Três novas empresas do Ceará recebem selo ESG-Fiec de práticas sustentáveis
O certificado reconhece práticas sustentáveis adotadas pelas instituições. Além do recebimento, a empresa BSPar Incorporações recebeu recertificação
15:25 | Jan. 27, 2026
A 13ª edição do Selo ESG-Fiec, promovida pela Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), certificou a Companhia Docas do Ceará (CDC), a Terminais Portuários Ceará (Tecer) e a Linhas & Cores. Já a BSPar Incorporações, certificada em 2024, passa por recertificação. A cerimônia ocorreu nesta terça-feira, 27.
A certificação reconhece práticas sustentáveis adotadas por empresas cearenses. A premiação chancela instituições que atendem a critérios ambientais, sociais e de governança (ESG). Ao todo, 36 empresas, de diferentes setores e portes, já foram certificadas ao longo das edições.
Compromisso contínuo com o ESG
Segundo o presidente da Fiec, Ricardo Cavalcante, a certificação não se encerra com a entrega do selo.
"Não tenha dúvida: quando a indústria, quando a empresa ganha um selo, no dia seguinte ela tem que estar cumprindo todas aquelas obrigações às quais ela apresentou", declara o presidente.
A 13ª edição do selo também reconhece empresas de perfis distintos. A Linhas & Cores foi a única empresa de médio porte certificada nesta edição.
Enquanto a Companhia Docas do Ceará se destaca como a única empresa pública federal entre as premiadas.
Para a diretora financeira da indústria de confecções Linhas & Cores, Elisa Pinto, o selo representa mais do que reconhecimento.
"Todas as empresas, independente do segmento e do porte, precisam se adaptar às novas demandas. O selo ESG foi uma grande conquista, mas também um grande retorno, porque nos proporcionou revisitar processos, estrutura e valores", diz.
Leia mais
Já a gestora do Núcleo ESG da Fiec, Alcileia Farias, reforça que o processo envolve capacitação e estratégia.
"É um processo que perpassa várias etapas de preparação, engajamento e percepção de valor da marca. A certificação concretiza a imagem da empresa como sustentável e comprometida com a qualidade de vida e com a preservação dos recursos naturais", afirma.
Ela destaca ainda o protagonismo da Fiec no cenário nacional: "Essa certificação é um diferencial do mercado cearense e contribui para compromissos do Brasil em agendas globais e internacionais".
Novos investimentos para 2026
As empresas certificadas também anunciaram novos investimentos alinhados aos princípios ESG.
Na Tecer, o destaque é a aquisição de um novo guindaste portuário híbrido, movido à eletricidade e diesel.
Segundo o diretor da empresa Carlos Maia, será o primeiro equipamento do tipo, de fabricação chinesa, a operar no Porto do Pecém.
Leia mais
O investimento integra um conjunto de projetos estratégicos em andamento no complexo portuário, com foco em crescimento logístico e atração de novas cargas para o Ceará.
Na Linhas & Cores, os planos para 2026 incluem a expansão da marca para outros estados, além do fortalecimento da economia circular.
"Somos um grande gerador de resíduos e nosso desafio é diário. Conseguimos readaptar processos e destinar corretamente os retalhos, que hoje retornam à economia em forma de novos produtos", afirma Elisa.
A BSPar Incorporações, recertificada após receber o primeiro selo em 2024, mantém um ritmo acelerado de lançamentos no setor imobiliário.
De acordo com o fundador Beto Studart, a empresa prevê um novo projeto a cada três ou quatro meses, "sem abrir mão da qualidade".
"O ESG deu o formato final daquilo que nós queríamos ser. Ele veio para carimbar e comprovar práticas que já faziam parte da nossa cultura", assegura Beto.
Impactos do cenário internacional
As empresas também comentaram os reflexos do cenário internacional nos negócios. Para a BSPar, a principal influência está na variação do preço do aço.
"A ESG entra como critério central. A construção consome muitos recursos e tudo isso precisa ser minimizado", destaca Stuart.
Na Linhas & Cores, o impacto ocorre de forma indireta, devido à importação de insumos.
"O custo dos tecidos é afetado, e nem tudo pode ser repassado ao consumidor. A saída é automatizar, inovar e readequar processos", explica a diretora financeira.
Leia mais
O que esperar da Feira da Indústria da Fiec
Durante a cerimônia, Ricardo Cavalcante também comentou as expectativas para a Feira da Indústria da Fiec, que acontece nos dias 9 e 10 de março, no Centro de Eventos do Ceará.
"É um sucesso total. Quase tudo vendido. O desafio agora é espaço", ressalta. A programação contará com a participação de universidades, escolas e estudantes.
"O objetivo é mostrar a importância da indústria na vida do cidadão e aproximar os jovens do setor produtivo", conclui o presidente da Fiec.