PUBLICIDADE
Política
NOTÍCIA

Secretária da CGD pede demissão do governo Camilo

Chefe da Controladoria-Geral de Disciplina alegou motivos de saúde; pedido foi realizado nesta segunda-feira, 17

Bemfica de Oliva
21:04 | 27/07/2020
Fachada da CGD, no Centro de Fortaleza (Foto: Fabio Lima)
Fachada da CGD, no Centro de Fortaleza (Foto: Fabio Lima)

A secretária da Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD), Cândida Torres, pediu exoneração do cargo nesta segunda-feira, 27. Cândida alegou como motivo da saída "questões de saúde", segundo o Governo do Estado.

Rodrigo Bona, atual coordenador de Inteligência da CGD, assumirá interinamente o cargo. Segundo a assessoria da CGD, não há previsão para que seja definido um chefe em definitivo para a pasta.

A exoneração de Cândida e a nomeação interina de Rodrigo foram publicadas na edição de hoje do Diário Oficial do Estado (DOE).

Criada em 2011, em substituição à Corregedoria-geral dos Órgãos de Segurança Pública e Defesa Social, a CGD investiga denúncias de abusos cometidos por servidores das polícias Militar e Judiciária, da Segurança Penitenciária e do Corpo de Bombeiros Militar. O órgão já foi alvo de críticas, inclusive com pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) por sua extinção, por supostamente ir contra competências do Minitério Público e da União na disciplina de agentes de segurança. A Advocacia-Geral da União considerou a ação improcedente.

Outras denúncias envolvem agentes da Delegacia de Assuntos Internos (DAI), departamento ligado à CGD, e acusações de perseguição administrativa contra policiais. No motim de policiais militares ocorrido no início deste ano, o órgão chegou a abrir investigação contra mais de 300 agentes supostamente envolvidos na paralisação.

A CGD também tem atuação nas investigações da chamada Tragédia de Milagres. Os policiais envolvidos na ação tiveram o afastamento prorrogado por 120 dias no final de junho.

Mais recentemente, o caso de policiais militares que depreciaram a atuação de agentes mulheres na corporação também começou a ser apurado pelo órgão. Além da CGD, a própria Polícia Militar abriu inquérito para investigar o ocorrido.

Cândida Torres

A agora ex-secretária Cândida Torres é juíza estadual de carreira, atuando na magistratura desde 1993, tendo trabalhado também em cargos comissionados tanto na administração estadual quanto na federal. Ela foi indicada à chefia da CGD no final de 2018, substituindo Socorro França, que assumiu a Secretaria de Proteção Social (SPS).