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NOTÍCIA

Granjeiro: suspeito de participação na morte de João do Povo é preso e outros três são detidos

Wylliano Ferreira da Silva, de 30 anos, é o sexto envolvido na morte do prefeito

Rubens Rodrigues
08:45 | 09/07/2020
João Gregório Neto tinha 54 anos e levou três tiros enquanto caminhava no entorno do açude Junco, em Granjeiro, município distante 442,2 km da Capital. (Foto: Reprodução/Facebook)
João Gregório Neto tinha 54 anos e levou três tiros enquanto caminhava no entorno do açude Junco, em Granjeiro, município distante 442,2 km da Capital. (Foto: Reprodução/Facebook)

Atualizado às 12 horas

Um mandado de prisão foi cumprido na manhã desta quinta-feira, 9, contra Wylliano Ferreira da Silva, 30, sexto suspeito de envolvimento na morte do então prefeito de Granjeiro, João Gregório Neto (PL). De acordo com o delegado Luiz Eduardo da Costa Santos, titular da Delegacia Regional de Crato, onde o homem está preso, na residência onde o ele foi encontrado estavam outras três pessoas, que também estão detidas na delegacia.

Um deles teria encabeçado a organização que tratou do veículo usado no crime. Os outros dois seriam membros da mesma organização, mas não há evidências que liguem eles ao homicídio de João do Povo. 
"O investigado com mandado de prisão em aberto vai ficar à disposição da Justiça. O chefe da organização, ainda estamos avaliando a condição dele.Os outros dois também vamos ver a situação flagrancial", conta o delegado. 

Wylliano Ferreira da Silva foi capturado em uma residência situada no bairro Muriti
Wylliano Ferreira da Silva foi capturado em uma residência situada no bairro Muriti (Foto: Reprodução/WhatsApp O POVO)

"Eles vieram pra região trazer outro veículo alugado sem intenção alguma de devolver. É o principal tipo de golpe que eles aplicam", continua o delegado Luiz Eduardo. "Esses veículos que eles subtraem das locadoras são usados em crimes e passados para pessoas que vivem onde não existe fiscalização". O titular da Delegacia Regional de Crato informou ainda que o trio será ouvido hoje e, só então, será decidido se eles ficarão presos ou serão liberados.

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que a casa onde os quatro homens foram encontrados era usada como apoio para os crimes. 

LEIA TAMBÉM | Além de João do Povo, outros três prefeitos em exercício foram assassinados no Ceará em 30 anos

Conhecido como João do Povo, João Gregório tinha 54 anos e foi assassinado em 24 de dezembro de 2019, véspera de Natal, com três tiros enquanto caminhava no entorno do Açude do Junco.

Investigação

Casa localizada no bairro Muriti, onde os homens foram detidos
Casa localizada no bairro Muriti, onde os homens foram detidos (Foto: Divulgação/SSPDS)

A Justiça determinou, em 9 de janeiro, que Vicente Félix de Souza, de 60 anos, pai do atual prefeito de Granjeiro, usasse tornozeleira eletrônica e permanecesse em área de restrição específica, como medida cautelar. A SSPDS lembra que um segundo veículo apontado nas investigações, modelo Chevrolet S10, de propriedade de um parente de Vicente, foi apreendido no mesmo dia.

Além disso, documentos e aparelhos celulares encontrados em endereços de Vicente Félix também foram apreendidos e encaminhados para a Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) para serem submetidos à análise pericial.

Já nos dias 16 e 28 de janeiro, a Polícia Civil prendeu outros três homens que teriam ligação com o veículo um Volkswagen Polo, também apreendido, que foi usado na morte do prefeito. Ação policial foi Piauí e no Maranhão.

GPS de carro usado em assassinato do prefeito de Granjeiro foi retirado dias antes do crime

Em março deste ano, José Plácido da Cunha, 53, tio do atual prefeito de Granjeiro, Ticiano Tomé (PMN), foi preso por ameaças a testemunhas do caso de João do Povo, em Maracanaú. De acordo com a SSPDS, além das ameaças, prisão ocorreu também por "outros indícios de autoria delitiva do crime". Um mês antes, Ticiano Tomé chegou a ser afastado do cargo e retornar um dia depois por suspeita de envolvimento no caso.

Denuncie

É possível colaborar com as investigações por meio do Disque-Denúncia da SSPDS, no número 181, ou para o número (88) 3102-1285, da Delegacia Regional de Crato. O sigilo e o anonimato são garantidos.