União Brasil expulsa Celso Sabino após ele ficar no governo Lula

Celso Sabino é expulso do União Brasil após permanecer no governo Lula

Sabino é ministro do Turismo do Governo Lula e se recusou a deixar a gestão federal mesmo após determinação da sigla

União Brasil expulsou Celso Sabino, atual ministro do Turismo no Governo Lula, dos quadros do partido. A executiva nacional da sigla se reuniu em Brasília, na tarde desta segunda-feira, 8, e tomou a decisão por unanimidade, conforme o colunista Guilherme Gonsalves antecipou antes do início da reunião.

Sabino permaneceu no cargo de ministro mesmo após determinação, em setembro, para que filiados pedissem exoneração de cargos ou funções comissionadas no Governo Federal. "A expulsão decorre de uma representação apresentada contra Sabino, que permaneceu no Governo Federal, em atitude contrária a uma determinação do partido anunciada em setembro envolvendo todos os filiados", informou a legenda em nota.

Sabino também foi retirado do comando do partido no Pará, estado pelo qual é deputado federal licenciado, que passará a ser gerido por uma comissão provisória. Em setembro, o União Brasil determinou que políticos filiados ao partido deveriam entregar os respectivos cargos que ocupassem no Executivo, sob o risco de sanções por "infidelidade partidária" para aqueles que se negassem a cumprir a determinação.

Confira a nota completa:

"A Comissão Executiva Nacional do União Brasil decidiu, durante reunião realizada na tarde desta segunda-feira, 8, pela expulsão com cancelamento de filiação do deputado federal e atual ministro do Turismo, Celso Sabino.

A expulsão decorre de uma representação apresentada contra Sabino, que permaneceu no Governo Federal, em atitude contrária a uma determinação do partido anunciada em setembro envolvendo todos os filiados.

Atendendo a outra representação, a Comissão deliberou sobre a intervenção no Diretório Estadual do Pará, que passa a ser presidido por uma Comissão Executiva Interventora".

Sabino optou por permanecer no Governo Lula

Em setembro, a federação formada por União Brasil e PP anunciou que os filiados deveriam entregar os cargos no governo em 24 horas, sob a pena de sofrerem punições. Na ocasião, ficou determinado que todos os filiados com mandato que possuiam algum cargo na administração federal deveriam renunciar às funções, incluindo os ministros de Estado. 

Sabino disse que optou por continuar do governo para não abandonar programas em execução, especialmente às vésperas da realização da COP 30, no Pará, estado de origem de Sabino.

“Minha exclusão do quadro do partido deu-se pelo fato de eu continuar ajudando o Pará, de eu continuar trabalhando no Ministério do Turismo servindo ao Brasil, optando pela escolha que eu entendo e a grande maioria dos brasileiros entendem, que é o melhor projeto para o país, que é o projeto comandado pelo presidente Luiz inácio Lula da Silva”, disse Sabino nas redes sociais nesta segunda-feira.

O deputado disse que sai do partido com a cabeça erguida e ficha limpa.

“Me pediram para sair em 24 horas, faltando menos de um mês para a COP 30. Eu não teria essa irresponsabilidade de fazer isso”, completou.

Embate com Caiado

À época dos embates internos, o governador de Goiás e pré-candidato a presidente da República, Ronaldo Caiado (União Brasil), criticou Sabino afirmando que ele não poderia continuar filiado, enquanto integrava o governo do petista.

"Não se pode servir a dois senhores: ser soldado do Lula e, ao mesmo tempo, representar um partido que já declarou oposição ao governo", disse Caiado na oportunidade.

Sabino rebateu as alegações alfinetando o então correligionário: "Quando ele atingir 1,5% nas pesquisas (para as eleições presidenciais de 2026), eu respondo". A declaração tem tom provocativo e fazia referência a uma frase dita pelo próprio Lula, em disputa contra Caiado, durante um debate em 1989, quando o petista e o governador disputaram a Presidência. 

Diretório do Pará

O União Brasil também decidiu fazer uma intervenção no Diretório Estadual do Pará, que passa a ser presidido por uma Comissão Executiva Interventora. Para Sabino, a decisão foi injusta e equivocada. 

“Intervieram sem que o Diretório tivesse feito nenhuma infração regimental, descumprido qualquer determinação do partido. É uma decisão injusta e até absurda. O Diretório foi eleito regimentalmente respeitando todas as regras do partido e possuía uma cadeia sucessória”, disse o ministro. 

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