Quem é ‘Nicolasito’: deputado chavista, economista e filho de Maduro
Parlamentar já atuou como chefe do Corpo de Inspetores Especiais da Presidência e diretor da Escola Nacional de Cinema da Venezuela
Com a prisão de Nicolás Maduro e da esposa dele, Cilia Flores, capturados pelas forças militares do governo de Donald Trump no sábado, 3, os olhares se direcionaram para o núcleo em torno do líder venezuelano. Uma das principais figuras expostas é Nicolás Ernesto Maduro Guerra, economista, deputado chavista e único filho biológico de Nicolás Maduro.
Também conhecido como ‘Nicolasito’, o parlamentar nasceu no dia 21 de junho de 1990. Ele é filho de Maduro com Adriana Guerra, ex-esposa de Maduro numa relação que durou seis anos. O presidente venezuelano ainda tem três enteados do casamento com a atual esposa, Cilia Flores.
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‘Nicolasito’ se apresenta nas redes sociais como músico, economista, militante do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), sigla fundada por Hugo Chávez, e “defensor da verdade da Venezuela”. Com apenas 23 anos, logo após o pai se tornar presidente, Guerra assumiu o cargo de chefe do Corpo de Inspetores Especiais da Presidência, posição que ocupou até 2021.
Em 2014, foi nomeado diretor da Escola Nacional de Cinema do país. Atualmente, é deputado na Assembleia Nacional da Venezuela pelo PSUV. Em 2019, ele foi alvo de sanções impostas pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.
Posicionamento após operação dos EUA
Após a prisão do pai, Nicolás Maduro Guerra se manifestou em publicação nas redes sociais. O deputado afirmou que o país “rejeita, repudia e denuncia a grave agressão militar perpetrada pelo atual governo dos Estados Unidos” e destacou que o ato configura violação da Carta das Nações Unidas.
“A República Bolivariana da Venezuela rejeita, repudia e denuncia perante a comunidade internacional a grave agressão militar perpetrada pelo atual governo dos Estados Unidos da América contra o território venezuelano e sua população nas áreas civis e militares de Caracas, capital da República, e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira [...] Tal agressão ameaça a paz e a estabilidade internacionais, particularmente na América Latina e no Caribe, e põe em grave risco a vida de milhões de pessoas”, escreveu.
Nicolasito ainda considerou que o objetivo do ataque estadunidense é “se apoderar dos recursos estratégicos da Venezuela, particularmente seu petróleo e minerais, em uma tentativa de romper à força a independência política da nação” e declarou que a tentativa do governo estadunidense “fracassará, assim como todas as tentativas anteriores”.