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Apreensões de drogas disparam na região do Cariri no primeiro semestre deste ano

Volume de entorpecentes recolhido no primeiro semestre de 2021 já equivale a 80% do montante apreendido durante todo o ano de 2020
22:49 | Ago. 17, 2021
Autor Luciano Cesário
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A região do Cariri registrou aumento de 264% na apreensão de entorpecentes no primeiro semestre deste ano, na comparação com o mesmo período de 2020. É o que mostra dados compilados pela Gerência de Estatística e Geoprocessamento (Geesp) da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) do Estado. Segundo o levantamento, cerca de 656 kg de drogas foram retirados de circulação da região entre os meses de janeiro e julho. O número representa mais que o triplo do montante de apreendido no mesmo intervalo do ano passado, que foi de 180 kg.

As estatísticas incluem registros de todas as ações de patrulhamento e abordagens desenvolvidas pelas Forças de Segurança do Ceará na Área Integrada de Segurança (AIS) 19, que abrange ao menos 24 dos 29 municípios do Cariri.

Para o Delegado Felipe Marinho, chefe do Núcleo de Combate ao Tráfico de Drogas (NCTD) da Delegacia Regional de Juazeiro do Norte, o crescimento das apreensões de entorpecentes na região reflete ações integradas das forças policiais em atividades ostensivas e repressivas. “As Polícias Militar e Civil têm trabalhado juntas e intensificado cada vez mais o trabalho de inteligência, fiscalização, investigação e de abordagens a pessoas e veículos em locais estratégicos”, disse Marinho em entrevista à Rádio CBN Cariri.

O delegado também pontua que quanto maior o montante de substâncias ilícitas recolhidas, menores devem ser os indicadores de outras modalidades de crime – como roubo e homicídio, que segundo ele estão diretamente associadas ao tráfico de drogas. “A droga é o nascedouro dos demais crimes. Do tráfico nasce o homicídio, o roubo, e tantos outras práticas criminosas. Então, à medida que você intensifica esse trabalho de combate, você consegue também reduzir o número de homicídios. Porque, a gente vê que a maioria dos homicídios está ligada a disputa por territórios ou então homicídios que são praticadas contra pessoas que devem dinheiro ao tráfico de drogas”, complementou.

Conforme os dados da Geesp, entre as drogas já apreendidos neste ano, a maconha lidera, disparada, as estatísticas. Foram recolhidos ao menos 543 kg do produto derivado da cannabis, o que corresponde a 82% do volume total retirado de circulação pelas forças de segurança na região. Em relação a outros tipos de entorpecentes, os números são bem menores: crack (33 kg) e cocaína (76 kg).

Em 2020, o volume de apreensão de drogas na região do Cariri chegou a 818 kg, considerando o balanço consolidado dos doze meses. Em termos comparativos, o montante já recolhido no primeiro semestre de 2021 equivale a mais de 80% do total observado em todo o ano passado.

O material apreendido fica sob custódia da Polícia Civil até que a Justiça determine a sua destruição. Em junho passado, o NCTD de Juazeiro do Norte incinerou uma carga de quase uma tonelada de entorpecentes que estava represada há vários anos. O processo foi acompanhado por técnicos da Vigilância Sanitária do Estado e representantes do Ministério Público do Ceará (MPCE).

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Ceará registra crescimento de 178% nas apreensões de drogas, segundo SSPDS

Ceará
22:33 | Ago. 11, 2021
Autor Luciano Cesário
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Luciano Cesário Autor
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O Ceará registrou aumento de 178% na apreensão de entorpecentes em julho deste ano, na comparação com o mesmo período de 2020. Segundo dados da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), apresentados nesta segunda-feira, 11, o volume mensal de drogas retirado de circulação quase triplicou, passando de 234 kg em 2020 para 651 kg neste ano. Os números foram compilados pela Gerência de Estatística e Geoprocessamento (Geesp), a partir do histórico das ações de patrulhamento e abordagens desenvolvidas pelas Forças de Segurança do Estado no combate à criminalidade.

O levantamento ainda aponta que a quantidade de entorpecentes retirada de circulação entre janeiro e julho deste ano já é quase o dobro do montante apreendido em igual período de 2020. Segundo as estatísticas, o volume recolhido subiu de 1,5 para aproximadamente 3 toneladas, alta de 94%.

O titular da SSPDS, Sandro Caron, atribui os indicadores ao reforço nas operações de inteligência e atuação conjunta das forças policiais. “Isso tudo é fruto da intensificação das atividades de inteligência, de investigação e a integração entre a Polícia Civil e a Polícia Militar, sempre amparadas pela Coordenadoria de Inteligência (Coin) da SSPDS”, comenta o secretário.

O delegado Alisson Gomes, diretor da Delegacia de Narcóticos do Ceará (Denarc), pontua que o aumento nas apreensões de drogas deve refletir positivamente na incidência de outras modalidades de crime, como homicídios e roubos. “Combatendo o tráfico, contribuímos com a sensação de segurança e ainda teremos uma redução dos crimes violentos”, ressalta. Segundo a SSPDS, houve redução de 38% no número de assassinatos em todo o Estado entre janeiro e julho deste ano na comparação com o mesmo intervalo de 2020. O total de mortes, nesse período, caiu de 3.004 para 1.862.

O que acontece com a droga apreendida?

O montante de entorpecentes recolhido pelas forças de segurança é integralmente incinerado, mediante determinação do Poder Judiciário. No mês passado, a Polícia Civil realizou o procedimento em uma remessa com mais de de uma tonelada de drogas, apreendidas em ações policiais desde 2015. A queima aconteceu em uma fábrica de cerâmica no município de Aquiraz, Região Metropolitana de Fortaleza.

Policial Civil deposita tabletes de cocaína em estufas durante processo de incineração realizado em junho deste ano, em Aquiraz
Policial Civil deposita tabletes de cocaína em estufas durante processo de incineração realizado em junho deste ano, em Aquiraz (Foto: divulgação/SSPDS)

Ao todo, foram incinerados 846 kg de maconha, 22 kg de crack, 80 kg de cocaína, 70 kg de pó branco - utilizado pelos criminosos no preparo dos ilícitos -, além de 800 comprimidos de ecstasy, 11 selos de dietilamida do ácido lisérgico (LSD), 23 comprimidos psicotrópicos, quatro frascos de lança-perfume e cinco mudas de maconha.

No ano passado, o montante incinerado chegou a 6,7 toneladas. Somente em outubro, foram cerca de 5,5 mil kg de entorpecentes destruídos, recorde mensal na história do Ceará.

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