Outras cidades americanas foram palco de atentados nesse dia. Depois que as torres novaiorquinas foram atingidas, o terceiro avião colidiu propositalmente com a sede do Pentágono, Departamento de Defesa dos EUA, situado em Washington D.C., a capital dos EUA.

Umquarto avião que estaria destinado ao Capitólio (casa do poder legislativo americano), caiu em uma área rural do estado da Pensilvânia antes de atingir o alvo, após os passageiros tentarem retomar o controle do transporte.

 

Participaram do atentado 20 terroristas, cinco para cada aeronave. O quarto avião estava desfalcado e o quinto integrante não embarcou. Zacarias Moussaoui foi capturado e está preso até hoje. Ele é o único envolvido sobrevivente.

Ao todo, considera-se que 3.278 pessoas de 80 nacionalidades morreram ou ficaram desaparecidas nos atentados de 11 de setembro. O número de mortos no desabamento das torres gêmeas do World Trade Center é de 3.045. No Pentágono, além das 64 pessoas que estavam nos aviões sequestrados, 125 pessoas perderam a vida. Na queda do quarto avião na zona rural da Pensilvânia, 44 pessoas vieram a óbito.

Atentado de 11 de setembro: 6 coisas que você provavelmente não sabia

1. A queda das Torres Gêmeas causou uma sensação de abalo sísmico de aproximadamente 2.4 na escala Richter que levou um terceiro edifício ao chão em Nova York, o Building 7, de 47 andares.

2. Em 1987, Ronald Reagan, então presidente dos EUA, declarou a data 11 de setembro como o Dia do Número de Emergência, com o intuito de chamar atenção para o número 911. A expressão “call 911 (nine, one, one)” é muito comum de se escutar em filmes e séries.

3. Em 1993, o WTC já havia sido alvo de atentado. Na época, explodiram um veículo no estacionamento subterrâneo do complexo, ferindo cerca de mil pessoas e matando seis. De acordo com o portal alemão Deutsche Welle, os construtores do WTC comemoraram que o complexo aguentaria até mesmo uma colisão com um Boeing 707, visto que os prédios não caíram.

4. Segundo o New York Times, em 11 de setembro de 2001, a empresa proprietária do WTC tinha reunião agendada em uma das Torres para discutir o que fazer em caso de ataque terrorista. O encontro foi remarcado no dia anterior porque um participante não poderia comparecer.

5. Os ataques causaram um prejuízo de 60 bilhões dólares aos Estados Unidos.

6. Até hoje, 1.106 vítimas dos ataques às Torres Gêmeas não foram identificadas. Atualmente, novas técnicas de sequenciamento de DNA estão sendo utilizadas para revelar a identidade das pessoas que morreram. Este ano, duas pessoas foram identificadas.

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Além das Torres Gêmeas: conheça outros eventos marcantes ocorridos no dia 11 de setembro

18:55 | Set. 10, 2021
Autor Leonardo Igor
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Neste sábado, 11, completam 20 anos desde o ataque às Torres Gêmeas, em Nova York, quando dois aviões com passageiros foram lançados contra os prédios, um dos símbolos da pujança e poder dos Estados Unidos no coração da sua maior cidade. Em paralelo, um avião foi lançado contra a sede do Departamento de Defesa dos EUA, o Pentágono, e outro caiu em uma área rural no estado da Pensilvânia após os passageiros lutarem contra os terroristas que haviam sequestrado a aeronave.

Quase 3 mil pessoas morreram nestes ataques. E o mundo relembra, anualmente, estas cenas de horror vistas no início do século. O atentado mudou a história - e o mundo. Contudo, embora seja o mais conhecido, ele não foi o único evento marcante em um dia 11 de setembro. Na verdade, a história de muitos países é marcada por algo significativo tendo ocorrido nesta data.

E é justamente sobre estes 11 de setembro - do mais conhecido aos mais inexplorados - que trata o terceiro episódio do Depois da Fronteira, série do O POVO sobre geopolítica e curiosidades do mundo.

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Dirigente do Fed diz estar 'muito confortável' com perspectiva de 'tapering'

ECONOMIA
12:38 | Set. 10, 2021
Autor Agência Estado
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A presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Cleveland, Loretta Mester, afirmou nesta sexta-feira estar "muito confortável" com a perspectiva de a redução gradual nas compras de bônus ("tapering") ocorrer neste ano. Além disso, ela notou que gostaria de que esse processo estivesse concluído até meados de 2022.
Mester considera que o Fed já alcançou as metas de emprego e inflação para começar o tapering.
Segundo a dirigente, a variante Delta da covid-19 é um risco à perspectiva, mas não deve acabar com a retomada econômica.

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Uma centena de pessoas deixam Cabul no primeiro voo após retirada americana

UNR
23:02 | Set. 09, 2021
Autor AFP
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Uma centena de pessoas, entre elas americanos, foram retiradas nesta quinta-feira de Cabul, no primeiro voo com estrangeiros a decolar da capital afegã desde que as últimas tropas americanas deixaram o país, no fim de agosto.

O voo, com destino a Doha, aconteceu no momento em que os talibãs tentam fortalecer seu regime, menos de um mês depois de tomarem o controle do país.

Os passageiros embarcaram sob a vigilância de guardas do Catar. Doha está bastante envolvida na operação, bem como na reativação do aeroporto de Cabul, que fechou após a retirada americana. Doha e a aliada Turquia trabalham há dias para recuperar a estrutura aeroportuária.

Entre os passageiros do avião, que outras fontes calcularam errôneamente em cerca de 200, estavam 43 canadenses e um número indeterminado de americanos. Um afegão com nacionalidade americana contou à AFP que foi avisado de última hora. "Telefonaram esta manhã e me disseram que fosse para o aeroporto", explicou, antes de embarcar com a família.

Em entrevista à AFP, o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu à comunidade internacional que mantenha o diálogo com os talibãs, alertando que um "colapso econômico" e a morte de milhões de pessoas devem ser evitados.

"Devemos ter um diálogo com o Talibã, no qual afirmamos diretamente nossos princípios, um diálogo com um sentimento de solidariedade com o povo afegão", declarou Guterres. "Nosso dever é estender nossa solidariedade a um povo que sofre muito e no qual milhões e milhões correm o risco de morrer de fome", acrescentou.

EUA elogiam cooperação

Os Estados Unidos reconheceram que falta retirar muitos afegãos potencialmente em risco. Em comunicado, a Casa Branca elogiou a "cooperação e flexibilidade" dos talibãs após o voo de hoje: "É um primeiro passo positivo."

"Esperamos que, em um futuro próximo, o aeroporto esteja pronto para qualquer tipo de voo comercial", disse o porta-voz do governo talibã, Zabihullah Mujahid.

A enviada da ONU ao Afeganistão, Deborah Lyons, ressaltou no Conselho de Segurança nesta quinta-feira que os talibãs haviam cometido assassinatos após assumirem o poder. "Existem acusações de mortes por retaliação contra membros das forças de segurança e de prisões de autoridades que trabalharam para governos anteriores", afirmou.

Ainda assim, Deborah pediu a manutenção da ajuda ao Afeganistão, para evitar uma "recessão econômica grave, que poderia levar milhões de pessoas à pobreza e à fome".

Em Cabul, os islamitas trabalham para consolidar seu poder, às vésperas do aniversário do 11 de Setembro, ponto de partida da invasão ocidental ao Afeganistão, que expulsou os talibãs do comando do país.

Embora os talibãs insistam em que mudaram e que não são mais aquele regime repressivo, especialmente com as mulheres, que governou entre 1996 e 2001, suas primeiras semanas no poder mostram que não vão tolerar nenhum tipo de oposição.

Nesta quinta-feira, vários protestos em favor da liberdade foram cancelados na capital afegã, depois que o novo governo proibiu esse tipo de ação sem autorização do Ministério da Justiça. Nas ruas de Cabul, viam-se muito mais combatentes talibãs armados do que nos dias anteriores, nas esquinas e nos postos de controle do tráfego nas grandes avenidas.

Ao longo da semana, talibãs armados dispersaram concentrações de centenas de pessoas em várias cidades do país, incluindo Cabul, Faizabad (nordeste) e Herat (leste), onde duas pessoas foram mortas a tiros.

Para encerrar as manifestações, na quarta-feira à noite, o novo governo talibã ordenou que qualquer protesto fosse autorizado previamente pelo Ministério da Justiça. E que, "por enquanto, nenhum foi".

Os talibãs anunciaram seu governo de transição, composto por membros ultraconservadores, alguns dos quais já governaram durante o regime fundamentalista brutal da década de 1990. Vários ministros estão nas listas de sanções da ONU e não há mulheres no gabinete.

O secretário de Estado americano, Antony Blinken, alertou o novo governo que deve "conquistar" sua legitimidade perante a comunidade internacional, após o anúncio deste gabinete que inclui membros procurados por Washington.

Apesar de o Talibã ter prometido incluir membros de outros grupos no governo, a realidade é que os principais cargos anunciados são ocupados por líderes talibãs: o ministério do Interior é liderado por Sirajuddin Haqqani, chefe da temida rede Haqqani - classificada como terrorista pelos Estados Unidos - e da Defesa por mulá Yaqub, filho do mulá Omar, fundador do movimento.

Mohammad Hasan Akhund, que foi ministro entre 1996 e 2001, é o responsável pelo governo. Os talibãs também recriaram o temido Ministério para a Propagação da Virtude e a Prevenção do Vício, que, no regime anterior, garantia que a população respeitasse sua interpretação estrita da lei islâmica.

Nesta quarta-feira, o ex-presidente Ashraf Ghani, cuja fuga em 15 de agosto abriu as portas de Cabul e do poder ao Talibã, pediu desculpas ao povo afegão por não ter oferecido um futuro melhor.

Este novo governo enfrenta a difícil tarefa de retomar a economia do país e lidar com problemas complexos de segurança, incluindo a filial local do grupo Estado Islâmico, rival do Talibã e por trás de ataques sangrentos. Enquanto isso, por todo o país surgem símbolos marcando os novos governantes.

Em imagens que circularam nas redes sociais, é possível constatar que o principal aeroporto do país, antes denominado Hamid Karzai International em homenagem ao primeiro presidente pós-Talibã, passou a se chamar Kabul International. E um feriado nesta quinta-feira em memória ao famoso comandante Ahmed Shah Masud, assassinado em 2001 pela Al-Qaeda, também foi cancelado.

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Estoques de petróleo nos EUA caem 1,528 milhão de barris na semana, diz DoE

ECONOMIA
14:23 | Set. 09, 2021
Autor Agência Estado
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Os estoques de petróleo nos Estados Unidos recuaram 1,528 milhão de barris, a 423,867 milhões de barris, na semana encerrada no dia 3, informou o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês). Analistas ouvidos pelo Wall Street Journal previam queda maior, de 2,5 milhões de barris.
Os estoques de gasolina tiveram baixa de 7,215 milhões, a 219,999 milhões de barris, ante projeção de queda de 2,9 milhões de barris. Já os de destilados caíram 3,141 milhões de barris, para 133,586 milhões de barris, quando a expectativa era de recuo de 2,3 milhões de barris.
Os estoques de petróleo em Cushing aumentaram 1,918 milhão de barris, a 36,419 milhões de barris.
A taxa de utilização das refinarias recuou de 91,3% na semana anterior a 81,9% na mais recente. A previsão, nesse caso, era de 86,9%.
A produção média diária de petróleo, por sua vez, recuou de 11,5 milhões de barris na semana anterior a 10,0 milhões na mais recente.
O setor enfrenta os efeitos da passagem do furacão Ida pela Costa do Golfo, que afetou a produção local.
* Com informações da Dow Jones Newswires

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Duas vítimas do 11 de Setembro são identificadas 20 anos após ataque terrorista

INTERNACIONAL
09:12 | Set. 09, 2021
Autor Agência Estado
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O Departamento de Perícia Médica de Nova York conseguiu identificar formalmente mais duas vítimas do 11 de Setembro nos Estados Unidos. Uma delas se chama Dorothy Morgan, que vivia em Hempstead, no Condado de Nassau. A segunda vítima, um homem, não teve o nome revelado a pedido da família.

Com a atualização, chega a 1.647 o número de pessoas identificadas após o ataque terrorista no World Trade Center em 11 de setembro de 2001.

O trabalho é resultado de análises contínuas de DNA de restos mortais recuperados no local da tragédia.

"Vinte anos atrás, fizemos uma promessa às famílias das vítimas do World Trade Center de fazer o que fosse necessário pelo tempo que fosse necessário para identificar seus entes queridos. (...) Não importa quanto tempo passe, nunca esqueceremos do 11 de Setembro e nos comprometemos a usar todas as ferramentas à nossa disposição para garantir que todos aqueles que foram perdidos possam se reunir com suas famílias", ressaltou Barbara A. Sampson, chefe do departamento, em comunicado.

Não havia atualização na identificação de vítimas do atentado desde outubro de 2019. Atualmente, 1.106 pessoas - aproximadamente 40% dos que morreram no ataque - ainda não foram formalmente reconhecidas.

'Reabrir velhas feridas'

Segundo a família, Dorothy Morgan trabalhava como corretora de seguros no complexo que entrou em colapso ao ser atingido por dois aviões comerciais sequestrados por terroristas da rede Al-Qaeda. Sem os restos mortais, nunca foi possível fazer um enterro adequado. A filha dela, Nykiah Morgan, se disse surpresa com a identificação duas décadas após a tragédia.

"Eu não sabia que eles ainda estavam tentando fazer isso depois de todos esses anos", revelou ela em entrevista ao jornal New York Times.

Após o ataque, Nykiah contou que teve esperanças de que a mãe estivesse viva. Ela viajou a Manhattan várias vezes procurando por ela, sem sucesso. Em outubro de 2001, Dorothy foi homenageada na igreja que a família frequentava.

Após tantos anos, a filha não tem certeza se quer fazer a retirada dos restos mortais da mãe e teme que o enterro de um caixão com um pequeno fragmento de osso possa afetar ainda mais o luto que viveu. "De repente, você tem que decidir o que fazer com um ente querido que morreu há 20 anos. É quase como reabrir velhas feridas. Com o tempo, você sente que está melhorando, mas algo assim acontece 20 anos depois e você tem que lidar com tudo de novo", lamentou.

De acordo com o jornal, a investigação relacionada ao 11 de Setembro é a maior ação de busca de pessoas desaparecidas já realizada nos Estados Unidos. Durante 20 anos, equipes de peritos têm testado repetidamente 22 mil pedaços de restos mortais encontrados nos destroços. COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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