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Coronavírus
NOTÍCIA

Com indicativo de reabertura, relembre como processo aconteceu em 2020

Algumas atividades que apresentam mais riscos sanitários, como bares e escolas, só foram retomadas após três meses do início do plano para flexibilização de setores da economia

Leonardo Maia
22:26 | 26/03/2021
Os restaurantes reabriram para consumo no local na segunda fase do plano de retomada, em junho. (Foto: Fabio Lima)
Os restaurantes reabriram para consumo no local na segunda fase do plano de retomada, em junho. (Foto: Fabio Lima)

Em live nesta sexta-feira, 26, o governador Camilo Santana (PT) indicou que a reabertura da economia e de atividades comportamentais pode começar a partir do dia 5 de abril. Isso acontecerá, no entanto, se os indicadores da doença continuarem em queda durante a próxima semana. O secretário da Saúde, Carlos Roberto Martins Rodrigues Sobrinho, o Cabeto, disse que os números começam a apresentar "tendência de platô", ou seja, possibilidade de os dados estarem se estabilizando.

Caso a tendência se confirme e o Estado siga a mesma estratégia de reabertura após o lockdown do ano passado, será possível ver a partir da primeira segunda-feira de abril a reabertura para distintos setores da economia, como o de móveis e madeira e o de artigos do lar. No dia 1º de junho de 2020, mais de 66 mil funcionários foram liberados para voltar ao trabalho, na chamada “fase de transição”.

Nessa época de flexibilização, composta por cinco etapas, o estado avançava ou regredia o nível de reabertura conforme o cenário epidemiológico de cada macrorregião de saúde do Estado. Em setembro, todas as regiões do Estado chegaram à fase 4, quando eventos com até 100 pessoas estavam liberados para acontecer. Foram três meses desde o início do plano para que esse estágio fosse atingido.

>> Confira o planejamento inicial para retomada em cada fase de reabertura do ano passado

Conforme o plano do ano passado, a decisão para retomada das atividades é baseada em dois fatores: os riscos sanitários e os aspectos econômicos e sociais. A alimentação fora do lar, por exemplo, só foi autorizada a retomar as atividades na fase dois, com horário e capacidade de operação restritos. A ideia era que os restaurantes fossem utilizados para o almoço de funcionários que já tivessem retomado as atividades.

Em relação ao retorno de aulas presenciais, o Executivo estadual preferiu rever o que tinha previsto na divulgação inicial do plano, quando estabeleceu que as escolas voltariam a funcionar na fase quatro do plano de retomada. Isso, no entanto, aconteceu apenas a partir do dia 1º de setembro, quando creches e escolas particulares para aulas da educação infantil poderão retornar com 30% dos alunos.

A decisão de adiar a retomada de algumas atividades também foi aplicada para academias, bares, shows, espetáculos e cinemas. Na época, o governador Camilo Santana apontou que a decisão foi para impedir um possível retrocesso na reabertura. “A quarta fase era praticamente liberar todo o restante, ou seja, voltar à normalidade, o que é preocupante para o comitê. Veja o que aconteceu no mundo e em estados do Brasil que abriram e tiveram de fechar de novo”, ponderou Camilo.

Manifestações

Com o planejamento para reabertura responsável, alguns dos setores acabaram ficando fechados por muito tempo, gerando insatisfação. Os profissionais de Educação Física, por exemplo, realizaram uma manifestação no dia 17 de julho para pedir o retorno de academias na Capital. Representantes do setor chegaram a apresentar dados científicos e epidemiológicos que comprovariam a liberação do funcionamento dos espaços.

Já neste ano, as reivindicações também fizeram parte da agendas de profissionais e alunos de escolas, além do setor de restaurantes e outros estabelecimentos de alimentação fora do lar. No dia 19 de fevereiro de 2020, por exemplo, pais, estudantes, diretores e funcionários de escolas particulares realizaram manifestação pela volta das aulas presenciais no Ceará.

"Nós, das escolas particulares, estamos pagando um preço muito alto, pois estamos cumpri7undo rigorosamente todo o protocolo de higienização das crianças. Isso não existe na escola pública e se ele autoriza a escola particular a funcionar e a pública não, a população da escola pública vai cair em cima dele. E ele não quer pagar esse preço", afirmou à época Neirimar Nunes, diretora de uma escola particular de Fortaleza.