Líder de Elmano diz que grupo governista é "imbatível contra qualquer oponente" nas eleições
Deputado estadual Guilherme Sampaio também destacou que encara a abundância de pré-candidatos governistas ao Senado como um "bom problema"
O deputado estadual e líder do governo na Assembleia, Guilherme Sampaio (PT), considera o grupo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do ministro da Educação, Camilo Santana (PT), do governador cearense Elmano de Freitas (PT), do senador Cid Gomes (PSB) e do prefeito de Fortaleza Evandro Leitão (PT) “imbatível” na disputa eleitoral de 2026.
“Essa associação entre o governador Elmano, muito bem avaliado, o presidente Lula, o ministro Camilo, o senador Cid, com a liderança do prefeito Evandro Leitão em Fortaleza, esse time é imbatível diante de qualquer oponente nas eleições de 2026, não tenho dúvidas. Ao contrário de muita gente que fica muito excitada nesse período, preocupada com pesquisa, minha preocupação é muito próxima de zero nesse momento”, afirmou.
O deputado esteve presente na sessão solene de abertura do ano legislativo da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), na segunda-feira, 2. Ainda sobre a disputa eleitoral de 2026, Sampaio afirmou que a existência de vários nomes colocados para a disputa das duas vagas ao Senado Federal na chapa governista deve ser encarada como um “bom problema”.
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“A quantidade de opções de candidatos majoritários ao Senado que o nosso projeto político tem, nos mais diversos partidos, no PT e nos outros partidos é um bom problema”, afirmou. No entanto, ele reforçou que o critério central para a escolha de quem deve representar a base será a “continuidade do projeto político que é um sucesso no estado do Ceará”.
Guimarães "tem toda legitimidade" de ser opção
Desde 2025, cresce a especulação em torno dos nomes que irão compor a chapa da base aliada do governador Elmano de Freitas para as duas vagas no Senado Federal.
Entre os partidos aliados do PT existe uma espécie de consenso: considerando que o Partido dos Trabalhadores já ocupa a Presidência da República, o Governo do Ceará e a Prefeitura de Fortaleza, há o entendimento de que petistas deveriam “abrir espaço” para nomes de outras siglas.
Existem dois nomes do PT para a disputa ao Senado: o deputado federal José Guimarães, líder do governo na Câmara, e a deputada federal Luizianne Lins. O próprio presidente Lula tem apoiado a pré-campanha de Guimarães para a vaga. Segundo Guilherme Sampaio, o deputado federal tem “toda legitimidade” para se apresentar como uma das opções.
“É claro que o deputado federal Guimarães, por sua trajetória política e o PT, tem toda a legitimidade de apresentá-lo como uma das opções aos aliados para, no momento oportuno, sentarem à mesa com discernimento, solidariedade política em torno desse projeto, para que a gente possa fechar a composição da nossa chapa majoritária”, declarou.
“É claro que se você tem vários quadros com legitimidade, com representação política, que já passaram por testes eleitorais disponíveis e dispostos ao desafio de compor a chapa majoritária para qualquer um dos quadros colocado, não somente pelo deputado Guimarães, o desafio é maior, porque só são duas vagas", admitiu Sampaio.
Nessa discussão, partidos aliados mantém o discurso de que "o PT não pode ter tudo", que tem sido repetido por diferentes políticos e já foi, inclusive, ponderado pelo ministro da Educação, Camilo Santana (PT), principal nome da sigla no Ceará.
Em entrevista ao O Globo, em janeiro, o ministro explicou: "Temos um arco de aliança muito grande e claro que tem pessoas no nosso partido que querem ser candidatos a senador, do próprio PT. Só que os nossos aliados chegam e dizem: 'Olha, o candidato a presidente já é do PT, nós vamos apoiar. O candidato a governador já é do PT, vamos apoiar. Poxa, vamos dividir os espaços'".
Além de Guimarães, a base governista tem uma gama de interessados em disputar o Senado, como os deputados Eunício Oliveira (MDB), Júnior Mano (PSB) e Moses Rodrigues (União Brasil); o ex-senador Chiquinho Feitosa (Republicanos), além do senador Cid Gomes (PSB) - que diz não querer concorrer à reeleição. Além disso, governistas não descartam a entrada de outro nome que não esteja no radar até o momento.