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Polícia conclui inquérito sobre latrocínio em shopping e indicia cinco pessoas

O crime ocorreu no último dia 20 de agosto. Uma funcionária da joalheria morreu no latrocínio
20:04 | Ago. 31, 2021
Autor Angélica Feitosa
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Tipo Notícia

Atualizada às 23h33min

Cinco pessoas foram indiciadas no âmbito do inquérito que investiga o latrocínio — roubo seguido de morte— ocorrido no último dia 20 de agosto na joalheria Tânia Joias, no shopping Iguatemi, localizado no bairro Edson Queiroz, em Fortaleza. A Polícia Civil do Ceará (PC-CE) concluiu o documento sobre o caso nesta terça-feira, 31, e o remeteu à Justiça Estadual Cearense.

O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) esteve à frente das investigações, que duraram onze dias. Conforme o relatório conclusivo do caso, os dois suspeitos que entraram na loja e anunciaram o assalto (Douglas da Silva Dias e Antônio Jardeson Lima de Moura) irão responder por latrocínio. Os demais (Lúcio Mauro Rodrigues Ferreira, André Luiz dos Santos Nogueira e Antônio Duarte Araújo Eneas), que também teriam colaborado para a consumação do crime, receberam imputação de roubo e associação criminosa.

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No documento encaminhado ao Judiciário, a delegada responsável pelo inquérito, Mariana Paes Diógenes, afirma que o assalto foi planejado por Lúcio Mauro Rodrigues, que teria ordenado ações de natureza operacional aos seus comparsas antes, durante e depois do crime. "A motivação do presente latrocínio está relacionada à necessidade de se locupletar (enriquecer) do patrimônio de terceiro, tendo por consequência o óbito da vítima, estando diante de um crime preterdoloso (que redundou em resultado mais grave), onde a intenção dos investigados é roubar", detalhou Paes no relatório.

Embora a peça investigativa tenha sido finalizada pela Polícia, ainda não há respostas sobre a origem do tiro que atingiu e matou a gerente da loja. No inquérito, a delegada justifica que a Polícia aguarda resultados de exames periciais que estão em fase de processamento na Perícia Forense do Ceará (Pefoce).

Segundo Mariana Paes, somente “após a juntada dos referidos laudos é que será possível sedimentar de qual arma partiu o tiro que ceifou a vida da vítima”. Apesar da dúvida, ela acrescenta que “independente disso, o crime de latrocínio encontra-se consumado, pois quando o grupo arquitetou e executou o modus operandi para a prática de roubo com arma de fogo, a partir desse momento, o risco de (ter como) resultado a morte foi assumido pelos executores que entraram na loja", argumentou.

Após o envio do inquérito à Justiça Estadual, O POVO procurou a assessoria de imprensa do Shopping Iguatemi Fortaleza, que por meio de nota informou estar acompanhando a apuração do episódio e que somente irá se pronunciar sobre o caso após a conclusão dos laudos periciais e o consequente encerramento das investigações.

Colaborou Luciano Cesário

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