Chefe da maior milícia do RJ, Zinho se entrega à PF após negociações

Foragido desde 2018, Luiz Antônio da Silva Braga, o Zinho, tomou a frente de milícia na Zona Oeste do Rio após a morte do líder anterior, seu irmão, o Ecko

08:28 | Dez. 25, 2023

Por: Mateus Brisa
Zinho acumula 12 mandados de prisão. Antes de assumir a liderança da milícia do RJ, suas atividades envolviam lavagem de dinheiro (foto: Reprodução/Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro)

Luiz Antônio da Silva Braga, mais conhecido como Zinho, de 44 anos, se entregou à Superintendência Regional da Polícia Federal (PF) no Rio de Janeiro, na tarde desse domingo, 24. Chefe da maior milícia do estado carioca, ele acumula 12 mandados de prisão e estava foragido da Justiça desde 2018.

Após a prisão, Zinho foi conduzido ao Instituto Médico Legal (IML) e, em seguida, à Penitenciária Laércio da Costa Pelegrino, conhecida como Bangu 1, de segurança máxima, na Zona Oeste do Rio.

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Nos últimos meses, a PF realizou operações para capturar o miliciano. A mais recente ocorreu em 19 de novembro último, quando a defesa de Zinho negou, conforme o portal G1, que ele tenha liderado milícia.

Notas da PF, porém, indicam que a prisão de Zinho nesse domingo ocorreu após uma série de negociações entre a defesa do acusado, os agentes federais e a Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro.

Zinho preso: líder de milícia do RJ

Zinho tomou a frente da milícia de Campo Grande, Santa Cruz e Paciência, na Zona Oeste do Rio, em 2021, dois meses após a morte do líder anterior e seu irmão, Wellington da Silva Braga, o Ecko, segundo o G1.

Antes de assumir a liderança do grupo criminoso, as atividades de Zinho envolviam lavagem de dinheiro na Baixada Fluminense. Empresas associadas à organização criminosa eram usadas para movimentar o dinheiro, como a Macla Comércio e Extração de Saibro, que faturou R$ 42 milhões entre 2012 e 2017, ainda de acordo com informações do G1.

Zinho preso: governador do RJ comenta

Após a prisão ocorrida nesse domingo, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), afirmou que Zinho é um “mafioso”.

“Essa é mais que uma vitória das polícias e do plano de segurança, mas da sociedade. A desarticulação desses grupos criminosos com prisões, apreensões e bloqueio financeiro e a detenção desse mafioso provam que estamos no caminho certo”, disse o chefe do Executivo estadual carioca.

Ricardo Cappelli, secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), comemorou a prisão, em publicação no X (antigo Twitter): “Parabéns à Polícia Federal! É trabalho, trabalho e trabalho”.