Nova York está pronta para o grande desfile do Met Gala
O mundo das celebridades e o da moda se encontram nesta segunda-feira, 2, à noite para a gala do Metropolitan Museum, em Nova York
É um dos eventos mais badalados do planeta: o mundo das celebridades e o da moda se encontram nesta segunda-feira, 2, à noite para a gala do Metropolitan Museum, em Nova York, um desfile extravagante de astros para uma noite filantrópica, após duas edições marcadas pela pandemia da covid-19.
O Met Gala voltará a suscitar uma avalanche de imagens de estrelas vestidas por grandes marcas, em trajes chiques, glamourosos, inverossímeis, ou portadores de mensagens políticas, nas escadarias do Metropolitan Museum of Art.
É + que streaming. É arte, cultura e história.
"Dress code 2022" dessa festa que está entre as mais seletivas do planeta? "Gilded glamour", palavras que remetem à "Era Dourada", a idade de ouro americana do final do século XIX.
"TAX THE RICH"
Para a edição de 2021, transferida para setembro por conta da pandemia - após um cancelamento total em 2020 -, o evento foi marcado pela cantora americana Billie Eilish, transformada em Marylin Monroe com cabelo loiro platinado e vestido com cauda Oscar de la Renta na cor pêssego.
A musa da esquerda americana Alexandria Ocasio-Cortez também causou sensação com seu vestido marfim, desenhado pela estilista do Brooklyn Aurora James, riscado com letras vermelhas para formar as palavras "TAX THE RICH".
Na tradição filantrópica americana, o evento, que acontece na primeira segunda-feira de maio, destina-se a financiar o departamento de moda do Metropolitan Museum (The Costume Institute) e coincide com sua grande exposição anual, apresentada pela manhã à imprensa na presença da primeira-dama dos Estados Unidos, Jill Biden.
35.000 dólares
Para ter uma chance de brindar com artistas como Beyoncé, Justin Bieber, ou Lil Nas X, a poetisa Amanda Gorman, a influencer Emma Chamberlain, as irmãs Williams, Sharon Stone, ou mesmo Elon Musk, é preciso um convite validado pela alta sacerdotisa do evento, a poderosa editora-chefe da Vogue, Anna Wintour.
Uma formalidade para Rihanna, cujos fãs esperam uma aparição com a barriga de futura mãe. Mesmo como convidado, o ingresso é caro: US$ 35 mil para um assento de jantar, ou de US$ 200 mil a US$ 300 mil a mesa, segundo números não oficiais para 2021. Isso totaliza mais de US$ 16 milhões, conforme estimativas.
O evento acontece no momento em que jornalistas e editores da Vogue e de outros veículos do grupo Condé Nast (GQ, Vanity Fair, Glamour, etc) lançam um movimento para a criação de um sindicato, lembrado nas redes sociais com um pastiche de capa da Vogue: "Met Gala 2022, a mais longa noite de trabalho".
Extravagância
Nos degraus que levam ao evento, todas as excentricidades são possíveis. Em 2019, o cantor e ator Billy Porter apareceu como o deus do sol, abrindo asas douradas e carregado por homens com torsos musculosos. Mas quem igualará Lady Gaga e seu strip-tease que começou com um grande vestido fúcsia e terminou em lingerie preta?
Criada em 1948, a gala foi durante muito tempo reservada à altíssima sociedade de Nova York, mas Anna Wintour, que assumiu a festa em 1995, transformou-a em um evento adaptado à era das redes sociais.
Este ano, o título de copresidente honorário foi oferecido ao chefe do Instagram, Adam Mosseri, ao lado de Anna Wintour e do estilista Tom Ford.
A noite em si é copresidida por um quarteto de estrelas: o casal de atores Blake Lively e Ryan Reynolds, a atriz vencedora do Oscar Regina King e o comediante e músico Lin-Manuel Miranda, criador do sucesso da Broadway "Hamilton" e autor de várias músicas na Disney.
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