PUBLICIDADE
Ceará
Noticia

DJ Ivis: o que se sabe até agora sobre as acusações de agressão

Esposa do músico DJ Ivis, Pamella Holanda divulgou no domingo, 11, vídeo onde sofre agressão do artista; veja o que se sabe do caso até agora e leia as últimas notícias

08:08 | 13/07/2021
Pamella Holanda divulgou no domingo, 11, vídeo em que aparece sendo agredida pelo marido, o músico DJ Ivis (Foto: Reprodução/Instagram)
Pamella Holanda divulgou no domingo, 11, vídeo em que aparece sendo agredida pelo marido, o músico DJ Ivis (Foto: Reprodução/Instagram)

Atualizada às 22h21min de 14/07/2021

No último domingo, 11 de julho (11/07), a influencer Pamella Holanda, esposa do músico DJ Ivis, divulgou um vídeo no qual aparece sofrendo agressões físicas do artista. Desde a publicação, políticos, celebridades e a Polícia Civil do Ceará (PCCE) já se pronunciaram.

O POVO reuniu o que se sabe até agora sobre o caso. Confira abaixo.

DJ Ivis: agressão registrada em vídeo

Na noite de domingo, 11, a influencer Pamella Holanda divulgou um vídeo em que é agredida fisicamente pelo marido, DJ Ivis. As imagens foram publicadas no perfil de Pamella no Instagram, e aconteceram em 1º de julho.

O artista paraibano mora em Eusébio, no Ceará, e tem diversas músicas entre as mais ouvidas nas plataformas de streaming. Após a divulgação das imagens, ele publicou em suas redes sociais vídeos se defendendo das acusações e afirmando que Pamella o chantageava.

DJ Ivis: quando foi a agressão do vídeo?

Embora tenham sido divulgados por Pamella Holanda nesse domingo, 11, as imagens foram gravadas em 1º de julho. No dia, ambos chegaram a comparecer a uma delegacia. Ivis estava com advogados e Pamella sem representação. Ela teria saído, na ocasião, antes de prestar depoimento.

Em 3 de julho, após ter pedido medida protetiva contra Ivis, Pamella teria retornado à Polícia para ser ouvida e realizar o exame de corpo de delito. A medida, que abrange Pamella e à filha do casal, foi concedida no dia seguinte.

DJ Ivis foi preso pela agressão?

Ivis foi preso na tarde de quarta-feira, 14. A prisão foi anunciada nas redes sociais pelo governador Camilo Santana (PT). Ele chegou à Delegacia Metropolitana Civil de Eusébio por volta das 18 horas para prestar depoimento sobre as agressões contra a esposa.

LEIA MAIS | DJ Ivis é preso três dias após vídeo com agressões; veja linha do tempo

Pamella Holanda obteve, ainda, medida protetiva em caráter de urgência para si mesma e para a filha.

Artistas repudiam agressões de DJ Ivis

Ainda no domingo, diversos artistas se posicionaram contra as agressões registradas no vídeo. O cantor Xand Avião, cuja empresa Vybbe Produções gerenciava a carreira do DJ, anunciou a demissão do artista. Ele afirmou, também, que colocou sua equipe à disposição de Pamella.

Ex-colega de Xand na banda Aviões do Forró, a cantora Solange Almeida também prestou solidariedade a Pamella: "a qualquer sinal, denuncie", afirmou a artista. Ela falou, em vídeo, sobre se atentar a sinais de violência doméstica.

Outras celebridades também repudiaram o episódio. As cantoras Marília Mendonça, MC Rebecca, Daniela Mercury, o cantor Wesley Safadão e a vencedora do Big Brother Brasil 21 (BBB21), Juliette Freire, entre outros famosos, se pronunciaram sobre o caso. O canal de TV a cabo Multishow suspendeu a exibição de clipes das músicas do DJ.

DJ Ivis: quando começaram as agressões?

Além do registrado em vídeo, Pamella Holanda afirmou, em entrevista, que as agressões ocorriam desde quando estava grávida da filha do casal, que hoje tem nove meses. Segundo ela, desde esta época ela passou a sofrer violência doméstica constantemente.

DJ Ivis: Pamella teria sido agredida por questionar traições

Na mesma entrevista, a influencer afirmou que as agressões começaram após ela confrontar Ivis sobre uma suposta traição. Pamella havia recebido, de uma amiga, prints de conversas virtuais entre o DJ e uma outra mulher. De acordo com ela, após este episódio houve diversos casos de violência física e psicológica.

DJ Ivis: políticos se posicionam sobre caso de violência

Representantes de diversas partes do espectro político manifestaram repúdio à agressão. O prefeito de Fortaleza, José Sarto (PDT), manifestou solidariedade a Pamella e divulgou o Centro de Referência e Atendimento à Mulher em Situação de Violência Francisca Clotilde, que atua em casos de violência contra a mulher.


O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), também se posicionou. Classificando o episódio como "repugnante e inaceitável", ele determinou "resposta rápida e efetiva" da Polícia sobre o acontecido.

No Legislativo estadual, alguns dos nomes que se pronunciaram foram Augusta Brito (PCdoB), que colocou a Procuradoria da Mulher da Assembleia Legislativa do Ceará (AL-CE) à disposição para ajudar no caso; Renato Roseno (Psol); e Soldado Noélio (Pros). O deputado federal Capitão Wagner (Pros) também falou sobre o caso, dizendo que "nada justifica" a agressão.


Violência contra a mulher - o que é e como denunciar?

A violência doméstica e familiar constitui uma das formas de violação dos direitos humanos em todo o mundo. No Brasil, a Lei 11.340, conhecida como Lei Maria da Penha, caracteriza e enquadra na lei cinco tipos de violência contra a mulher: física, psicológica, moral, sexual e patrimonial.

Entenda as violências:

Violência física: espancamento, tortura, lesões com objetos cortantes ou perfurantes ou atirar objetos, sacudir ou apertar os braços

Psicológica: ameaças, humilhação, isolamento (proibição de estudar ou falar com amigos)

Sexual: obrigar a mulher a fazer atos sexuais, forçar matrimônio, gravidez ou prostituição, estupro.

Patrimonial: deixar de pagar pensão alimentícia, controlar o dinheiro, estelionato

Moral: críticas mentirosas, expor a vida íntima, rebaixar a mulher por meio de xingamentos sobre sua índole, desvalorizar a vítima pelo seu modo de se vestir

A Lei 13.104/15 enquadrou a Lei do Feminícidio - o assassinato de mulheres apenas pelo fato dela ser uma mulher. O feminicídio é, por muitas vezes, o triste final de um ciclo de violência sofrido por uma mulher - por isso, as violências devem ser denunciadas logo quando ocorrem. A lei considera que há razões de condição de sexo feminino quando o crime envolve violência doméstica e familiar ou menosprezo ou discriminação à condição de mulher.

LEIA MAIS | Veja como denunciar violência doméstica durante a pandemia

Veja como buscar ajuda:

Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180

Delegacia de Defesa da Mulher de Fortaleza (DDM-FOR)
Rua Teles de Souza, s/n - Couto Fernandes
Contatos: (85) 3108- 2950 / 3108-2952

Delegacia de Defesa da Mulher de Caucaia (DDM-C)
Rua Porcina Leite, 113 - Parque Soledade
Contato: (85) 3101-7926

Delegacia de Defesa da Mulher de Maracanaú (DDM-M)
Rua Padre José Holanda do Vale, 1961 (Altos) - Piratininga
Contato: 3371-7835

Delegacia de Defesa da Mulher de Pacatuba (DDM-PAC)
Rua Marginal Nordeste, 836 - Jereissati III
Contatos: 3384-5820 / 3384-4203

Delegacia de Defesa da Mulher do Crato (DDM-CR)
Rua Coronel Secundo, 216 - Pimenta
Contato: (88) 3102-1250

Delegacia de Defesa da Mulher de Icó (DDM-ICÓ)
Rua Padre José Alves de Macêdo, 963 - Loteamento José Barreto
Contato: (88) 3561-5551

Delegacia de Defesa da Mulher de Iguatu (DDM-I)
Rua Monsenhor Coelho, s/n - Centro
Contato: (88) 3581-9454

Delegacia de Defesa da Mulher de Juazeiro do Norte (DDM-JN)
Rua Joaquim Mansinho, s/n - Santa Teresa
Contato: (88) 3102-1102

Delegacia de Defesa da Mulher de Sobral (DDM-S)
Av. Lúcia Sabóia, 358 - Centro
Contato: (88) 3677-4282

Delegacia de Defesa da Mulher de Quixadá (DDM-Q)
Rua Jesus Maria José, 2255 - Jardim dos Monólitos
Contato: (88) 3412-8082

Casa da Mulher Brasileira

A Casa da Mulher Brasileira é referência no Ceará no apoio e assistência social, psicológica, jurídica e econômica às mulheres em situação de violência. Gerida pelo Estado, o equipamento acolhe e oferece novas perspectivas a mulheres em situação de violência por meio de suporte humanizado, com foco na capacitação profissional e no empoderamento feminino.

Telefones para informações e denúncias:

Recepção: (85) 3108.2992 / 3108.2931 – Plantão 24h
Delegacia de Defesa da Mulher: (85) 3108.2950 – Plantão 24h, sete dias por semana
Centro Estadual de Referência e Apoio à Mulher: (85) 3108.2966 - segunda a quinta, 8h às 17h
Defensoria Pública: (85) 3108.2986 / segunda a sexta, 8h às 17h
Ministério Público: (85) 3108. 2940 / 3108.2941, segunda a sexta , 8h às 16h
Juizado: (85) 3108.2971 – segunda a sexta, 8h às 17h