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Política
NOTÍCIA

Defesa pede soltura e retorno de Ticiano Tomé à prefeitura de Granjeiro

Habeas Corpus foi enviado ao TJCE na segunda-feira, 20; relatora ainda não se manifestou

Bemfica de Oliva
00:07 | 22/07/2020
População de granjeiro realiza manifestação marcando um mês da morte do ex-prefeito João do Povo (Foto: João Victor Costa via WhatsApp O POVO)
População de granjeiro realiza manifestação marcando um mês da morte do ex-prefeito João do Povo (Foto: João Victor Costa via WhatsApp O POVO)

A defesa do prefeito afastado de Granjeiro, Ticiano Tomé (PMN), entrou na segunda-feira, 20, com pedido de habeas corpus. Ticiano está preso preventivamente desde a última quarta-feira, 15, por suspeita de envolvimento no homicídio de João Gregório Neto, conhecido como João do Povo. Ele era prefeito da Cidade, tendo Ticiano como vice.

O pedido de habeas corpus foi obtido pelo O POVO nesta terça-feira, 21. A desembargadora Marlúcia de Araújo Bezerra, do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), foi sorteada como relatora do pedido. Ela ainda não se manifestou.

Além da soltura de Ticiano, o habeas corpus pede que ele seja reconduzido ao cargo de prefeito. O presidente da Câmara Municipal, vereador Luiz Márcio Pereira (PMN), ocupa interinamente a prefeitura.

Além de Ticiano, outras oito pessoas foram presas na operação do dia 15, incluindo o pai do prefeito, Vicente Félix de Sousa. Ele já estava sob prisão domiciliar, com o uso de tornozeleira eletrônica, desde janeiro. José Plácido da Cunha, tio do prefeito, também teve mandado de prisão expedido, mas não foi encontrado em casa e é considerado foragido. Ele já havia sido preso temporariamente em março por ameaçar testemunhas do caso. Outras seis pessoas já haviam sido presas por envolvimento no crime. A prisão mais recente aconteceu no começo deste mês.

Mais sobre o caso João do Povo

João Gregório Neto, conhecido como João do Povo, foi assassinado na véspera do Natal de 2019. Ele era investigado pela Polícia Federal por supostas fraudes em licitações.

Em janeiro, a Polícia pediu a prisão de Ticiano e de seu pai, Vicente, por suspeita de envolvimento no crime. A Justiça indeferiu o pedido.

Em fevereiro, a Câmara Municipal de Granjeiro decidiu pelo afastamento de Ticiano da prefeitura, em processo que havia sido protocolado no mês anterior. Além do assassinato, tinham acusações de superfaturamento em contratos públicos. O afastamento foi anulado por decisão judicial e Ticiano retornou ao cargo no dia seguinte.

Dois atentados a órgãos públicos da cidade podem ter ligação com o caso. Em março, um funcionário da prefeitura foi preso por destruir as portas da Câmara Municipal. Ele foi solto sob fiança. Em maio, a sede da prefeitura foi atingida por tiros. Não houve vítimas e ninguém foi preso.

Ainda em maio, a Câmara Municipal decidiu julgar a cassação do mandato de Ticiano à frente da prefeitura. A sessão, no entanto, foi cancelada pela Justiça.