Chuva e fantasia: confira os preparativos das lojas para o Carnaval em Fortaleza

Chuva e fantasia: confira os preparativos das lojas para o Carnaval em Fortaleza

Lojistas e clientes se organizam para as compras aproveitando o início do Pré-Carnaval de Fortaleza
Atualizado às Autor Gabriele Félix Tipo Notícia

Em Fortaleza, já virou costume brincar o Carnaval debaixo de chuva. E se no início do Pré-Carnaval oficial da capital cearense nesta sexta-feira, 16, o céu resolver precipitar, o comércio ainda finaliza o estoque e a decoração das lojas para os festejos.

No Centro, a gerente da loja de maquiagens Mosele, Mackielle Vicente, 47, já decorou o estabeleciomento e organizou as vitrines com produtos tradicionalmente carnavalescos. No local, os clientes vão encontrar maquiagens coloridas, fantasias, adereços e até confetes.

“A nossa expectativa para o Carnaval está altíssima. Lá em cima”, confessa animada. Entre os itens que costumam ser vendidos nesta época do ano, ela destaca que fantasias, glitter, tinta e buzina são os mais procurados.

Além de expor o material na loja, a gerente explica que costuma variar a música ambiente para atrair a clientela. No Carnaval, por exemplo, a aposta vai em marchinhas e em músicas baianas. “Então, o cliente que vem nos procurar com essa intenção de buscar produtos para o Carnaval, vai chegar aqui e vai encontrar todo mundo no clima de Carnaval”, ressalta.

Apesar da animação, ela confessa que é preciso estar atenta à previsão do tempo, pois o clima chuvoso da cidade durante o Carnaval costuma reduzir o fluxo de clientes na região, já que costumam ir às compras à pé.

“Acaba que realmente o Centro em si não abriga tanto, não comporta tanta água. Às vezes, é só um sereno e já enche aqui no meio da canela, mas de forma geral afeta assim o nosso faturamento”, conta.

Sobre seus preparativos para curtir o Carnaval, Mackielle confessa que prefere aproveitar a data na companhia da família e que comida gostosa é algo que não pode faltar. Este ano, pretende passar o feriado em um retiro espiritual. “Em busca de transformação interior. Esse é o momento que a gente tira para fazer uma imersão naquilo que a gente realmente acredita”, conta.

Aos 71 anos, a dona de casa Maria Aparecida foi uma das poucas clientes que encarou a chuva para ir às compras no Centro na manhã desta quinta-feira, 15. Aposentada da folia há um tempo, por achar uma época do ano muito perigosa, ela admite que considera o Carnaval uma festa animada.

Saudosista, ela relembra dos carnavais na infância, quando costumava brincar com a família em casa, no quintal enfeitado para a folia. “Quando a gente ouvia falar no Carnaval, a gente tinha muita vontade de aquela festa, e o papai era muito rígido com a gente. Aí a gente se enfeitava, botava um brilho qualquer e ficava pulando tudo dentro de casa”, rememora.

Entre vendas e compras, Claudiane dos Santos, 30, compartilha os planos para o Carnaval. Na área profissional, a vendedora da Top Make diz que a época costuma render um aumento no lucro sobre itens como sombras de olho coloridas, brincos e fitas para o cabelo. Na vida pessoal, os planos incluem uma outra coisa: descanso.

O destino escolhido para o relaxamento em família da vendedora? A praia de Moitas. Sem perder a chance de garantir mais clientes, ela ressalta que só uma coisa não pode ficar de fora do Carnaval: “uma make bem top”.

Mela-mela e reposição de estoque: o que fazem os visitantes durante o Carnaval?

Natural do Piauí, a vendedora Fernanda da Costa, 33, conta que resolveu se mudar para Fortaleza por causa das oportunidades. Há 15 anos vivendo na cidade, já se considera alencarina, mesmo que ainda não tenha se acostumado com o famoso “mela-mela” do Carnaval cearense.

“Eu acho que quando eu cheguei aqui, eu realmente fiquei mais caseira, mas geralmente eu ia muito para a Praia da Caponga. O que eu não me acostumo é o mela-mela, porque lá não tinha. Agora já tem esse negócio de goma”, confessa aos risos.

A nível musical, ela diz acreditar que não muda muita coisa entre os dois estados, tendo o axé e o pagode como ritmos clássicos na região durante essa época.

E há quem venha à Fortaleza durante o Carnaval sem a intenção de brincar a data por aqui. É o caso do vendedor Menso Alves, 24. Ele e a namorada contam que vieram à Capital comprar itens para repôr o estoque da própria loja, em Aquiraz. E é lá que pretendem curtir o feriado.

Ele destaca que, em Aquiraz, o movimento de turistas e clientes costuma aumentar bastante durante os festejos. “É bem intenso por causa das praias, dos próprios clientes da cidade e dos turistas, porque como movimenta mais dinheiro na cidade, acaba todo mundo aproveitando”, destaca.

Para Menso, o Carnaval representa acima de tudo oportunidade. “Lá tem muitas pessoas que não têm uma condição financeira tão boa e, no Carnaval, seja do catador, até a pessoa que botou uma água para vender ou que alugou sua casa, vai gerar dinheiro, vai trazer renda para sua família”, defende.

Com expectativas altas para assistir o show da cantora Taty Girl, ele acredita que a cervejinha é tudo que não pode faltar no Carnaval.

E há espaço para quem gosta de curtir outros ritmos também. Rockeira com orgulho, a promotora de vendas Jéssyca Dayane, 35, diz que aguarda a chegada da mãe, que vem do Rio Grande do Sul, para passar o Carnaval com ela em Fortaleza.

Ela descreve as comemorações em família como um momento de democracia e que, embora seja rockeira, e continue ouvindo suas músicas habituais, ela alterna a playlist com os ritmos de que sua irmã gosta para que todos possam se divertir e pular junto.

Sobre o visual, a aposta de Jéssyca será em uma maquiagem colorida, strass e brincos em formato de asinha de borboleta. Sobre as brincadeiras em família, o uso de espuminhas, tintas e glitter são brincadeiras clássicas, que ajudam a manter o espírito lúdico da festa mesmo dentro de casa.

 

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