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Câmara Brasil Argentina no Ceará: Pecém mira novas rotas marítimas e melhores condições de frete

Objetivo é fortalecer relações comerciais do Ceará com Argentina e parceiros, aumentando a influência e potencial de recepção de investimentos do Estado
16:15 | Ago. 12, 2021
Autor Alan Magno
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Alan Magno Estagiário do O POVO Online
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Consolidada em Assembleia Geral na manhã desta quinta-feira, 12 agosto, a Câmara de Comércio, Indústria e Turismo Brasil Argentina instalada no Ceará (CBACE) representa uma porta de entrada para novos investimentos no Estado.

Além dos benefícios imediatos, a existência da entidade representa uma ampliação do hub de comércio exterior no Estado e potencializa a penetrabilidade de negócios cearenses nos países da América Latina, com novas rotas para o Pecém e melhores condições de frete. 

Argentina representa o terceiro maior parceiro comercial do Ceará e, por meio da nova entidade, o Complexo do Pecém (Cipp), em São Gonçalo do Amarante, visa construir no Estado a principal porta de entrada de produtos argentinos no País.

Entre os pontos almejados estão a ampliação das rotas marítimas entre Ceará e Argentina e ainda a construção de tabelas de frete com condições especiais devido à parceria comercial por meio da Câmara.

A estratégia é que tanto estados vizinhos como demais regiões do Brasil vejam no porto do Pecém um caminho direto para a Argentina e parceiros comerciais do país vizinho.

"Temos consolidado aqui um modal marítimo super estratégico, com um hub logístico bem desenvolvido, então eu concordo que a gente tem que se ver no mundo, assim, sendo referência no mundo, não só no Nordeste ou no Brasil", comenta a diretora diretora de Relações Institucionais do Complexo do Pecém, Rebeca Oliveira. 

A fortificação da rota comercial com desembarque direto no Ceará permitirá ainda que empresas locais que comprem produtos ou contratem serviços vindos da Argentina, por meio de intermediários do eixo Rio-São Paulo, rompam tais contratos e formalizem negociações diretamente com as empresas do país vizinho, com apoio da Câmara, permitindo um eventual preço mais acessível ao consumidor final

E para além do fluxo de mercadorias, entidades de desenvolvimento regionais, como a Câmara de Dirigentes Lojistas de Juazeiro do Norte, na região do Cariri, buscam aumentar a participação dos polos econômicos do interior do Ceará no processo de internacionalização da economia cearense.

Por meio de condições de incentivo, busca-se na Câmara um mediador para instalação de empresas argentinas no interior do Estado e a consolidação de parcerias de microempreendedores e empresas de médio e pequeno porte com a microeconomia de cidades da Argentina. 

O recém-eleito presidente da entidade, Rômulo Alexandre Soares, destaca que, por meio da consolidação dos hubs de desenvolvimento no Estado, e com uma articulação comercial entre as demais Câmaras de relações exteriores instaladas no Ceará, a economia cearense ganha capacidade de despontar como referência no potencial de recepção de investimentos para todos os países da América Latina, por meio de um plano de desenvolvimento comercial globalizado.

"Pode-se dizer que essa é a primeira Câmara de desenvolvimento sul-americana no Ceará. Estado não pode mais pensar em sua economia apenas regionalmente, somos um entreposto das rotas de mercadoria, dados, comercial da América do Sul para mercado consumidor em expansão na África, e para empresas da Europa", define. 

O ponto de partida dessa visão globalizada da economia cearense é a consolidação do Estado no centro de desenvolvimento estruturado, interligando os setores econômicos atuantes no Ceará e em seus parceiros comerciais, com outras eventuais parcerias de investimento.   

"Estado do Ceará tem hub logístico com os dois portos e o aeroporto. Nós temos a tecnologia e nós temos gente, que é nosso hub de educação, que faz com que a gente esteja preparado para receber qualquer tipo de negócio com pessoas extremamente preparadas para assumir grandes negócios", reforça Rebeca. 

Assim, a missão inicial da Câmara, conforme seu diretor financeiro, é expandir, no conhecimento empresarial dos demais países da América Latina, informações sobre o potencial de desenvolvimento do Ceará. Hermes Monteiro, diretor financeiro da entidade, afirma que "muitos empresários ainda acham que o Brasil se encerra em São Paulo".

Ele pontua que a Câmara atuará com a divulgação de dados que comprovem que as possibilidades de expansão da economia do Ceará são mais sólidas do que dos demais estados do País. "Atuaremos para que haja a quebra das barreiras, quer seja de conhecimento, de cultura. E assim, quando aproximamos os povos, aproximamos comércio, aproximamos turismo, aproximamos realmente todas as possibilidades de desenvolvimento". 

O fortalecimento de rotas turísticas entre Argentina e o Ceará, bem como, ser um amparo para investimento conjunto de empresas cearenses e argentinas, em outros estados do Brasil, ou mesmo em outros países. A criação de projetos sociais, culturais, bem como a realização de feiras e exposições para captação de novos investidores para ambos as localidades também estão previstas como responsabilidade da Câmara.

Projeto antigo

As iniciativas para consolidação da Câmara de Comércio, Indústria e Turismo Brasil Argentina instalada no Ceará (CBACE) tiveram início ainda no ano de 2017 e, entre fatores externos, também teve as tratativas suspensas em virtude da pandemia. Com o retorno das negociações, e amplo apoio do consulado argentino, espera-se que as fases finais do registro jurídico da entidade se encerrem em dois meses

O corpo de diretores eleitos terá gestão inicial de quatro meses, podendo ter gestão prorrogada por igual período para que sejam consolidada o registro da Câmara nos órgãos competentes e sejam firmados os primeiros associados. As regras e critérios para associação ainda estão sendo definidas e serão publicadas até janeiro de 2021. Mas a entidade destaca que quatro empresas já manifestaram interesse em se associar

Entre as entidades que atuam diretamente no apoio e na articulação para criação da Câmara estão:  Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio), que irão sediar e patrocinar a infraestrutura inicial da entidade, Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece) e a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), com foco em perspectivas de modelos futuros de negócios. 

Outros órgão como o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Trabalho do Ceará (Sedet), e o Completo Industrial e Portuário do Pecém, atuam por meio de parcerias com foco no desenvolvimento mútuo. 

São objetivos da Câmara:

  • Promover e incentivar o desenvolvimento das relações comerciais, econômicas e sociais, bem como o intercâmbio tecnológico, cultural e turístico entre Argentina e o Estado do Ceará;
  • Defender, de forma presente, os interesses de seus associados e das empresas que os mesmos representem;
  • Pesquisar e desenvolver as complementaridades naturais das empresas argentinas e cearenses, em especial das pequenas e médias empresas, incentivando a competitividade dos negócios conjuntos;
  • Incentivar a estruturação de negócios triangulares, envolvendo empresas cearenses e argentinas, que se interessem por mercados de terceiros países;
  • Desenvolver outras ações destinadas a ampliar e reforçar as relações econômicas e empresariais entre o Ceará e Argentina, como rodas de negócios, missões comerciais e participação em feiras setoriais;
  • Intervir em vistorias ou, como mediadora ou árbitro, em pendências que lhe sejam submetida;
  • Promover e patrocinar seminários, fóruns e estudos setoriais, missões empresariais, cursos, palestras, simpósios e conferências relacionados ao seu objetivo social;
  • Promover proposições legislativas que impulsionem a relação bilateral entre as empresas argentinas e cearenses
  • Celebrar termos de parceria e outros acordos com o Poder Público, entidades privadas e organismos internacionais;

Comércio com argentinos

Atrás dos Estados Unidos e China, a Argentina é o terceiro em parceria com o Ceará em termos de corrente de comércio (soma das importações e exportações). De janeiro a julho deste ano, 2,9% das exportações cearenses (cerca de US$ 40,6 milhões) foram para o país.

No sentido inverso, 7,6% (cerca de US$ 132 milhões) das compras internacionais do Ceará foram provenientes da Argentina. Destacam-se dentre os produtos os calçados, em que o Estado é um dos maiores fornecedores para a Argentina, o segundo para o mundo.

Já do país argentino, compramos, sobretudo, cereais, devido ao expressivo polo industrial de panificação, confeitaria e massas. Esse produto é o segundo principal item adquirido pelo Ceará ao mundo.

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Ceará vence disputa e Transnordestina irá primeiro até o Pecém

ECONOMIA
16:04 | Ago. 12, 2021
Autor Samuel Pimentel
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Samuel Pimentel Autor
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(Atualizado às 19 horas)

A conclusão do ramal da Transnordestina no Ceará, que tem como ponto final o Porto do Pecém, terá obras concluídas primeiro do que o ramal pernambucano que vai até o porto de Suape. Com isso, e de posse de informações internas, a diretora executiva de Relações Institucionais do Complexo do Pecém, Rebeca Oliveira, disse ao O POVO que o Estado foi escolhido para iniciar as operações. Faltaria apenas o anúncio oficial do Governo Federal.

ENTENDA NA REDE NORDESTE | Após anúncio de que Pernambuco não terá Transnordestina, ministro afirma que governo pretende fazer nova licitação

No fim de julho já veio uma declaração do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, de que o ramal cearense seria concluído primeiro. A decisão gerou mal estar político. Apesar disso, a declaração de Tarcísio não foi desmentida e não há sinal de recuo até o momento.

VEJA AINDA | OP+ "Não tem mais obras paralisadas no Ceará", diz ministro em solenidade no Ceará

O anúncio do ministro fez com que iniciasse um movimento político da bancada de parlamentares pernambucanos, que foram entregar ao presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) um documento citando as vantagens técnicas e econômicas do ramal que deveria chegar até Suape.

De acordo com apuração do JC Online, a intenção era pressionar o Governo Federal a rever a posição e priorizar a conclusão do ramal pernambucano.

O próprio governador de Pernambuco deve se reunir com o ministro, na segunda-feira, 16, para tentar reverter a decisão. Mas, no Ceará, a diretoria do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp) já trata a decisão como bem próxima de um desfecho, aguardando apenas a confirmação oficial.

"O Ceará foi escolhido para que a Transnordestina chegue primeiro. Isso é um motivo de orgulho porque eles viram na gente o potencial técnico, de infraestrutura, para chegar na frente, e o Ceará tem um hub logístico", afirmou ao O POVO, a diretora executiva, Rebeca Oliveira.

Em nota enviada ao O POVO, a Secretaria de Infraestrutura do Ceará (Seinfra), que participa das desapropriações da faixa de domínio para implantação da ferrovia Transnordestina no Estado, é otimista ao destacar a prioridade que recebe o Ceará no Ministério da Infraestrutura.

"Atualmente, não existe nenhum problema de ordem ambiental para o andamento da obra em território cearense. A priorização, pelo Ministério da Infraestrutura, do Ramal Salgueiro, em Pernambuco, ao Porto do Pecém, será de grande importância para o Ceará e vai ao encontro dos investimentos já realizados no Complexo Industrial e Portuário do Pecém, com o objetivo de otimizar e qualificar a logística de transporte no Estado e na Região", afirma.

Vale esclarecer que a Transnordestina é uma ferrovia de 1.742 km, que parte de Eliseu Martins-PI, e segue até a cidade de Salgueiro-PE. Lá, a ferrovia se divide em dois ramais: um com destino ao Porto do Pecém, no Ceará, e outro com destino ao porto de Suape, em Pernambuco.

Um dos principais argumentos da bancada pernambucana é de que o ramal de Suape está com 41% de execução, enquanto o ramal do Pecém com apenas 15%.

LEIA TAMBÉM | Transnordestina tem prejuízo de R$ 149,8 milhões em dois anos

As obras da ferrovia foram iniciados em 2006, com orçamento de R$ 4,5 bilhões. Mas, em 2019, após várias paralisações, o projeto foi recalculado e passaria a custar R$ 12,6 bilhões. Já foram gastos mais de R$ 6 bilhões no empreendimento. (Com informações do JC Online/ Via Rede Nordeste)

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Siderúrgica do Pecém afirma que produção não foi interrompida após explosão

ECONOMIA
14:31 | Ago. 11, 2021
Autor Alan Magno
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Alan Magno Autor
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Os danos da explosão registrada na Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) na tarde de ontem, terça-feira, não afetaram a produção da indústria, conforme informações repassadas em primeira mão ao O POVO pela empresa. Os prejuízos materiais do ocorrido ainda estão sendo calculados. 

Questionada pelo O POVO, a Siderúrgica afirmou que o ocorrido não gerou a interrupção da produção na unidade em nenhum momento e que não há qualquer previsão de atraso nas entregas ou redução nas atividades na indústria em virtude do ocorrido. 

LEIA TAMBÉM | Incidente no Pecém segue em apuração; Bombeiros ressaltam importância da prevenção

Em nota, a CSP pontuou que a explosão ocorreu por volta das 17 horas da terça-feira, 10 de agosto, após uma reação química ser desencadeada pela presença de água no "dry pit" (reservatório de descarte de gusa). "Os danos materiais registrados foram apenas de algumas vidraças trincadas devido ao deslocamento de ar, já em manutenção", diz a companhia.

Sem feridos ou vítimas fatais, o incidente gerou um forte estrondo e uma grande cortina de fumaça, assustando funcionários e pessoas que transitavam no perímetro ao redor da unidade, fazendo com que muitos deixassem o prédio. Houve também focos de incêndio em alguns locais do Pecém. 

Veja vídeo da cortina de fumaça que surgiu na Siderúrgica do Pecém após explosão:

O caso foi contido pelas equipes de segurança e prevenção de acidentes da própria Siderúrgica, sem o acionamento do Corpo de Bombeiros Militares do Ceará. A CSP frisa que acionou a equipe responsável, bem como unidades de atendimento médico alocadas dentro da companhia e que "a segurança dos empregados, terceirizados e comunidade" é o principal valor da empresa. 

As causas do acidente estão sendo investigadas, mas a Siderúrgica disse ao O POVO que o ocorrido foi registrado em ala próxima ao alto-forno, em anexo lateral ao aparelho, sem ocasionar danos ao equipamento. Assim, este segue em operação normal, não havendo necessidade de reparos ou substituição. 


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Incidente no Pecém segue em apuração; Bombeiros ressaltam importância da prevenção

Companhia Siderúrgica do Pecém
12:57 | Ago. 11, 2021
Autor Levi Aguiar
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Após o incidente que provocou forte estrondo e uma coluna de fumaça na Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), o Corpo de Bombeiros do Ceará (CBMCE) afirma que está havendo apuração sobre o patamar da ocorrência. Conforme o tenente-coronel André Ribeiro, além da atuação contínua da corporação no Complexo do Pecém, as empresas possuem estrutura com diversos itens de segurança.

"No caso de uma ocorrência fugir do controle, a primeira coisa que ela deve fazer é entrar em contato com o Corpo de Bombeiros”, afirmou o tenente-coronel em entrevista à Rádio O POVO CBN nesta quarta-feira, 11. Questionado sobre o incidente e a segurança da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), o tenente-coronel relata que os Bombeiros, semanalmente, estão se reunindo com os representantes das empresas para a execução do plano contra incêndios. “A gente trabalha visando a prevenção dos sinistros. Em relação à questão da segurança contra incêndio, todas as empresas possuem um plano”.

As reuniões semanais também buscam "fortalecer" o Plano de Auxílio Mútuo (PAM), coordenado pelo CBMCE, que representa um processo de associação de entidades privadas e públicas, com objetivo de atuar de forma cooperada no atendimento a uma emergência: “O PAM trabalha em cima da possibilidade de uma ocorrência de maior vulto”.

Um vulto seria uma ocorrência que transcende as condições de resposta do local. O Corpo de Bombeiros Militar do Ceará explicou que, em síntese, o Plano serve para quando um sinistro (incidente) ocorre em uma empresa, da região ou local, e seu poder de resposta não é suficiente para combater a situação. É quando os demais membros são avisados - empresas que trabalham no entorno - para somar esforços, seja por meio de equipamentos, pessoal ou logística.

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Incidente na siderúrgica causa barulho e coluna de fumaça no Pecém

Economia
00:30 | Ago. 11, 2021
Autor Redação O POVO
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Um barulho como de uma explosão seguido de uma coluna de fumaça densa e escura assustaram os habitantes e operários do Complexo do Pecém na tarde desta terça-feira, 10. A causa foi um incidente na Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), que confirmou o ocorrido ao O POVO.

"A Companhia Siderúrgia do Pecém (CSP) informa que, nesta terça-feira (10 de agosto), por volta das 17 horas, foi registrada uma ocorrência na planta do alto-Forno. Uma reação causada pela presença de água no dru pit (reservatório de descarte de gusa) gerou um forte ruído, acompanhado de fumaça alta e escura", diz a siderúrgica em nota.

O alto-forno da CSP é a estrutura responsável pela redução do minério de ferro a fim de transformá-lo em ferro-gusa. Em junho, a Companhia comemorou os 5 anos de atividade do alto-forno, que produziu produziu 13,8 milhões de toneladas de ferro-gusa. O calor na estrutura chega a 2.000°C e possui 100 metros de altura.

Procurado, o Corpo de Bombeiros informou que tomou conhecimento do incidente, mas não foi acionado. Por isso, nenhuma viatura foi deslocada para o Pecém.

A CSP informou ainda que "não houve vítimas" e "as causas do incidente estão sendo apuradas".

Confira as imagens:

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Incidente na siderúrgica causa barulho e coluna de fumaça no Pecém

Economia
18:52 | Ago. 10, 2021
Autor Redação O POVO
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Um barulho como de uma explosão seguido de uma coluna de fumaça densa e escura assustaram os habitantes e operários do Complexo do Pecém na tarde desta terça-feira, 10. A causa foi um incidente na Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), que confirmou o ocorrido ao O POVO.

"A Companhia Siderúrgia do Pecém (CSP) informa que, nesta terça-feira (10 de agosto), por volta das 17 horas, foi registrada uma ocorrência na planta do alto-Forno. Uma reação causada pela presença de água no dru pit (reservatório de descarte de gusa) gerou um forte ruído, acompanhado de fumaça alta e escura", diz a siderúrgica em nota.

O alto-forno da CSP é a estrutura responsável pela redução do minério de ferro a fim de transformá-lo em ferro-gusa. Em junho, a Companhia comemorou os 5 anos de atividade do alto-forno, que produziu produziu 13,8 milhões de toneladas de ferro-gusa. O calor na estrutura chega a 2.000°C e possui 100 metros de altura.

Em nota, a empresa informa ainda que o Centro Integrado de Emergência (CIE) da CSP foi acionado de imediato, encaminhando Bombeiros e ambulâncias ao local, procedimento padrão dos protocolos de segurança da empresa. E que não houve vítimas, mas que as causas do incidente estão sendo apuradas. "A CSP reforça que a segurança dos seus empregados, terceirizados e comunidade são seu principal valor".

 

Confira as imagens:

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