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No Ceará, Bolsonaro ataca Camilo, se compara a Padre Cícero e faz tentativa de vaia cearense

Após desembarcar em Juazeiro do Norte, presidente aproveitou seu pronunciamento para levantar críticas às medidas de isolamento social decretadas pelo governador Camilo Santana (PT). Para 2022, ele indicou apoio a uma possivel candidatura do deputado Capitão Wagner (Pros)
13:56 | Ago. 13, 2021
Autor Filipe Pereira
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Filipe Pereira Repórter Política
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Tipo Notícia

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) chegou no Ceará nesta sexta-feira, 13, junto a sua comitiva para desembarcar no município de Juazeiro do Norte, na região do Cariri. Na cidade, o chefe do Executivo para  da cerimônia de entrega de moradias populares, também inauguradas no Crato. Segundo o governo, as unidades habitacionais devem beneficiar 10,8 mil famílias.

O presidente chegou ao Aeroporto de Juazeiro do Norte - Orlando Bezerra de Menezes - acompanhado de políticos e autoridades cearenses. Ele cumprimentou apoiadores que o aguardavam do lado de fora do local sem respeitar o distanciamento social exigido pelas autoridades sanitárias.

Logo depois, Bolsonaro se deslocou para uma caminhonete, onde participou de motociata com apoiadores. Chamado de "mito" por algumas pessoas no caminho, ele percorreu as principais avenidas do município, porém, distante da parte central da cidade. 

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Ao lado de Bolsonaro estavam os deputados federais cearenses Capitão Wagner (Pros), Pedro Bezerra (PTB) e Dr. Jaziel (PL); os deputados estaduais Delegado Cavalcante (PTB), Dr. Silvana (PL) e André Fernandes (Republicanos); o vereador de Fortaleza Carmelo Neto (Republicanos) e a secretária do Ministério da Saúde Mayra Pinheiro, conhecida como “capitã cloroquina”.

Durante discurso, o presidente celebrou a presença de políticos locais que o acompanham em agenda oficial no município. Em agradecimento, ele citou a presença de Capitão Wagner como um “velho companheiro” e sugeriu apoio a eventual candidatura do policial ao governo do Estado em 2022. "Eu não acho, eu tenho certeza que assim como o Brasil tem um capitão, o Ceará terá brevemente um capitão também”, disse Bolsonaro em discurso a apoiadores", disse.

No local do evento, outros se juntaram ao grupo, como o prefeito de Juazeiro do Norte, Glêdson Bezerra (Podemos), que discursou ao lado do presidente. Com Bolsonaro do lado, o gestor municipal disse que quer acabar com praga da corrupção durante sua gestão. 

Referências a Padre Cícero Romão Batista marcaram a inauguração. Em seu discurso, o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogerio Marinho, comparou Bolsonaro ao patrono de Juazeiro. Bolsonaro chegou a comparar suas ações de governo com as praticadas do religioso cearense.  "Nós continuamos defendendo a bandeira do Padre Cícero, sempre ao lado da família, defendendo a propriedade privada, a liberdade, Deus acima de tudo e combatendo o comunismo", afirmou o presidente.

Já no final de sua fala, Bolsonaro iniciou uma série de ofensivas contra o governador Camilo Santana (PT). Segundo o chefe do Executivo, o petista atuou de forma "criminosa e maldosa" ao decretar as medidas sanitárias, como locckdown e isolamento social, para evitar a disseminação da Covid-19 no estado. 

"Essa medida, por alguns governadores, dentre eles deste estado, foram além de impensadas, foram muito mal recebidas pela população, mandar ficar em casa sem prover ganhou para sua subsistência isso é mais do que uma maldade é um ato criminoso", disse o presidente.

Ao finalizar um discurso a apoiadores em Juazeiro do Norte, na região do Cariri, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tentou imitar uma “vaia cearense” e foi aplaudido por apoiadores e cumprimentado por políticos cearenses aliados ao seu governo.

Posteriormente, Camilo respondeu as críticas do presidente defendendo que "criminoso é ignorar a perda de mais de meio milhão de vidas na pandemia e ainda debochar da dor das famílias", em referência a postura de Bolsonaro na condução da pandemia no País.

Com informações do repórter Henrique Araújo, enviado a Juazeiro do Norte

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