PUBLICIDADE
Ceará
Batalhão de Choque

Gate atende 54 ocorrências com explosivos em dois meses no Ceará

O número de ocorrências em janeiro quase alcançou a quantidade de atendimentos dos 12 meses de 2018

21:14 | 12/03/2019
Esquadrão antibombas foi chamado para o terminal de Messejana
Esquadrão antibombas foi chamado para o terminal de Messejana

O Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), do Batalhão de Choque, atendeu 54 ocorrências com explosivos entre os meses de janeiro e fevereiro no estado do Ceará. 51 foram em janeiro e três no mês de fevereiro. O primeiro mês do ano foi o período em que aconteceram os ataques de facções criminosas que resultaram na prisão de mais de 400 pessoas. Parte dos atentados foram realizados com artefatos explosivos contra prédios públicos, ônibus e viadutos da Capital e Região Metropolitana. 

Das primeiras 52 ocorrências, 31 foram envolvendo artefatos explosivos, 18 com objetos suspeitos, uma falsa ameaça de bomba e duas ocorrências com simulacros. Todas foram acionadas via Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops).

No período dos ataques, em janeiro, o número de ocorrências atendidas pelo Gate quase alcançou os 12 meses de 2018, que contabilizou 61 casos. Em janeiro deste ano, muitas das ocorrências que o esquadrão antibombas atendeu foram de "alarme falso". No terminal da Messejana, por exemplo, os explosivistas foram acionados para ocorrências de objetos suspeitos, mas ao realizar o protocolo, a Polícia identificou que não havia explosivo. Já em outras situações, como as dos viadutos de Caucaia e da Washington Soares, em Fortaleza, houve utilização de explosivos.

Gate 

O Gate, conforme o comandante da Companhia, major PM Gerlúcio Vieira, é dividido em equipes de gerenciamento de crise com grupos de negociadores que atuam em ocorrências com reféns. Ainda existem atiradores de precisão, conhecidos popularmente como os snipers, e o esquadrão antibombas, além do grupo de intervenção tática.

O policial militar que planeja integrar o Gate precisa concluir o Curso de Ações Táticas (Cate) ou o Curso de Operações Especiais (Coesp), o último que forma os caveiras. Por questões de segurança, o oficial não revela o número exato de caveiras na companhia ou o efetivo, mas explica que de 60 policiais que iniciam esses cursos, apenas 20 terminam.

Como a companhia atende ocorrências restritas, nas horas vagas os militares permanecem em treinamento, seja físico ou tático. A intenção é deixar o militar preparado para as intervenções. Junto do treinamento, os policiais atuam também com tecnologias alemã e israelense.

O Gate dispõe de um traje especial para aproximação dos artefatos explosivos, que suporta uma detonação de até 10 quilos de dinamite, braços robóticos, o robô que faz aproximação do artefato explosivo, bloqueador de interferência de celulares, detector de gases, aparelho de raio x e um computador que faz o manuseio do robô por até 800 metros de distância.

 

Jéssika Sisnando