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Skate: história, onde comprar, os atletas e tudo do esporte das Olimpíadas

Após destaque de Kelvin Hoefler e Rayssa Leal em Tóquio, cresce interesse de brasileiros pelo esporte, que volta às Olimpíadas nesta terça, 3, na modalidade Skate Park
20:46 | Ago. 02, 2021
Autor - Carolina Parente
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Com o ineditismo do skate nas olimpíadas e a participação célebre de brasileiros medalhistas nas Olimpíadas de Tóquio 2021, a curiosidade por saber mais sobre o esporte cresce no País. A admiração por Kelvin Hoefler e Rayssa Leal, que garantiram duas medalhas de prata para o Brasil nesta edição dos jogos, vem inspirando uma gama de jovens interessados em aprender sobre a nova modalidade olímpica.

História do skate

Idealizada por surfistas californianos cansados de esperar por boas ondas, o “surfe no concreto” foi criado na década de 1950 nos Estados Unidos. À época, improvisaram a modalidade esportiva que se espalharia pelo mundo ao acoplarem rodinhas de patins a um pedaço de madeira. Assim nasceu o inicialmente chamado “sidewalk surfing” (surf de calçada, em tradução literal).

Nos anos 60, o skate ganhou vida própria. Inspirado na cultura urbana e com adesão de cada vez mais pessoas à prática, desvencilhou-se do surfe, ganhou manobras particulares, pranchas adequadas ao solo citadino e chegou a outros países. Na década de 70, o esporte foi associado ao movimento de contracultura da juventude que tinha na diversão a possibilidade de praticar exercício e cultivar amigos.

No Brasil, foi iniciado por surfistas cariocas que tinham a chance de realizar viagens internacionais e de conhecer sobre a nova onda que despertava interesse nos praticantes da modalidade havaiana, ocorrendo no Rio de Janeiro, em outubro de 1975, o primeiro campeonato de skate do País. Mas foi somente em 1985 que o esporte se tornou febre entre os brasileiros, quando a capital paulista virou o mar dos que não tinham praia por perto.

Inicialmente, ser skatista não era bem visto no Brasil. Em São Paulo, o decreto municipal de número 25.871, de 6 de maio de 1988, editado por Jânio Quadros, então prefeito da cidade, limitava a prática dessa atividade no Parque Ibirapuera, onde estava localizada a sede da prefeitura.

Após protestos de praticantes que reivindicavam mais espaços urbanos para a realização do esporte na metrópole paulistana em 24 de junho de 1988, outro decreto determinou a proibição do skate em todas as partes da que já era a maior cidade do Brasil. Quem desrespeitasse as regras seria detido e os menores de 18 anos encaminhados para o Juizado de Menores.

O skate foi liberado seis meses depois por Luiza Erundina, eleita prefeita de São Paulo no mesmo ano pelo Partido dos Trabalhadores (PT).

Iniciada a década de 1990, começaram a brilhar atletas brasileiros que viriam a ser considerados fenômenos mundiais do esporte, como Bob Burnquist, nomeado melhor skatista do mundo em 1997. Ele foi convidado pela Rede Globo para comentar a performance dos atletas brasileiros nas olimpíadas deste ano na modalidade street.

Ainda nos anos 1990, com o surgimento e sucesso da banda santista de rock Charlie Brown Jr, cujos membros praticavam o esporte, a popularização dessa modalidade ganhou ainda mais fôlego entre os jovens. Chorão, vocalista do grupo, com seus milhares fãs ao redor do País, inspirou uma legião de pessoas a arriscar manobras ao som de suas músicas pelas selvas de pedras brasileiras.

Nos anos 2000, foi criada a Confederação Brasileira de Skate (CBSk) e, com a evidente popularização dessa prática, houve a construção de centenas de pistas para skatistas no Brasil. Na década que se seguiu, uma pesquisa do Datafolha mostrou que já havia mais de 2,7 milhões brasileiros skatistas. Em 2010, segundo o mesmo instituto, esse número subiu para 3,8 milhões e em 2015 para 8,5 milhões.

Skate nas Olimpíadas

Na edição dos jogos olímpicos deste ano, as categorias “Park” e “Street” do skate são contempladas na competição, com um total de 80 atletas, sendo 40 para cada modalidade — 20 no masculino e 20 no feminino. A classificação foi definida pela World Skate, tornando aptos para a viagem ao Japão todos os atletas que estivessem entre os 20 melhores no ranking mundial de cada modalidade.

O Skate Street e os atletas do Brasil

O Skate Street, que já aconteceu e rendeu duas medalhas prateadas ao Brasil, tem elementos inspirados em ruas da cidade. A pista simula obstáculos como escadas, corrimões, rampas, muretas e guias de calçadas. Nas olimpíadas, somente oito atletas disputaram a final.

Nessa categoria, o Brasil foi representado na modalidade masculina por Kelvin Hoefler (4° no ranking mundial), Felipe Gustavo (17º no ranking mundial) e Giovanni Vianna (19º no ranking mundial). O time feminino foi composto por Pamela Rosa (atual líder do ranking mundial), Rayssa Leal, a ‘Fadinha do Skate’ (2ª no ranking mundial) e Letícia Bufoni (4ª no ranking mundial).

O Skate Park e os atletas do Brasil

Já no Skate Park, que começa nesta terça, 3 de agosto (03/08), os competidores disputarão em uma arena com os tradicionais piscinões das pistas. Nessa categoria, os skatistas fazem quatro voltas de 45 segundos cada. Somente a maior nota é usada para a classificação geral. Os oito melhores da primeira fase disputam a final, sendo as notas zeradas na busca pelas três primeiras colocações.

Na categoria masculina, os brasileiros classificados são Luiz Francisco (3º no ranking mundial), Pedro Barros (4º no ranking mundial) e Pedro Quintas (10º no ranking mundial). Entre as mulheres estão Dora Varela (9ª no ranking mundial), Isadora Pacheco (11ª no ranking mundial) e Yndiara Asp (14ª no ranking mundial).

O skate e os benefícios para o corpo

Surgido nos Estados Unidos na década de 1950, o skate é hoje popular no mundo todo. Praticado por 8,5 milhões de brasileiros na atualidade, segundo o Datafolha, o esporte deve conquistar novos adeptos no País após sua estreia como modalidade olímpica nos Jogos de Tóquio 2020.

A popularização dessa atividade se configura como algo positivo quando associado aos benefícios que promove à saúde de seus praticantes. Considerado um estilo de vida, o skate é bom para a saúde do corpo e da mente, melhora a coordenação motora, aumenta a força muscular, auxilia no emagrecimento, alivia estresse e fomenta a socialização.

Muito mais do que uma atividade física ou esporte olímpico, skate é diversão. Portanto, caso haja interesse em começar essa prática, aqui vão algumas dicas para quem deseja comprar o primeiro skate e se aventurar com manobras radicais por aí. 

Onde comprar um skate?

Indica-se buscar uma loja que seja especializada neste nicho de mercado: um skateshop, onde o comprador encontra exatamente o que precisa, bem como pessoas com a experiência necessária para auxiliar no processo de escolha de um bom skate novo.

O ideal é que a pessoa escolha uma loja da sua cidade, pois nela os vendedores provavelmente a informarão sobre a cena do skate local e indicarão bons lugares para se familiarizar com a prática. 

Como comprar um skate bom e barato?

Pesquisar muito é o primeiro passo. Buscar preços em lojas físicas e online é importante para ter noção dos valores de cada peça que compõem o skate, como prancha e rodinhas.

Em média, os skates mais baratos disponíveis em skateshops virtuais estão custando entre R$ 200 e R$ 300. Existem opções mais em conta e mais caras também.

O comprador deve avaliar o objeto de acordo com o que ele procura e buscar a opinião de alguém que entenda de skate, de modo que possa orientar iniciantes que buscam economizar dinheiro. No começo, o aprendiz não precisa comprar o skate da melhor marca, como um da Element ou Plan B, por exemplo, apenas um que seja adequado ao aprendizado.

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Da margem às Olimpíadas: conheça a cultura do skate no Brasil e no Ceará

Estilo de vida
10:00 | Jul. 31, 2021
Autor Clara Menezes
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Clara Menezes Autor
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Tipo Noticia

“A vida te pede, mas a vida não te dá. Devagar com meu skate um dia eu cheguei lá”. O cantor e compositor Chorão (1970 - 2013), da banda Charlie Brown Jr., foi - e ainda é - um dos grandes nomes do rock nacional. Com letras que revelavam suas experiências e seu estilo de vida urbano, tornou-se um dos maiores símbolos brasileiros da cultura do skate. Mas essa atividade extrapola os limites do esporte e ganha significados simbólicos. É, desde o início, uma identidade. Como o vocalista do grupo de Santos entoou várias vezes: “De skate eu vim, de skate eu vou. É desse jeito que eu sou. É o que tenho, é o que quero, é o que sei, é o que faço”.

Talvez não seja possível afirmar em que ano específico o movimento surgiu, mas ganhou intensidade entre os surfistas da Califórnia na década de 1950. Eles, que tinham que esperar as boas ondas para surfar, se adaptaram da água para a terra. Mas aquele equipamento virou uma referência mundial: por ser visto em áreas urbanas, foi agregado às culturas consideradas marginalizadas, como o rap, o hip hop e o grafite. Foi associado, portanto, à simbologia da cidade.

Com esse processo, cresceu também a discriminação. No Brasil, mais especificamente em São Paulo no ano de 1988, o então prefeito Jânio Quadros chegou a proibir a prática na capital paulista. O principal motivo era que os praticantes se reuniam no Parque do Ibirapuera, onde a prefeitura funcionava na época. Os jovens fizeram passeata pedindo a liberação, mas a atividade só foi legalizada quando Luiza Erundina assumiu o cargo em 1989.

“O skate, de certa forma, é um ato político. A história do skate no Brasil, principalmente em São Paulo, foi voltada para a discriminação entre vários poderes e outras instituições”, pontua Davi Gomes Barroso, coodernador responsável pela Coordenadoria Especial de Políticas Públicas de Juventude da Prefeitura de Fortaleza.

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Na capital cearense, a ocupação dos espaços públicos aumentou na última década. “A importância desse esporte estar nas Olimpíadas, com atletas que inspiram novas gerações, é que a gente passa a enxergar o skate como uma potência. Em Fortaleza, por exemplo, apesar de já existirem algumas pistas de skate antes, elas tiveram um crescimento exponencial nos últimos 10 anos. Agora tem no Pici, José Walter, Mondubim…”, cita Davi.

Além de esporte, andar de skate se tornou uma cultura nos espaços urbanos
Além de esporte, andar de skate se tornou uma cultura nos espaços urbanos (Foto: Suzana Campos/ Rede Cuca)

Segundo ele, isso movimenta uma grande cadeia produtiva na economia, que envolve a produção de skates e até áreas artísticas. “Aqui, as pessoas se encontram, vão nas pistas, pedem melhorias, manutenções... Quando falamos de skate, falamos de toda uma cadeia produtiva, de um mercado que tem crescido em Fortaleza”, comenta.

Apesar da movimentação de grupos, ainda há muito o que melhorar, principalmente, no âmbito político. “O processo de popularização ocorre de maneira lenta. Os políticos não valorizam esse esporte, que tem um cunho social e cultural muito grande no nosso Brasil. O skate é um esporte periférico, de custo-benefício baixo. Toda criança, quando vislumbra um esporte, seu primeiro contato ou é a bola ou é o skate”, opina Renner Souza, professor de skate da Rede Cuca.

O profissional, que agora ganha a vida ensinando seus alunos, teve seu primeiro contato com o esporte e o estilo de vida ainda na adolescência. “Comprei um skate aos 13 anos. No começo, minha mãe não me apoiava porque via o skate como um esporte marginalizado, que ia me apresentar às drogas, que ia me apresentar à rua. Fui criado pela minha mãe, porque meu pai faleceu muito cedo, então ela tinha receio. Mesmo assim, minha avó apoiou, insistiu e deu certo”, recorda.

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Segundo ele, não havia apoio financeiro na sua época para que pudesse se manter no esporte. Por isso, encontrou outros jeitos de driblar a situação: formou-se em educação física e se especializou. “Não consegui me tornar um profissional, mas não desisti dos sonhos (...). Hoje o sustento da minha família vem do skate”, diz.

Para o professor, a prática é mais do que um esporte, um lazer ou um meio de transporte. “O skate tem várias vertentes que envolvem um contexto cultural urbano e social muito grande. Vai do graffiti, do rap, da forma de se vestir, da identidade da pessoa e de sua sociabilidade. Não existe uma frase melhor pra contextualizar o skate a não ser dizer que é um estilo de vida”.

Do Pirambu à Califórnia

Lucas Rabelo ainda era uma criança quando subiu pela primeira vez em um skate. Influenciado por amigos, queria ir para competições, viajar e frequentar outros bairros - assim como via as pessoas próximas a ele fazendo. Foi um processo tão natural que a profissionalização aconteceu quase da mesma forma: “comecei a viajar pra outras cidades. Comecei a competir em campeonatos que não eram no Nordeste. Eu, a partir desse momento, vi que as coisas estavam ficando sérias e que eu poderia, sim, viver de um sonho. Foi incrível”.

Nascido e criado no bairro Pirambu, ele se mudou para Porto Alegre para continuar na profissão. Agora, também vive entre o eixo Rio Grande do Sul e Califórnia, com maior foco nos Estados Unidos. Patrocinado por marcas famosas na área, incluindo a Redbull, o jovem sente orgulho de representar o lugar em que nasceu.

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“Com palavras, em qualquer língua que eu tentar, não vou conseguir me expressar 100%, sabe? É algo incrível para mim poder representar o Nordeste, Fortaleza, de onde eu vim. O Nordeste tem muitos skatistas bons, mas infelizmente, não temos tantas oportunidades para seguir nossos sonhos”, afirma.

Seu maior objetivo é chamar a maior atenção possível para a região que, mesmo distante fisicamente, ainda chama de lar. “Esse é um dos meus planos: poder ajudar essas pessoas que, às vezes, não têm condição. Eu quero ser essa pessoa para elas”. Por onde percorre, carrega consigo o lugar de onde veio: “Eu sempre vou carregar no peito e com muito orgulho que sou do Nordeste, sou de Fortaleza, sou do Pirambu”.

Para isso, mira no maior evento multiesportivo do mundo. Quer, em 2024, representar o Brasil nos Jogos Olímpicos de Paris. Agora que as Olimpíadas agregaram o skate à sua programação oficial, é uma possíbilidade. “Os planos para o futuro são andar muito de skate, me tornar uma pessoa melhor a cada dia que passa e batalhar para estar nas próximas Olimpíadas, porque eu vi o quão grande é isso. Então, é algo que se tornou um sonho para mim estar lá”.

Para ele, a cultura do skate em Fortaleza é fundamentada pela amizade. “Quando eu falo sobre Fortaleza ou se alguém conhece Fortaleza, as pessoas sabem que são todos amigos. Há companheirismo e diversão. A gente está sempre dando risada, é sobre sorrir e se divertir”.

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Vida às pistas

Aos 41 anos, Ely Martins conheceu o skateboarding na década de 1990. Era diferente de outros esportes que conhecia e, assim, se apaixonou. Entretanto, após algumas lesões, precisou parar. Decidiu que continuaria na área, mas de outra forma: agora, constrói "skate parks", ambientes destinados à prática.

“Isso começou no Norte do Brasil, como uma consequência de um processo natural. Comecei construindo rampas com amigos na minha cidade natal, em Belém. Como eu era formado em marcenaria e gerenciamento, também ajudei inúmeros campeonatos amadores no estado construindo obstáculos e pistas”, recorda.

Agora, ele reside em Fortaleza e constrói pistas em vários lugares do país. “Trabalhei muito tempo no mercado e, com um tempo, percebi que eu precisava contribuir muito mais. Do Norte, vim para o Sul”.

Há alguns anos, ele também filmava skatistas próximos e publicava em seu canal do Youtube para ajudar na evolução. Inclusive, há registros do próprio Lucas Rabelo em cima de um skate há quase uma década. Sem tempo, Ely Martins parou, mas ainda pretende retornar o hobby.

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O profissional, que já tem 26 anos de experiência, fala sobre a expansão dessa prática. “O skateboarding faz parte da história brasileira há décadas, nas ruas, nas praças e nas pistas. Culturalmente sempre esteve presente na música e na arte. Com muita luta, conquistou reconhecimento nacional e mundial, como estilo de vida e esporte. Antes era uma tribo fechada com mercado próprio e autêntico. Hoje em dia, tem uma visibilidade global por fazer parte do quadro olímpico”.

E depois das Olimpíadas?

Andar de skate no Brasil não é apenas um esporte, mas também é um estilo de vida. Apesar disso, o resultado das Olimpíadas impressiona por causa da falta de investimento: os brasileiros Kelvin Hoefler e Rayssa Leal receberam a medalha de prata em suas respectivas categorias, masculina e feminina.

Isso pode servir de porta de entrada para futuros profissionais e adeptos da cultura. “A vitória da Rayssa, por exemplo, representa uma mudança de chave sobre os jovens poderem começar nos esportes muito cedo e sobre a importância feminina nos esportes”, defende Davi Gomes Barroso.

“Fico primeiramente feliz que, agora, a sociedade possa enxergar o skate como um esporte de inclusão, de mudanças sociais e com valor imensurável. Nós sofremos preconceito diariamente e hoje as pessoas conseguem ver que não só é um esporte olímpico, mas que também pode proporcionar mudanças de vida”, afirma o professor Renner Souza.

Com 13 anos, a jovem apelidada de “Fadinha” entra para o rol dos melhores skatistas do mundo. Ela e Kelvin reverberam um legado brasileiro que surgiu há muitas décadas.

O filho de Chorão, Alexandre Magno, comentou em seu perfil no Instagram que o pai via Rayssa andar de skate e sabia que a menina tinha futuro. Isso não aconteceu de verdade porque a adolescente iniciou a carreira depois do músico falecer, mas ela divulga e coloca em prática as letras do cantor brasileiro: “Skate meu esporte. Meu meio de transporte. Parte da minha história. E cicatrizes dos meus cortes”.

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O podcast Vida&Arte é destinado a falar sobre temas de cultura. O conteúdo está disponível nas plataformas Spotify, Deezer, iTunes, Google Podcasts e Spreaker.

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Vídeo: Rayssa Leal, a Fadinha do Skate, protagoniza campanha da Nike

Fadinha
22:08 | Jul. 29, 2021
Autor Kauanna Castelo
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Com o objetivo de tornar o skate um esporte mais inclusivo para o público feminino, a Nike divulgou uma nova campanha protagonizada pela maranhense Rayssa Leal, de 13 anos. Batizada de “Novas Fadas”, a campanha “dá asas” à skatista, que ganhou medalha de prata na categoria street, tornando-se a terceira mais jovem medalhista da história das Olimpíadas.

O vídeo faz parte de uma campanha global lançada pela empresa, a “Vai no Novo”, que tem o intuito de incentivar as pessoas a descobrirem o esporte de um jeito diferente. A ideia é mostrar que no skate brasileiro há espaço para meninas realizarem seus sonhos por meio do esporte.

“A jornada da Rayssa é uma inspiração para todas as meninas ao redor do mundo. Mostra que é possível ser criança e acreditar em contos de fadas, mas ao mesmo tempo ter coragem e adentrar em um espaço que antes não era considerado para meninas. A Nike quer incentivar o esporte e mostrar que todos podem praticá-lo, independentemente de gênero. O intuito do esporte é de unir as pessoas”, afirma Gustavo Viana, diretor de marketing da Fisia, distribuidora oficial da Nike no Brasil.

O apelido “Fadinha do Skate” surgiu após um vídeo de Rayssa, com apenas 7 anos, viralizar na internet. Nele, a atleta aparecia realizando um heelflip (tradicional manobra de skate) fantasiada de fada. Mesmo com seu apelido, a skatista mostra que a verdadeira mágica não acontece como num conto de fadas, e reforça, por meio da campanha, que o esporte é uma importante ferramenta para transformar a sociedade.

“Eu fico muito feliz em incentivar outras meninas a iniciarem no esporte. O skate é um esporte feminino também, é um esporte para todos. Quero que outras meninas tenham a mesma oportunidade que eu, de ver suas vidas e seus sonhos sendo realizados por meio do esporte. Nós só precisamos acreditar na gente mesmo e em nosso potencial”, disse Rayssa Leal.

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Skate park nas Olimpíadas: conheça modalidade e diferenças para street

Jogos Olímpicos
23:18 | Jul. 27, 2021
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O skate fez uma estreia emblemática como esporte olímpico nos Jogos de Tóquio e desde então tem despertado a curiosidade e interesse de novos admiradores. Com o objetivo de atrair o público jovem nas Olimpíadas, a inclusão do skate na competição já rendeu medalhas de prata para o Brasil.

Os skatistas brasileiros Kelvin Hoefler, de 27 anos, e Rayssa Leal, de 13 anos, fizeram história garantindo duas medalhas de prata na modalidade street. Porém, uma outra modalidade chamada “park” também está garantida no evento esportivo e tem sua estreia marcada para o dia 3 de agosto, às 20h30min (horário de Brasília).

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Skate park: Brasil com chances de medalha

No skate park, o Brasil também possui chances de medalha com o skatista Luiz Francisco, de 21 anos, terceiro lugar do ranking mundial da modalidade. Além dele, a chave masculina conta com os nomes de Pedro Barros, quarto lugar mundial, e Pedro Quinta, décimo lugar no ranking mundial. Na categoria feminina, o Brasil será representado por Dora Varela, Isadora Pacheco e Yndiara Asp, 9º, 11º e 14º lugar no ranking mundial.

Como é o skate park e as diferenças do street

Diferentemente do que foi visto na modalidade street, que é inspirada em componentes vistos nas ruas como corrimões, escadas e rampas, no skate park, os atletas irão disputar em uma arena “bowl”, uma pista que tem formato de piscina e possui paredes de até quatro metros.

Na categoria “park”, os skatistas também utilizam elementos do skate street para fazer suas manobras, além do “halfpipe”, uma estrutura na forma de “U”. Os competidores desta modalidade irão fazer quatro voltas no tempo de 45 segundos em cada. Somente a maior nota será utilizada para a classificação geral. Assim como foi no “street”, apenas os oito primeiros da fase classificatória disputarão a final.

Skate ao vivo nas Olimpíadas: onde assistir, programação e horário

Programação do Skate Park nas Olimpíadas 

Terça-feira, 3 de agosto (03/08)

20h30 – Classificatória – Park feminino

Quarta-feira, 4 de agosto (04/08)

00h30min – Final do Park feminino
20h30 – Classificatória – Park masculino

Quinta-feira, 5 de agosto (05/08)

00h30m – Final do Park masculino

Curiosidades das Olimpíadas

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True Skate: como baixar jogo que está em alta após destaque do Brasil

APP
00:42 | Jul. 27, 2021
Autor Carolina Parente
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Após a conquista de duas medalhas de prata no skate olímpico por Kelvin Hoefler e Rayssa Leal, o interesse pelo esporte aumenta no Brasil e busca pelo jogo de celular ‘True Skate’ também. O aplicativo já era popular entre os norte-americanos e agora ganhou o coração dos brasileiros.

O jogo é descrito como um aplicativo essencial aos que curtem o esporte, mas que não querem ter os joelhos ralados em possíveis quedas no mundo real; sendo, portanto, ideal aos que gostariam de ter uma experiência de skate realística sem arriscar a integridade física. A única desvantagem é que é pago.

True Skate: como baixar

Para acessar o True Skate, basta realizar o download do aplicativo na Play Store (androids) ou App Store (iOS). O usuário deve pagar R$ 6,49, caso tenha um celular android, ou R$ 10,90, caso tenha um Iphone. Em seguida, é só começar a jogar.

Rayssa vira personagem em jogo de vídeo game

personagem da Rayssa Leal em mod de Tony Hawk's Pro Skater 2
personagem da Rayssa Leal em mod de Tony Hawk's Pro Skater 2 (Foto: IGN Brasil (@IGNBrasil))

A Fadinha do skate, Rayssa Leal, medalhista olímpica na modalidade street, virou personagem jogável em modificação feita por Bomba Patch de Tony Hawk's Pro Skater, clássico jogo de PlayStation (PS) inspirado no skatista americano de mesmo nome. 

A Equipe Bomba Patch é um grupo especializado em modificações de jogos eletrônicos de esporte no Brasil.

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Aos 13 anos, Rayssa Leal, a Fadinha, faz história no skate e nas Olimpíadas

Tóquio-2020
00:30 | Jul. 27, 2021
Autor Redação O POVO
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Ela é maranhense e começou a andar de skate aos 6 anos e já possuía, antes das Olimpíadas do Japão, títulos de vice-campeã mundial e campeã brasileira em seu currículo. Aos 11 anos, fez história ao se tornar a mais jovem skatista a faturar uma etapa da Street League Skateboarding (SLS), série competitiva internacional de skate profissional.

Aos 13 anos, seis meses e 21 dias, Rayssa Leal é vice-campeã olímpica, ficando com a prata na primeira disputa do esporte em Jogos. Ela ficou atrás de outro prodígio, a japonesa Momiji Nishiya, também de 13 anos, mas alguns meses mais velha. O bronze também foi caseiro, com Funa Nakayama, de 16. Somando 42 primaveras, este é o pódio mais jovem da história dos Jogos Olímpicos.

Rayssa Leal, em particular, é a mais jovem medalhista da história olímpica em 85 anos, desde Berlim-1936, quando a nadadora dinamarquesa Inge Sorensen, então com 12 anos e 24 dias, ficou com o bronze nos 200m peito. 

Rayssa Leal ficou conhecida inicialmente como a “Fadinha do Skate” graças a vídeo em que aparecia, aos 6 anos, fazendo manobras de skate vestida de Sininho, a fada da Disney. Até mesmo Tony Hawk, um dos maiores skatistas de todos os tempos, repostou um vídeo da garota, que segue fazendo sucesso e acumulando seguidores nas redes sociais. Em Tóquio-2020, o encontro das duas gerações aconteceu.

Apesar das conquistas, Rayssa relatou que já sofreu preconceito na escola e de familiares por escolher praticar skate. “Eu ficava meio triste, mas queria mostrar para minha família que skate não é só coisa de menino. É como futebol. Futebol, muita gente acha que é só para menino, e eu queria mostrar que skate não é só para menino. Essa foi uma das motivações para evoluir mais", contou em entrevista à ESPN Brasil.

Após subir no pódio, a Fadinha fez questão de lembrar o apoio que recebeu do pai e da mãe para fazer a história com tão pouca idade e deixou uma mensagem de inspiração. "Se você pode sonhar você pode realizar. Não desista dos seus sonhos, persista que tudo vai dar certo", destacou a jovem skatista, em entrevista à TV Globo.

A prata da maranhense em Tóquio reforça que não há espaço para preconceitos no skate, um esporte democrático e que, em sua estreia no programa olímpico, já garantiu duas medalhas ao Brasil. No domingo, Kelvin Hoefler conquistou a prata no street masculino. "É muito louco. Saber que no início só minha mãe e meu pai me apoiavam e saíam com a cara e coragem para eu poder estar aqui. Skate é, sim, para todo mundo".

A medalha de Rayssa — e a de Kelvin Hoefler, na madrugada anterior — é um ápice de uma história de altos e baixos. O skate se popularizou no Brasil na década de 1980, especialmente em São Paulo. A prática não era bem vista e tinha o parque do Ibirapuera como um espaço de reunião. 

O decreto municial 25.871, do então prefeito Jânio Quadros, limitou a prática aos fins de semana. Após uma nova manifestação dos esportistas, pedindo o fim da proibição, novo decreto proibiu a circulação de skatistas.

A prática só foi liberada seis meses depois com a eleição Luiza Erundina, eleita com a promessa de liberar o skate. Isso foi em 1989, quase 20 anos antes do nascimento da Fadinha. (Wanderson Trindade, Nadine Lima / Especial para O POVO e Júlia Duarte / Especial para O POVO, com Agência Estado)

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