Trump diz que prisão de Maduro garante dominância dos EUA
Presidente afirma que os EUA não permitirão novas lideranças hostis na Venezuela e diz que autoridades podem sofrer o mesmo destino de Maduro
Em um discurso marcado por retórica de força militar e segurança nacional, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado, 3, que a prisão de Nicolás Maduro representa não apenas o fim de uma ameaça direta aos EUA, mas também a retomada da "dominância americana" no Hemisfério Ocidental.
O presidente declarou que qualquer autoridade venezuelana que não atue de forma "justa" poderá sofrer o mesmo destino do ex-presidente venezuelano.
"O que aconteceu com Maduro pode acontecer com eles", afirmou Trump, ao dizer que os Estados Unidos mantêm "todas as opções militares" sobre a mesa e que a armada norte-americana permanece em posição estratégica na região.
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Ao longo do discurso, Trump justificou a operação que resultou na prisão de Maduro com base em uma narrativa de combate ao terrorismo, ao narcotráfico e à criminalidade transnacional.
Segundo ele, grupos criminosos associados ao governo venezuelano teriam sido responsáveis por crimes violentos em cidades norte-americanas, incluindo estupros, assassinatos e tráfico de drogas.
Trump voltou a acusar o governo venezuelano de ter "esvaziado prisões e instituições psiquiátricas" e enviado criminosos aos Estados Unidos para "aterrorizar a população americana".
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Sem apresentar provas, o presidente vinculou diretamente esses grupos a Maduro, classificando-o como líder de uma "organização terrorista".
No campo da política externa, Trump afirmou que a deposição de Maduro encerra décadas de violações ao que chamou de princípios históricos da política americana no continente, citando a Doutrina Monroe como base para a atuação dos EUA na região.
Segundo ele, sob sua administração, "a supremacia americana no hemisfério nunca mais será questionada".
O presidente também voltou a acusar a Venezuela de ter confiscado ativos e infraestrutura petrolífera de empresas norte-americanas, classificando o episódio como “o maior roubo de propriedade americana da história”.
Trump afirmou que o embargo ao petróleo venezuelano permanece em vigor e que os Estados Unidos só recuarão quando todas as suas exigências políticas e estratégicas forem atendidas.
Apesar de declarar que “o povo venezuelano está livre”, Trump não detalhou prazos nem mecanismos para a reconstrução institucional do país ou para a devolução do poder a autoridades civis eleitas.