Trump diz que forças militares dos EUA poderiam ter matado Maduro
Presidente acompanhou captura de Maduro e detalhou que o venezuelano tentou chegar a um local seguro, mas foi impedido pelos militares
O presidente dos Estados Unidos Donald Trump afirmou na tarde deste sábado, 3, durante coletiva de imprensa, que as forças militares poderiam ter matado Nicolás Maduro, caso o líder venezuelano tivesse oferecido resistência durante a operação militar. Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram capturados e levados à Nova Iorque pelas forças militares estadunidenses em ação realizada neste sábado.
Questionado se as forças militares dos Estados Unidos consideraram matar o venezuelano caso ele reagisse ou resistisse, o presidente afirmou que “isso poderia ter acontecido”.
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O presidente também foi perguntado sobre o que Maduro estava fazendo no momento em que foi detido. Trump detalhou que, durante a captura, Maduro tentou chegar a um “local seguro” feito de aço, porém os militares foram mais rápidos. O presidente estadunidense acompanhou a captura de Nicolás Maduro “ao vivo” e chegou a comparar a assistir “um programa de televisão”.
“Ele estava tentando chegar a um local seguro. O local é todo em aço e ele não conseguiu chegar até a porta, porque os nossos homens foram muito rápidos. Ele estava tentando chegar ao local seguro, que não era seguro, porque nós teriamos explodido a porta em cerca de 47 segundos. Ele chegou até a porta, mas não conseguiu fechá-la”, detalhou.
Em entrevista ao canal Fox News, Trump também afirmou que Maduro estava “em uma casa que parecia mais uma fortaleza do que uma casa”, com “aço maciço por toda parte”.
Ainda durante a coletiva deste sábado, o presidente destacou que os Estados Unidos administrarão a Venezuela até que haja uma transição “segura, adequada e criteriosa”.
Nicolás Maduro foi capturado neste sábado, 3, após histórico de tensões entre os Estados Unidos e a Venezuela. Explosões e aeronaves sobrevoando também foram registradas na capital venezuelana, Caracas, neste sábado.
O ataque estadunidense gerou reações no cenário da política nacional e local. O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), e o prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão (PT), se manifestaram pelas redes sociais e condenaram os ataques militares contra a Venezuela. Os petistas classificaram a ofensiva como uma violação ao direito internacional e alertaram para os riscos de escalada do conflito na América Latina.
Em nota também publicada nas redes sociais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliou a operação como uma “afronta gravíssima à soberania venezuelana” e um “precedente perigoso” para a comunidade internacional. Lula também realizou uma reunião de emergência com ministros após a invasão.
Por outro lado, nomes da direita bolsonarista, como o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL), comemoraram a ação estadunidense.
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