Corpo de Zagallo é sepultado no Rio de Janeiro sob aplausos
O enterro foi no cemitério São João Batista, onde o corpo chegou num carro do Corpo de Bombeiros
Foi sepultado no final da tarde deste domingo (7) o corpo do ex-técnico Mário Jorge Lobo Zagallo, no cemitério São João Batista, zona sul do do Rio de Janeiro.
O caixão saiu da sede da CBF, na zona oeste da cidade, sobre um carro do Corpo de Bombeiros e depois carregado por militares até o túmulo. Os aplausos se estenderam desde a partida até o sepultamento. Em 1950, Zagallo era policial do Exército e assistiu fardado à decisão histórica da Copa do Mundo entre Brasil e Uruguai, no Maracanã.
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Poucas estrelas do futebol compareceram ao enterro. Entre elas, Cafu, capitão da seleção brasileira pentacampeã mundial (2002). “Foi uma relação que começou em 1993, de pai e filho, técnico e jogador”.
Zagallo morreu no fim da noite de sexta-feira, 5, no hospital Barra D'Or, no Rio de Janeiro, onde havia sido internado em 26 dezembro. Ele sofreu falência múltipla dos órgãos. Ele foi o único na história do futebol a conquistar quatro títulos mundiais, dois como jogador (1958 e 1962), um como técnico (1970) e um como coordenador técnico (1994).
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Inicialmente, apenas familiares e amigos poderiam participar da última despedida ao ex-treinador e jogador. Mas admiradores e fãs - com camisas da seleção Brasileira, do Botafogo, Flamengo e outros clubes - comparecer ao enterro, rendendo as últimas homenagens ao Velho Lobo.
Aplausos não faltaram no adeus a Zagallo, sepultado no jazigo da família, ao lado da mulher Alcina, com quem foi casado por 57 anos, teve quatro filhos, seis netos, três bisnetos e foi responsável superstição do número 13.
Zagallo era o último vivo da lista dos 11 titulares da seleção brasileira que jogou a final da Copa de 1958, na Suécia, contra o time da casa, quando o Brasil ganhou o primeiro dos cinco mundiais. O penúltimo havia sido Pelé, em dezembro de 2022.