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NOTÍCIA

Homem é preso por fingir ser PF durante buscas por Lázaro em Goiânia

Prisão ocorreu na BR-070, rodovia que está sendo monitorada como parte da operação de captura do assassino. O falso policial foi preso em flagrante por falsidade ideológica e usurpação da função pública

19:58 | 20/06/2021
Policiais procuram o homem em mata local. (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Policiais procuram o homem em mata local. (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Um homem de 23 anos foi preso na noite de sábado, 19, por tentar se passar por um policial federal nas buscas por Lázaro Barbosa, suspeito de uma série de crimes no Distrito Federal. A prisão ocorreu na BR-070, em Cocalzinho de Goiás (GO), rodovia que está sendo monitorada como parte da operação de captura do assassino em série, foragido há 12 dias.

O homem abordou equipes da busca por Lázaro e afirmava ser um agente federal e estar atrasado para encontrar sua própria equipe, que estaria mais à frente. Em outra situação, ele solicitou auxílio de policiais para desarmar uma pessoa bêbada em uma propriedade rural próxima. A Polícia Militar de Goiás (PM-GO) atendeu à suposta ocorrência.

Ao retornar à base de apoio da Operação Lázaro, os militares foram informados de que o homem não pertencia à PF. Ele foi preso em flagrante por falsidade ideológica e usurpação da função pública. As informações foram divulgadas em nota pela PM-GO, da Polícia Rodoviária Federal do Distrito Federal e da Polícia Federal, autarquias envolvidas na captura.

Caso Lázaro

Lázaro Barbosa de Souza, 33, conhecido nas redes sociais como "serial killer de Brasília", está há 12 dias foragido e causando pânico na população das regiões por onde passa. Escondendo-se em áreas de mata, sítios e chácaras, o homem é procurado como principal suspeito de ter cometido uma chacina de uma família na cidade de Ceilândia do Norte (DF).

Lázaro segue desaparecido
Lázaro segue desaparecido (Foto: Reprodução/TV Globo)

A execução ocorreu na quarta-feira, 9 de junho, quando Lázaro invadiu a residência da família Vidal Marques. A Polícia começou a desvendar o crime quando encontrou impressões digitais do individuo na chácara onde a família foi executada. O homem teve a ficha criminal levantada, e a investigação descobriu que ele já havia cometido uma série de agressões.

Mais de 200 policiais federais, civis, militares e rodoviários federais seguem em busca do suspeito atualmente. Os agentes utilizam equipamentos de alta tecnologia, como um caminhão de videomonitoramento, para conseguir localizar o criminoso e fecharam um cerco de cerca de 10 quilômetros quadrados nas estradas da região onde ele está sendo procurado.

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