Decon autua quase 800 estabelecimentos no Ceará em 2025

Fiscalizações do Decon autuam quase 800 estabelecimentos no Ceará em 2025

Relatório do Decon aponta irregularidades em setores essenciais ao consumidor, como supermercados, bancos, farmácias e postos de combustíveis
Atualizado às Autor Mariah Salvatore Tipo Notícia

As fiscalizações realizadas pelo Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Decon) resultaram na autuação de 789 estabelecimentos ao longo de 2025 no Ceará. Os dados constam no relatório anual divulgado nesta quinta-feira, 22, pelo Ministério Público do Ceará.

Ao todo, foram realizadas 1.209 fiscalizações em diferentes segmentos do mercado de consumo. As ações tiveram como objetivo assegurar o cumprimento do Código de Defesa do Consumidor (CDC), além de prevenir práticas abusivas e proteger a saúde, a segurança e os direitos da população.

Entre os setores fiscalizados estão bancos, supermercados, academias, farmácias, postos de combustíveis, hospitais, bares, restaurantes, instituições de ensino, pet shops e clínicas veterinárias — serviços presentes no cotidiano dos consumidores, especialmente em Fortaleza, onde há maior concentração da atividade comercial e de serviços.

Nos bancos, as principais irregularidades identificadas envolveram a ausência de divulgação dos pacotes de serviços, demora no atendimento e falta do Certificado de Conformidade do Corpo de Bombeiros.

Já em supermercados, foram constatadas a comercialização de produtos vencidos, armazenamento inadequado e ausência de controle de pragas.

Em academias, o Decon apontou a ausência de profissionais habilitados, pessoas atuando sem registro profissional e irregularidades nos contratos de prestação de serviços, como cobranças de taxas.

Farmácias também foram autuadas por falta de profissionais habilitados, venda de medicamentos vencidos, ausência de licença sanitária e comercialização irregular de produtos.

As fiscalizações em postos de combustíveis e revendedores de gás GLP identificaram práticas como combustível adulterado, bomba baixa — quando há cobrança por volume maior do que o efetivamente fornecido —, ausência de equipamentos de segurança e revenda clandestina de gás de cozinha.

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No setor de saúde, hospitais, clínicas e planos de saúde foram autuados por demora no atendimento, ausência de profissionais ou equipamentos especializados, irregularidades no registro do CNPJ junto ao Conselho Regional de Medicina e falta de licença sanitária.

Bares e restaurantes apresentaram infrações como ausência de licença sanitária, falta do Certificado de Conformidade do Corpo de Bombeiros, descumprimento do Protocolo “Não é Não” e prática de exigência de consumação mínima.

Já em escolas, universidades e cursinhos, foram identificadas cobranças indevidas de itens de uso coletivo e cláusulas consideradas abusivas em contratos.

De acordo com a secretária-executiva do Decon, promotora de Justiça Ann Celly Sampaio, a ampliação das ações na Capital e o fortalecimento da atuação do órgão em todo o Estado fazem parte da estratégia de proteção e equilíbrio das relações de consumo.

Para 2026, o Decon prevê o reforço das ações de atendimento, orientação e fiscalização. Segundo o órgão, consumidores que tenham reclamações ou dúvidas sobre relações de consumo podem procurar o Decon para orientação.

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