Novas regras para fortalecer a segurança no Pix
Banco Central publica novas regras para fortalecer a segurança e o combate a fraudes no Pix
As novas regras de segurança do Pix definidas pelo Banco Central (BC), entraram em vigor nesta segunda-feira (2). A principal novidade é a etapa obrigatória do Mecanismo Especial de Devolução (MED 2.0), iniciativa do Banco Central que reforça os mecanismos de combate a golpes e fraudes envolvendo o Pix. A atualização faz parte da agenda evolutiva da autoridade bancária, que combina inovação tecnológica e aumento dos níveis de segurança no sistema financeiro.
Segundo a diretora de Compliance do Mêntore, Nayara Sales, na prática, o MED 2.0 amplia a capacidade das instituições financeiras de rastrear o caminho do dinheiro em casos de fraude, permitindo um acompanhamento mais eficiente das transações suspeitas. Antes da atualização, os valores desviados frequentemente “sumiam” ao serem rapidamente transferidos para diversas contas. Agora, o novo modelo torna mais eficaz a interrupção desse fluxo, elevando as chances de devolução dos recursos às vítimas.
Para a especialista, a mudança representa um avanço relevante na proteção do usuário e no amadurecimento do sistema. “O MED 2.0 fortalece significativamente a capacidade de conter o dinheiro dentro do sistema quando há indícios de fraude. Isso reduz o tempo de reação e aumenta as chances de recuperação do valor pelo cliente”, afirma.
A nova etapa também impõe maior responsabilidade operacional às instituições financeiras. “Não se trata apenas de bloquear transações, mas de fazê-lo com critério, rastreabilidade e boa comunicação. As instituições precisam ter processos bem definidos, registrar decisões e agir com consistência, porque tudo isso pode ser auditado”, destaca Nayara.
Na avaliação do Mêntore, o impacto positivo vai além das instituições diretamente envolvidas. “No fim, quem ganha é todo o ecossistema. O cliente passa a confiar mais no Pix como meio de pagamento, e o ambiente fica menos favorável para a atuação de golpistas. É um movimento essencial para a sustentabilidade do sistema financeiro digital”, conclui a diretora.
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