Carnaval 2026: desfiles dão início ao primeiro dia de festa na Domingos Olímpio

Carnaval 2026: desfiles dão início ao primeiro dia de festa na Domingos Olímpio

Avenida concentra tradicionais blocos e grupos de Maracatu no Ciclo Carnavalesco de Fortaleza. Maracatu Solar trouxe homenagem a Exú neste sábado, 14
Atualizado às Autor Mirla Nobre Tipo Notícia

Os tradicionais desfiles de maracatu marcam a abertura do primeiro dia do Carnaval de Fortaleza 2026 na avenida Domingos Olímpio, neste sábado, 14. As apresentações começaram por volta das 16h30min e seguem até as 22h45min, conforme a programação divulgada pela Prefeitura da Capital.

Um dos mais tradicionais grupos em Fortaleza, o Maracatu Solar, entrou na avenida pouco depois da noite cair. Com uma homenagem a Exú, o cortejo trouxe em suas alas a representação de orixás do candomblé e de entidades da umbanda. O colorido das roupas representaram elementos sagrados da natureza, carregados de energia.

A manifestação cultural brasileira de matriz africana celebra a cultura cearense e leva para as ruas as cores e os sons que formam o Carnaval da Capital. Com música, dança, artesanato, religiosidade e resistência social, o maracatu é, desde 2015, patrimônio imaterial da capital cearense. 

Entre os grupos previstos para desfilar na avenida neste ano estão: Maracatu Rei do Kilombo, Maracatu Solar, Maracatu Rei Zumbi, Maracatu Axé de Oxóssi, Maracatu Obalomi, Maracatu Corte Imperial, Maracatu Nação Iracema e Maracatu Nação Baobab.

Dois blocos também marcaram os festejos na avenida no primeiro dia do Carnaval: Cordão Bolinha Bolão e Cordão Princesa no Frevo. Os desfiles estão previstos para acontecer na avenida, um dos polos oficiais do carnaval da Capital, durante os quatro dias do Ciclo Carnavalesco.

Ao longo do fim de tarde e início da noite, os festejos são acompanhados por um público diverso, entre crianças sujas de goma, adultos e idosos, que acompanham a passagem dos grupos de maracatu e blocos das grades que cercam a avenida.

Maria das Graças, 69, assistia aos desfiles atenta ao lado dos netos, Kate Liz, 9, e Kevin Lopes, 3. Dentista e farmacêutica, ela está escalada para o plantão ainda hoje, mas aproveitou a brecha para trazer os pequenos, como faz todo ano. Atentos, eles espichavam os olhos sobre as grades que os separavam do cortejo, prestando atenção ao colorido das roupas, aos personagens, recebendo a mensagem mesmo ainda sem entendê-la.

"Trago sempre eles, pra manter a tradição e incentivar eles na cultura, na arte", diz a avó.

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Para Luziane Queiroz, 51, o desfile tem um significado diferente: ele guarda uma memória, um sentimento de pertencimento. Apoiada em uma das grades, ela assiste sozinha ao cortejo passar.

"Todo ano, desde criancinha, minha vó me trazia para ver os maracutus e agora eu venho só (...) Era muito bom, ela trazia a gente pequeninha, ela achava lindo e eu aprendi a amar isso daqui", lembra, com os olhos miúdos emocionados.

Protesto por morte do cachorro Orelha na avenida Domingos Olímpio, em Fortaleza (Foto: Gabriela Almeida/O POVO)
Foto: Gabriela Almeida/O POVO Protesto por morte do cachorro Orelha na avenida Domingos Olímpio, em Fortaleza

Protesto por morte do cão Orelha se concentra na avenida

Nas últimas alas do maracatu na avenida, um grupo de cerca de 20 pessoas realizaram um protesto pedindo justiça pelo cão Orelha. O cão comunitário morreu em janeiro após ser agredido a pauladas. O caso aconteceu na Praia Brava, litoral de Santa Catarina.

Com camisas estampadas com a imagem do cachorro, os manifestantes pediram justiça. Nas blusas, além da foto do animal, aparece a frase “Justiça pelo Orelha”. O grupo também está acompanhado de um cachorro durante o ato.

"O símbolo maior é o Orelha, mas a luta é por todos os animais, a mensagem do grupo é por todos os animais, contra os maus tratos", reforça Débora Façanha, 55, professora da Universidade Federal do Ceará (UFC) e ativista proteção animal. Ela participa pelo segundo ano do desfile, trazendo mensagens sobre a causa.

Com informações da repórter Gabriela Almeida

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