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Coronavírus
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Vacina Oxford/AstraZeneca chega ao Ceará nos próximos dias, anuncia Camilo

O novo lote deverá ser menor que o anterior, que era de 6 milhões de doses para todo o Brasil. Agora serão 2 milhões para o País

14:07 | 22/01/2021
Depois da Coronavac, Ceará deve receber vacina de Oxford (Foto: Oli SCARFF / AFP)
Depois da Coronavac, Ceará deve receber vacina de Oxford (Foto: Oli SCARFF / AFP)

O Ceará deverá receber nos próximos dias novo lote de vacinas contra Covid-19. O governador Camilo Santana (PT) publicou nas redes sociais que a vacina Oxford/AstraZeneca chegará ao Estado. Após contratempos, 2 milhões de doses devem chegar ao Brasil vindas nesta sexta-feira, 22, da Índia. O governador disse que conversou sobre o assunto com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e com a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade.

A eficácia da Oxford/AstraZeneca é de 70%.


"Farei todo o esforço necessário para agilizar essa imunização dos cearenses. Enquanto a vacina não chega para todos, devemos continuar tomando os cuidados para evitar a contaminação. Houve aumento considerável de casos e, somente com a prevenção, conseguiremos evitar que esse aumento continue e evitar que mais cearenses percam a vida", disse Camilo.

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Conheça como funciona a vacina Oxford-Astrazeneca

A vacina fabricada pela farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford foi licenciada para uso em países como Reino Unido, Índia, Argentina e agora Brasil. A meta é disponibilizar cerca de 3 bilhões de doses em 2021, como informou em novembro Adrian Hill, diretor do Instituto Jenner de Oxford. Produzir uma vacina global exigiu estabelecer "cadeias de fornecimento regionais com mais de 20 parceiros de 15 países", consta da declaração em vídeo do vice-presidente de Operações Biológicas Globais da AstraZeneca, Per Alfredsson, no site da companhia. Os primeiros lotes da Europa virão da Alemanha e Bélgica, comentou à imprensa, em dezembro, Ian McCubbin, chefe de fabricação da Força-Tarefa de Vacinas britânica.

Vírus enfraquecido:

Chamada de ChAdOx1 (AZD1222), a proteção é baseada no adenovírus (grupo de vírus que causam problemas respiratórios, como resfriados) enfraquecido de um chimpazé. A opção também contém a sequência genética das espículas do SARS-CoV-2. “Quando a vacina entra nas células dentro do corpo, ela usa o código genético para produzir as espículas de proteínas do vírus. Isso induz a uma resposta imune, o que prepara o sistema imunológico para atacar a doença se ela infectar o corpo”, explica a universidade britânica em um comunicado publicado em seu site oficial.

Segurança:

A Oxford também garante que a vacina é segura para crianças, idosos e também pessoas com doenças prévias e consideradas de risco nos casos do coronavírus, como diabetes.

Efeitos colaterais:

Na empresa britânico-sueca AstraZeneca, que desenvolveu sua vacina em parceria com a Universidade de Oxford, um incidente durante testes clínicos em setembro causou agitação: um paciente sofreu inflamação da medula espinhal após a vacinação. O processo foi interrompido brevemente até que um painel independente de especialistas determinou que a inflamação não estava relacionada à vacinação. Com a vacina da AstraZeneca, também ocorreram apenas as típicas reações de vacinação, como dor no local da injeção, dor muscular e dor de cabeça, além de fadiga. As reações de vacinação foram menos frequentes e mais suaves em indivíduos mais velhos.

Produção:

As doses também serão fabricadas pelo Serum Institute of India, o maior fabricante de vacinas do mundo. Segundo um acordo assinado entre Fiocruz e AstraZeneca/Oxford, 100 milhões de doses serão produzidas a partir do princípio ativo importado do parceiro da AstraZeneca na China, que então será preparado, envasado e rotulado no Brasil. Durante o segundo semestre de 2021, a Fiocruz terá o controle total da tecnologia e passará a produzir também o princípio ativo no país. As informações são da revista Exame.

Eficácia:

Para a AstraZeneca, a Anvisa confirmou a eficácia global do imunizante em 70,42%.

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Com agências