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Tri invicto da Copa do Nordeste pode coroar ascensão do Ceará

O ano de 2021 é promissor, dentro de um cenário de clube organizado e estruturado financeiramente, e pode superar o vitorioso 2020
13:32 | Mai. 07, 2021
Autor Lucas Mota
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Lucas Mota Repórter na editoria de Esportes
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Tipo Notícia

O tri da Copa do Nordeste pode coroar a ascensão do Ceará nos últimos sete anos. Neste período, o time do Porangabuçu conquistou duas vezes o regional e o Campeonato Cearense, voltou a elite do futebol brasileiro, onde se mantém desde 2018, disputou as quartas de final da Copa do Brasil, fez a melhor campanha na Série A e se classificou para a Sul-Americana. O ano de 2021 é promissor, dentro de um cenário de clube organizado e estruturado financeiramente, e pode superar o vitorioso 2020.

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A ascensão alvinegra foi destaque na imprensa espanhola. O jornal AS classificou o Ceará como a "sensação do futebol sul-americano". O crescimento do Vovô passa pela gestão bem implementada sob o comando do presidente Robinson de Castro, que assumiu no fim de 2015 e foi reeleito em 2018, com investimentos na estrutura do clube e capacitação profissional, na base e no elenco principal. O processo foi gradativo. A agremiação cearense precisou superar momentos de dificuldades para se manter no caminho em busca da consolidação no cenário nacional.

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Antes de chegar ao estágio atual, o Ceará conquistou o primeiro título na Copa do Nordeste de forma invicta em 2015. Com o destaque do plantel e sem estrutura financeira para manter os jogadores, o clube sofreu desmanche e passou sufoco na sequência da temporada. O time lutou até a última rodada para permanecer na Série B e evitar o rebaixamento para a terceirona. No ano seguinte, o Alvinegro teve jornada abaixo sem qualquer troféu.

O ponto de virada veio em 2017. Em meio às dificuldades, a equipe conseguiu encaixar após a chegada do técnico Marcelo Chamusca. Com a terceira melhor campanha da Série B daquele ano, o Vovô carimbou o retorno ao Brasileirão após seis anos ausente.

As permanências consecutivas na Série A permitiram o Ceará movimentar o caixa, gerar receita e se estruturar. Após as temporadas de sufoco em 2018 e 2019 para ficar na primeira divisão, o Alvinegro chegou a 2020 disposto a investir na formação do time. Os resultados vieram dentro de campo.

A equipe do Porangabuçu registrou a temporada mais vitoriosa da história do clube. Sob o comando do técnico Guto Ferreira e com Vina inspirado dentro de campo, o Vovô conquistou o bi do Nordestão de forma invicta, terminou em 11º na Série A - a melhor campanha do time na era dos pontos corridos da competição, chegou até as quartas de final da Copa do Brasil depois de nove anos e garantiu vaga para a Sul-Americana.

Para 2021, a diretoria do clube manteve os investimentos e formou um elenco ainda mais forte para tentar repetir ou melhorar o desempenho da temporada passada. Entre as movimentações no mercado da bola, o Ceará pagou quase R$ 10 milhões para adquirir Steven Mendoza, Lima e Messias.

O Alvinegro mudou de status no mercado. O clube é conhecido pela organização financeira, por pagar em dia, algo raro no futebol brasileiro, ter as contas equilibradas e capacidade de investimentos milionários para comprar jogadores. Da mesma forma, a diretoria consegue suportar o assédio a atletas importantes da equipe e mantê-los com valorização salarial, como foi com Vina e até mesmo o técnico Guto Ferreira.

Erguer a "Orelhuda" no sábado pode ser o pontapé para superar a temporada de 2020. O time ainda lidera o grupo C na Sul-Americana, faltando três jogos para o fim da fase de grupos e a definição dos classificados. Na Copa do Brasil, o Vovô terá pela frente o Fortaleza na terceira fase da competição.

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