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Maior cometa já identificado tem 150 km de diâmetro, mas não ameça a Terra

O cometa Bernardinelli-Bernstein foi detectado em 2014 e identificado pela primeira vez apenas neste ano. Ele é 31 vezes maior do que cometas geralmente vistos por astrônomos, mas não representa ameaça à Terra
20:07 | Out. 05, 2021
Autor Mateus Brisa
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Mateus Brisa Estagiário
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Tipo Notícia

Detectado em 2014, o cometa Bernardinelli-Bernstein foi identificado pela primeira vez apenas neste ano. Ele tem 150 quilômetros de diâmetro, o que é cerca de 31 vezes maior do que cometas geralmente vistos por astrônomos. Inicialmente, ele foi confundido com um planeta anão, e só depois os cientistas que o descobriram perceberam que se tratava de um cometa.

Em entrevista à BBC News Brasil, um dos pesquisadores responsáveis pela descoberta, Gary Bernstein afirmou que o cometa em questão não aparece pelo Sistema Solar há mais de três milhões de anos. “Temos o privilégio de ter descoberto talvez o maior cometa já visto — ou pelo menos maior do que qualquer um bem estudado — e o flagramos cedo o suficiente para que as pessoas o vissem evoluir à medida que se aproxima e aquece”, disse.

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Apesar de grande, cometa não representa ameaça à Terra

Segundo dados da Nasa, a agência espacial estadunidense, há atualmente 3.743 cometas conhecidos. Normalmente, esses corpos têm de três a cinco quilômetros de diâmetro; o Bernardinelli-Bernstein, porém, tem como diâmetro a distância entre a capital do Rio de Janeiro e Cabo Frio, no interior do estado. Apesar disso, não há motivo para pânico, pois a órbita deste cometa está muito longe da Terra, portanto não haverá uma colisão.

O cometa está tão longe, segundo os cientistas, que a estimativa é de que ele demore milhões de anos para dar um giro em torno do Sol. A Terra realiza o movimento em 365 dias, formando um ano. O Bernardinelli-Bernstein estará mais perto do nosso planeta por volta de 21 de janeiro de 2031; ainda assim, sua distância do Sol será de 1,6 bilhão de milhas.

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