Paralisação de terceirizados da UFC se encerra após pagamento
Foram dez dias de movimento nos três campi da universidade em Fortaleza. Segundo o sindicato, os atrasos salariais não são pontuais e o problema se arrasta há anos
A paralisação dos terceirizados que atuam na Universidade Federal do Ceará (UFC) se encerrou nesta quarta-feira, 21 de janeiro, após dez dias e com a formalização do pagamento dos salários e direitos em atraso, referente ao mês de dezembro do ano passado.
Os últimos valores que faltavam foram repassados aos cerca de 400 trabalhadores ligados à empresa LDS.
O movimento foi realizado desde o dia 12 de janeiro, todos os dias, nos campi da universidade em Fortaleza: Pici, Porangabuçu e Benfica, segundo o Sindicato dos Trabalhadores Prestadores de Serviços Terceirizados em Asseio e Conservação, Serviço Administrativo, Administração de Mão de Obra e de Limpeza Pública e Privada no Estado do Ceará (Seeaconce).
A entidade detalha que foram entre 600 e 650 trabalhadores prejudicados pelo atraso do salário e dos benefícios, como vale-transporte, vale-alimentação e cesta básica.
Da LDS eram pessoas de limpeza/zeladoria. Na Florart se concentravam poda e jardinagem. E da empresa Solução constavam trabalhadores de portaria, que apesar de seguirem com salário atrasado mantiveram atividades após receber vale-transporte e vale-alimentação.
“O Seeaconce agradece pela confiança, parabeniza a categoria pela luta e ressalta que vai seguir na luta para serem evitados novos atrasos de salários e direitos dos trabalhadores terceirizados atuantes na UFC, realidade que infelizmente se tornou bastante frequente, nos últimos anos, com problemas de repasses de recursos”, frisou, em comunicado de encerramento.
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A paralisação se iniciou após uma tentativa frustrada de negociação com a administração da universidade.
Chegou a haver reunião com o superintendente de Infraestrutura da UFC, Renato Guerreiro, na qual o sindicato propôs um regime de revezamento para minimizar os impactos.
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Segundo o sindicato, os atrasos salariais não são pontuais e o problema se arrasta há anos, desde quando os trabalhadores ainda eram vinculados à empresa Criart, do mesmo grupo econômico da LDS.
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“Em 2025, só esse ano, foram cerca de seis atrasos de salário. Agora, em 2026, o que está em atraso ainda é o salário de dezembro. É uma situação recorrente”, denunciou.