PUBLICIDADE
Política
NOTÍCIA

Relembre 11 fatos que marcaram o Governo Bolsonaro em 2019

De sucessos na economia com a reforma da Previdência e acordo com a China a tensões com governadores nordestinos e instituições símbolos da democracia, Bolsonaro viveu seu primeiro ano à frente da Presidência do Brasil

Wanderson Trindade
10:25 | 16/12/2019
De sucessos na economia com a reforma da Previdência às tensões com governadores nordestinos, Bolsonaro viveu seu primeiro ano à frente da Presidência do Brasil
De sucessos na economia com a reforma da Previdência às tensões com governadores nordestinos, Bolsonaro viveu seu primeiro ano à frente da Presidência do Brasil (Foto: Reprodução /Marcos Corrêa/ PR)

Eleito com estratégia de uso constante das redes sociais, Jair Messias Bolsonaro tomou posse como o 38º presidente do Brasil no primeiro dia de 2019. Após cerimônia de troca de faixa com Michel Temer (MDB), o primeiro militar a ocupar a cadeira mais importante da República na democracia adotou modelo inédito de governança. Bolsonaro passou a gerir um país com alta expectativa de crescimento econômico, apoiado por equipe de ministros escolhidos de “maneira técnica”.

Passado o primeiro ano à frente do comando da Presidência, o ex-capitão do Exército já coleciona vitórias e derrotas que podem balizar os rumos brasileiros pelos seus próximos anos. Confira abaixo 11 momentos que mais marcaram o Governo Bolsonaro até aqui, os quais vão desde sucessos na economia às tensões com instituições símbolos da democracia. Confira:

Reforma da Previdência

Comandada pelo ministro Paulo Guedes, a área econômica é uma das mais elogiadas do Governo Bolsonaro. E entre as bandeiras carregadas pelo “posto Ipiranga” do presidente, a reforma da Previdência entrou na pauta do Congresso Nacional em fevereiro, sendo aprovada quase nove meses depois, definindo novas regras para a aposentadoria no Brasil.

Briga com governadores do Nordeste

Única região em que Bolsonaro não venceu Fernando Haddad (PT) nas Eleições 2018, o Nordeste tornou-se forte opositor do chefe do Executivo nacional. Contra os governadores nordestinos – os quais fizerem boicote em sua cerimônia de posse –, Bolsonaro chegou a desferir diversos ataques. O caso mais emblemático foi quando o ex-capitão do Exército atacou o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), apontando este como sendo “o pior” entre os governantes da região, referida como “Paraíba”.

13º Bolsa Família

Crítico do Bolsa Família quando deputado federal, enquanto presidente Jair Bolsonaro instituiu aperfeiçoamentos do programa símbolo das gestões do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em outubro, Bolsonaro reconheceu a necessidade da transferência direta de renda ao assinar medida provisória que prevê o 13º pagamento do Bolsa Família. Com isso, R$ 2,58 bilhões serão destinados para cerca de 13,5 milhões de famílias ainda neste ano.

Briga com imprensa

Jair Bolsonaro adotou as redes sociais como seu principal canal de comunicação, para tanto escolheu as quintas-feiras para realizar transmissões ao vivo. Ao longo do ano, o presidente protagonizou embates contra veículos e profissionais de imprensa. Entre os casos mais célebres foi quando acusou a TV Globo de fazer promover "patifaria" e "canalhice" após divulgação de matéria que o relacionava com a morte de Marielle Franco.

Políticas ambientais

Já entre as mais sensíveis do Governo, o meio ambiente é área que virou o centro das atenções no Brasil em pelo menos três oportunidades (Tragédia de Brumadinho, incêndios na Floresta Amazônica e vazamento de óleo em praias brasileiras) Bolsonaro foi colocado na parede. Responsável por cuidar do Meio Ambiente, o ministro Ricardo Salles já foi até vaiado em sessão no Senado Federal.

Saída do PSL e criação de novo partido

Depois de ter passado por oito diferentes partidos, em novembro Bolsonaro resolveu deixar a sigla com a qual se elegeu presidente. Um mês antes, o ex-militar havia pedido para apoiador “esquecer o PSL”, dizendo que o presidente nacional da legenda, Luciano Bivar, estaria “queimado”. Atualmente Bolsonaro tenta engatar a criação de seu novo partido, a “Aliança pelo Brasil”.

Acordo com a China

A priori alvo de frequentes de ataques, a China passou a ganhar maior importância nos planos da gestão Bolsonaro. Para tanto, acordo entre ambas nações foi firmado com entendimentos nas áreas de política, economia, comércio, agricultura, inspeção sanitária, transporte, saúde e cultura. Para Bolsonaro, “essa relação bilateral em várias áreas é muito bem-vinda”.

Relação com Trump

A relação que Bolsonaro mantinha com o presidente Donald Trump se estremeceu ao longo do ano. Mesmo após “declaração de amor” feita pelo brasileiro, o republicano desistiu de apoiar o ingresso do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e ainda anunciou tarifar o aço e o alumínio brasileiros, por suposta desvalorização intencional do real. Buscando amenizar a situação, Bolsonaro disse que, se for preciso, ligaria para Trump para resolver a questão.

Políticas de armas

Entre as principais bandeiras de campanha, a facilitação ao acesso às armas foi tema recorrente no primeiro ano de Governo Bolsonaro. Somente nos seis primeiros meses de mandato, o presidente editou sete decretos sobre posse e porte de armas no Brasil. Entre derrubadas e manutenções de decretos, Bolsonaro sancionou projeto de lei que permite posse de armas em propriedade rural.

Tensão com instituições

Com tom beligerante contra quem discorde ou critique suas ações, Bolsonaro foi centro de tensões com diferentes entidades em 2019. Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Supremo Tribunal Federal (STF) e políticos foram alguns dos alvos favoritos do presidente. Nas redes sociais, Bolsonaro postou até vídeo em que se compara a leão atacado por hienas, em referência à instituições símbolos da democracia.

Filhos de Bolsonaro

Jair Bolsonaro tem estabelecido uma gestão com ativa participação da sua família, principalmente dos três filhos políticos: senador Flávio, deputado federal Eduardo e vereador Carlos. Todos já foram centro de polêmicas ao longo do ano. O 01 é apontado como participante de esquema de "laranjas" de quando ainda era deputado no Rio de Janeiro. Já Eduardo tentou lançar-se à embaixada dos EUA, mas diante de iminente derrota no Senado recuou. Por fim, Carluxo é tido como o responsável pelas redes sociais do pai, detendo tanta influência que já teria derrubado até ministros.