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Justiça decide: só desembarca no Ceará passageiro com teste ou duas doses de vacina

Pedido do governador Camilo Santana é tentativa de conter a variante Delta
10:52 | Ago. 11, 2021
Autor - Redação O POVO
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Tipo Noticia

A Justiça Federal decidiu que só será permitido desembarque em aeroportos do Ceará de passageiros que comprovem vacinação completa contra Covid-19, com duas doses ou dose única no caso da Janssen, ou que apresente resultado negativo de exame RT-PCR feito até 72 horas antes do embarque.

A decisão é do juiz federal Luís Praxedes Vieira da Silva e atende pedido do Governo do Ceará, feito por intermédio da Procuradoria geral do Estado (PGE), contra a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). As restrições são tentativa de conter a variante Delta do coronavírus.

A decisão vale para voos comerciais ou voos particulares, no caso de não ter sido possível a medição no embarque.

O magistrado concedeu a tutela antecipada e determinou a notificação à Anac com máxima urgência. "Não se trata de restrição de livre locomoção pelo país, nem restrição ao direito de liberdade, mas de proteção à vida, que é um direito de alta relevância", diz o juiz na decisão.

"(...) a gravidade da situação por todos enfrentada exige a tomada de providências estatais, em todas as suas esferas de atuação, sempre através de ações coordenadas e
devidamente planejadas pelos entes e órgãos competentes, e fundadas em informações e dados científicos comprovados", acrescenta Silva.

A ação judicial havia sido anunciada pelo governador Camilo Santana (PT) na última sexta-feira, 6, como forma de conter os casos da variante Delta, que já somava àquela altura 15 diagnósticos no Estado, todos de passageiros vindos de outros estados.

 

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Opas vai facilitar acesso a vacinas por meio de Fundo Rotatório

INTERNACIONAL
13:44 | Ago. 11, 2021
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A diretora da Organização Pan-americana de Saúde (Opas), Carissa Etienne, anunciou nesta quarta-feira que o órgão buscará facilitar o acesso de países da região a vacinas contra a covid-19 por meio do Fundo Rotatório. O mecanismo de cooperação técnica da Opas, que já opera há décadas, será uma alternativa à iniciativa Covax.
"Graças a esse sistema e nossa experiência, estamos em uma posição única para fornecer vacinas contra a covid de forma rápida, segura e equitativa", disse Etienne durante uma coletiva de imprensa.
De acordo com a diretora, as primeiras doses obtidas por meio do Fundo Rotatório devem ser entregues no último trimestre do ano.
Assim como na Covax, os países precisarão contribuir financeiramente com o fundo para ter acesso aos produtos.
Segundo Etienne, há tendências promissoras da pandemia na América do Sul.
Ela destacou quedas "substanciais" de novos casos de coronavírus em países como Colômbia, Bolívia, Paraguai e Uruguai. Ela também afirmou que houve um declínio das infecções no Brasil.
"Onde as vacinas estão disponíveis, casos graves de covid-19 são raros", disse Etienne.
A diretora da Opas ressaltou que garantir o acesso dos países da região aos imunizantes é a maior prioridade do órgão.
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Senadores da CPI vão propor projeto para anular sigilo da Covaxin

POLÍTICA
13:34 | Ago. 11, 2021
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Senadores da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid vão protocolar um projeto de decreto legislativo no Senado para anular os atos do Ministério da Saúde que negaram acesso a documentos sobre a compra da vacina indiana Covaxin, alvo da CPI, impondo sigilo aos dados.
O projeto foi anunciado pelo relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), durante reunião da comissão nesta quarta-feira, 11. A proposta será assinada por Renan e pelo presidente do colegiado, Omar Aziz (PSD-AM), além de outros integrantes da comissão de investigação. Um projeto de decreto legislativo precisa ser aprovado pelo Senado e pela Câmara para anular os atos do Executivo.
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Israel planeja impor restrições após alta em casos provocada pela variante delta

INTERNACIONAL
13:14 | Ago. 11, 2021
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Israel está considerando impor novos "lockdowns" e estender as doses de reforço das vacinas contra a covid-19 às pessoas com mais de 50 anos, depois que o número de novas infecções atingiu o maior nível desde fevereiro. A previsão do governo é que o número de pacientes internados pelo novo coronavírus dobre a cada dez dias, atingindo 4.800 pessoas - metade delas com casos graves - até 10 de setembro, segundo o jornal Haaaretz.
Quase 80% da população adulta do país já foi totalmente vacinada, uma das maiores taxas do mundo, porém mais de 6 mil pessoas foram testaram positivo para a covid-19 na segunda-feira, dia 9, segundo o Ministério da Saúde. Quase 650 pessoas estão hospitalizadas, sendo 400 em condições críticas, informou o ministério, o maior número desde março.
Cerca de 150 desses pacientes não estão totalmente vacinados. Israel atingiu o maior número de casos graves em janeiro, com 1.200 pacientes - cerca de metade do número previsto para o mês que vem. Devido a esta projeção, o primeiro-ministro Naftali Bennett e o ministro da Saúde Nitzan Horowitz decidiram na terça-feira, 10, adicionar novos leitos hospitalares cada vez que o número de pacientes dobrar.
Pelo acordo, que será levado ao gabinete responsável melo manejo da pandemia para aprovação nesta quarta-feira, quando dobrar o número de pacientes internados por covid-19, serão acrescentados 100 novos médicos, 500 enfermeiros e 200 paramédicos, pessoal de limpeza e pessoal administrativo.
Segundo os dados do governo de Israel, idosos não vacinados têm cinco vezes mais probabilidade de apresentar quadros graves de covid do que os idosos imunizados. Pessoas vacinadas têm cinco a 10 vezes mais resistência contra a covid do que não vacinadas.
Pouco menos de 5% dos testes de covid-19 estão dando positivo, num sinal de que o país está em meio a um grande aumento dos casos, alertou Salman Zarka, autoridade máxima do governo no combate à pandemia. Israel encontra-se em um "ponto crítico para a nossa saúde, para as nossas vidas e para a nossa economia", disse ele.
Por ser o primeiro país a iniciar um esforço em massa de vacinação e o primeiro a reabrir toda a economia, depois de vacinar totalmente quase 70% de sua população adulta com a vacina da BioNTech/Pfizer até o começo de abril, os israelenses tiveram um período de liberdade pós-pandemia.
Mas agora, com estudos mostrando que a eficácia da vacina está caindo entre as pessoas com mais de 60 anos, algumas das quais receberam suas primeiras doses em dezembro, Israel também foi o primeiro país a iniciar a aplicação das doses de reforço.
O país não esperou a aprovação das doses de reforço da Pfizer pela Agência de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA) e já aplicou a terceira dose para cerca de 2 mil pessoas imunodeficientes semanas atrás, antes de estendê-la a todas as pessoas com mais de 60 anos em 1º de agosto. Cerca de 600 mil israelenses idosos receberam a terceira dose, que em breve poderá ser oferecida também às pessoas com mais de 50 anos.
A experiência de Israel com a variante Delta do coronavírus e a vacina da Pfizer estão sendo observadas atentamente pelos EUA e a Europa,enquanto eles consideram a autorização das terceiras doses em suas populações mais velhas.
Bennett disse na quarta-feira que 90% das novas infecções ocorreram em pessoas com 50 anos ou mais. "Peço a todos os cidadãos com mais de 50 anos que sejam muito cuidadosos nas próximas semanas."
O rápido aumento do número de casos ameaça frustrar os planos do governo de manter a economia aberta. As autoridades israelenses já consideram impor um "lockdown" nos feriados judaicos de setembro, quando as famílias tendem a visitar os avós, para assim romper a cadeia de contágio.
Um "lockdown" é visto como último recurso e sua restrição aos feriados teria um impacto menor sobre a economia, disse uma autoridade do Ministério das Finanças.
"Se as pessoas forem vacinadas o mais rapidamente possível, então não haverá necessidade de um lockdown", disse a autoridade, que pediu para não ser identificada. "Analisamos os gráficos diariamente e no momento há vacinas suficientes, mais do que suficientes, para todos aqueles que quiserem uma dose, duas ou três".
Medidas restritivas
O comitê ministerial também deve aprovar um esquema de passaporte da vacina expandido, abrindo alguns serviços e locais apenas para pessoas que estão vacinadas ou se recuperando, bem como limitando as reuniões a 50 pessoas dentro de casa e 100 pessoas ao ar livre, juntamente com a introdução de testes rápidos de covid.
Zeev Feldman, médico chefe da unidade pediátrica do Sheba Medical Center, disse ao Haaretz que adicionar pessoal extra é necessário, mas insuficiente. "Não é possível recrutar 100 médicos em agosto para resolver o problema", disse ele. "Precisamos de especialistas em terapia intensiva e leva anos para treiná-los".
Feldman acrescentou: "você não pode montar um sistema de saúde em um piscar de olhos durante uma crise - você precisa construí-lo para o longo prazo. Isso não tem acontecido nos últimos anos, então agora somos forçados a cenários de emergência."
O sistema precisa de reforço em todos os níveis, disse Feldman, "médicos, profissionais de enfermagem e paramédicos e qualquer pessoa que possa ajudar a arcar com o fardo". Ele acrescentou que espera que os aumentos de pessoal não sejam revertidos depois que a crise passar, como o Ministério das Finanças recentemente tentou fazer ao eliminar 600 empregos na área de saúde que foram criados durante a pandemia.
O professor Nadav Davidovitch, presidente da Associação de Médicos de Saúde Pública, também criticou a decisão. "Estamos sempre tentando tomar medidas preventivas, mas estamos sempre respondendo tarde demais. Já existe aglomeração nos hospitais e na comunidade - não apenas por causa do coronavírus - e isso está dificultando o tratamento. Portanto, precisamos [do aumento de pessoal] agora, e não sob a condição de aumento de casos de infecção", disse ele. (Com agências internacionais).
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Covid-19: lote de 37 mil doses é pouco para retomar vacinação no Rio

Saúde
12:49 | Ago. 11, 2021
Autor Agência Brasil
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A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMS) recebeu na manhã de hoje (11) um lote com 37.962 doses de vacinas contra a covid-19. Segundo o órgão, essa quantidade não é suficiente para vacinar o grupo de 24 anos, que estava previsto para hoje no calendário de imunização por idade, estimado em 68 mil pessoas.

O anúncio da suspensão foi feito ontem e hoje os postos de vacinação estão aplicando a primeira dose apenas em adultos com mais de 50 anos, em pessoas com deficiência, gestantes e puérperas a partir de 18 anos. A segunda dose também está mantida, conforme a data marcada no cartão de vacinação.

Segundo o secretário Municipal de Saúde, Daniel Soranz, a entrega de hoje foi a menor feita até o momento e a retomada do calendário por idade depende de o Ministério da Saúde enviar mais doses para o estado.

“A gente está esperando a confirmação do Ministério da Saúde, tem muitas doses lá ainda para serem distribuídas, se eles conseguirem distribuir hoje ainda, talvez a gente consiga distribuir essas doses e retomar o calendário. Estamos aguardando o Ministério da Saúde ao longo do dia, para saber quantas doses vão chegar. Permanece suspensa a aplicação da primeira dose na cidade”.

O prefeito, Eduardo Paes, anunciou pelo Twitter que o calendário por idade previsto para amanhã também está suspenso.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) informou que recebeu do Ministério da Saúde, durante a madrugada de hoje, uma remessa de 98.270 doses de vacina contra covid-19, sendo 94.770 doses de Pfizer para primeira aplicação e 3.500 de Oxford/Astrazeneca para segunda aplicação.

Os municípios do Rio Janeiro, Niterói, São Gonçalo, Maricá e Itaboraí retiraram os lotes pela manhã e as demais cidades receberão a entrega amanhã (12).

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Senador aponta pagamentos de empresa a médicos para incentivar tratamento precoce

POLÍTICA
12:34 | Ago. 11, 2021
Autor Agência Estado
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O senador Otto Alencar (PSD-BA) mostrou documentos na CPI da Covid comprovando que a Vitamedic, uma das fabricantes da ivermectina no Brasil, pagou bonificações a médicos para incentivar o tratamento precoce, na contramão das evidências científicas.
A empresa aumentou os lucros com a venda do medicamento durante a pandemia de covid-19, mesmo sem eficácia comprovada cientificamente, após o uso do remédio ser incentivado pelo presidente Jair Bolsonaro. Durante depoimento do diretor executivo da Vitamedic, Jailton Batista, na CPI, Otto Alencar apresentou documentos mostrando pagamento de R$ 10 mil para médicos.
De acordo com o senador, os profissionais que receberam a bonificação promoveram o uso do medicamento como forma de prevenir a covid-19, embora não haja nenhuma comprovação científica nesse sentido. O mesmo discurso foi adotado pelo presidente Jair Bolsonaro.
Em resposta ao senador, o diretor da empresa negou relação entre o pagamento e a receita dos medicamentos. "O pagamento não foi para estimular, foi só para levantar informações", disse Batista. De acordo com ele, os médicos foram financiados para levantar informações sobre estudos em andamento.
Movimentações atípicas
Além do pagamento aos médicos, a CPI apontou para movimentações atípicas nas contas da empresa, conforme informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) citadas pela senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA). "Nós desconhecemos qualquer pagamento atípico. Nossa empresa, ela é muito...Nós somos uma empresa que é auditada por auditorias internacionais e não podemos ter esse tipo de procedimento na nossa companhia", afirmou o diretor.
'Placebo'
O vice-presidente da CPI da Covid, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), classificou como manobra da Vitamedic a troca de depoentes na sessão desta quarta-feira - do empresário José Alves Filho pelo diretor executivo Jailton Batista. "Infelizmente, hoje teremos acesso ao 'placebo', não ao 'princípio ativo'", ironizou o parlamentar.
O requerimento original, protocolado na CPI, previa a oitiva de Alves Filho, que teve sigilos telefônico, telemático, fiscal e bancário quebrados pela CPI. No entanto, em ofício enviado à comissão, o empresário argumenta que, como acionista da Vitamedic, responderia apenas sobre "investimentos fabris e novas aquisições". Ele, então, sugeriu que a CPI tomasse o depoimento de Batista, a quem caberia a administração da empresa.
"A troca do depoente da Vitamedic, de José Alves (acionista) p/ Jailton Batista (superintendente), ao nosso ver, foi uma manobra da empresa tendo em vista que o mesmo sabe bem do que se tratam as acusações", declarou Randolfe no Twitter.
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