Como proteger o celular no Carnaval? Saiba recursos para evitar golpes
Ferramentas de bloqueio, limites no Pix e boas práticas ajudam foliões a evitar fraudes durante as festas; confira
Resumo
Com a chegada do Carnaval, foliões enfrentam não só a diversão das festas e blocos, mas também um aumento nos riscos de golpes e fraudes que envolvem o uso do celular.
Em ambientes de grande circulação de pessoas, o risco de furto, roubo e acesso indevido a dados pessoais e contas bancárias cresce, o que exige atenção redobrada dos consumidores e das instituições financeiras.
Maior exposição exige cuidados com o celular
Durante o período carnavalesco, a combinação de multidões, distração e uso constante do celular favorece a ação de criminosos.
Ao perder o aparelho, o usuário pode ter suas informações expostas, especialmente se aplicativos bancários, carteiras digitais ou sistemas de pagamento estiverem acessíveis.
Diante desse cenário, entidades como a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e órgãos de defesa do consumidor reforçam a importância de cuidados básicos, como evitar anotar senhas no próprio celular, não reutilizar a mesma senha em diferentes aplicativos e ativar mecanismos adicionais de segurança.
Recursos e ferramentas disponíveis para reduzir prejuízos
Entre as principais iniciativas voltadas à proteção do usuário está o aplicativo Celular Seguro, desenvolvido pelo Governo Federal em parceria com a Anatel e a Febraban.
A ferramenta permite que, em casos de furto, roubo ou perda, o cidadão bloqueie rapidamente o aparelho, a linha telefônica e o acesso a aplicativos, reduzindo as chances de uso indevido. Além disso, bancos e fintechs ampliaram recursos de segurança voltados especialmente para períodos de maior risco, como o Carnaval.
Entre as medidas mais comuns estão a possibilidade de reduzir limites de transferências e pagamentos, especialmente via Pix, e o envio de alertas em tempo real sobre movimentações consideradas fora do padrão.
O uso de biometria, reconhecimento facial e autenticação em duas etapas também tem sido reforçado para dificultar o acesso às contas, mesmo quando o aparelho cai em mãos erradas.
Outra recomendação frequente é desativar temporariamente o pagamento por aproximação (NFC), evitando cobranças não autorizadas em locais de grande aglomeração.
Leia mais
Boas práticas ajudam a evitar golpes
Especialistas em segurança digital destacam que atitudes simples podem fazer diferença na prevenção de fraudes. Entre as principais orientações estão:
- Manter o celular sempre junto ao corpo, preferencialmente em bolsos frontais ou em acessórios de difícil acesso, como doleiras.
- Ativar o bloqueio automático da tela, utilizar senhas fortes e não armazenar informações sensíveis em aplicativos de notas ou mensagens.
- Limitar o número de cartões e aplicativos bancários instalados no aparelho, deixando apenas o essencial.
Em caso de furto ou roubo, o consumidor deve registrar boletim de ocorrência o mais rápido possível e acionar imediatamente os canais de atendimento do banco para bloquear contas e cartões.
Carnaval seguro também passa pelo ambiente digital
Os cuidados não se restringem ao uso físico do celular. Golpes virtuais, como links falsos, QR Codes suspeitos e mensagens que simulam comunicações oficiais, também costumam se intensificar durante o Carnaval. A orientação é:
- Evitar clicar em links desconhecidos
- Não realizar transações financeiras em redes Wi-Fi públicas
- Confirmar qualquer movimentação diretamente pelos aplicativos oficiais das instituições
Com o reforço das ferramentas de segurança oferecidas por bancos, fintechs e pelo poder público, aliado à atenção do usuário, é possível reduzir os riscos e aproveitar o Carnaval com mais tranquilidad, inclusive no ambiente digital.