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Economia
NOTÍCIA

Fraport negocia com ANAC novo reequilíbrio financeiro do contrato de concessão parecido com os R$ 90 mi de 2020

No ano passado a ANAC corrigiu em R$ 94 milhões o contrato pela depreciação causada pela pandemia e consequente redução de voos e passageiros no Aeroporto de Fortaleza

Samuel Pimentel
12:21 | 25/02/2021
Movimentação no Aeroporto de Fortaleza em 2020 foi mais de 55% menor do que no ano anterior. (Foto: Barbara Moira)
Movimentação no Aeroporto de Fortaleza em 2020 foi mais de 55% menor do que no ano anterior. (Foto: Barbara Moira)

A Fraport Brasil já está em negociações para que as perdas ocasionadas pela pandemia sejam reparadas por meio de um reequilíbrio financeiro do contrato de concessão do Aeroporto de Fortaleza. A administradora espera que o processo com a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) seja similar ao que aconteceu no ano passado, quando a agência corrigiu o acordo em R$ 94,32 milhões.

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De acordo com a diretora comercial e de operações (COO) da Fraport Brasil, Sabine Trenk, explica que o acordo é baseado na redução da movimentação de passageiros. No fechamento de 2020, a queda do fluxo foi superior a 56%. E, na avaliação da executiva, o cenário deve continuar o mesmo neste primeiro semestre.

"Contratualmente temos direito a um reequilíbrio, que foi conseguido no ano passado, e estamos negociando o mesmo para esse ano, já que não devemos retornar com a movimentação de passageiros", afirma ao O POVO.

Sabine comenta que a retomada completa dos voos vai estar condicionada ao avanço da vacinação nos países, mas comemora que a relação com as empresas aéreas continua forte, inclusive com as empresas internacionais mantendo data para retorno da operação, como também do fortalecimento do mercado nacional. "Precisamos de um pouco de paciência, mas observo que estamos retornando para um caminho de crescimento."

"O Brasil tem um mercado doméstico muito grande, por isso estamos melhor do que outros aeroportos do mundo, que dependem dos voos internacionais neste momento em que temos fronteiras fechadas. O mercado brasileiro é sólido. Esperamos que em agosto, a vacinação estaja muito mais avançada e a partir desse momento, os voos internacionais retornem". E complementa: "O primeiro semestre deste ano será difícil, sem dúvida, mas esperamos que no fim do ano tenhamos uma recuperação significativa e, com o avanço da vacinação, teremos maior quantidade de passageiros viajando", avalia.