Venda da SAF? Presidente do Conselho de Administração do Fortaleza explica cenário
Bruno Cals relembra tentativa de venda de percentual minoritário das ações e diz que Tricolor precisará de discussão interna se quiser fazer negociação de fatia majoritária
Novo presidente do Conselho de Administração da SAF do Fortaleza, Bruno Cals falou, em entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira, 21, sobre a possibilidade de uma venda majoritária das ações para investidores. O dirigente explicou que a ideia inicial do clube era de negociação de percentual minoritário, citou os motivos que levaram ao insucesso da tentativa e disse que o tema precisa ser discutido internamente antes de nova ida ao mercado.
No ano passado, também em entrevista coletiva, quando era vice-presidente do Conselho da SAF, Cals revelou que o clube teve contato com dezenas de potenciais investidores nestes moldes. Nesta quarta, o dirigente tricolor disse que dois tiveram interesse mais concreto, mas não avançaram devido a fatores externos ao Leão.
“Nós estruturamos todo um processo, contratamos uma instituição financeira, a XP Investimentos - ontem (terça-feira, 20) mesmo eu tive uma reunião com eles - e nós fomos ao mercado para informar que o Fortaleza estava se estruturando para fazer uma captação de investidor minoritário. Nesse mesmo momento, a situação macroeconômica do país começou a ficar um pouco mais complexa e a taxa de juros subiu para os atuais 15% ao ano, o que dificulta negócio para qualquer setor”, ponderou Bruno Cals.
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“Nós fizemos o processo, fomos buscar esse investidores, tivemos alguns interesses iniciais, avançamos em conversas, um investidor estrangeiro, um investidor nacional, mas as conversas pararam à medida que o investidor estava muito inseguro, principalmente o investidor internacional, de trazer recursos para o País em uma situação macroeconômica de instabilidade”, emendou.
O presidente do Conselho de Administração da SAF do Tricolor apontou que o mercado do futebol brasileiro precisa “amadurecer” para passar a lidar com operações minoritárias e pontuou que, se o clube quiser ir por outro caminho, vendendo mais de 50% das ações, precisará debater o tema no Conselho Deliberativo e mudar o estatuto.
Sem sucesso na intenção inicial, o clube cessou as conversas no mercado, e a associação segue com 100% das ações da SAF e responsável pelo controle da operação. Anteriormente, a ideia era vender um percentual de 10% a 20% para captar recursos no mercado, investindo em contratações e também na estrutura física.
“Uma coisa que precisa se discutir, no âmbito do Conselho Deliberativo, é se o Fortaleza quer fazer uma operação majoritária. Naquele momento… Não é que o Fortaleza não possa fazer uma operação majoritária, agora existe, no estatuto, um quórum de aprovação. E aí, no âmbito do Conselho Deliberativo, se for o caso de querer discutir em relação a fazer operações majoritárias, vai precisar discutir a alteração estatutária que permita”, explicou Cals.
“Se isso for desejo do Conselho Deliberativo e nos órgão de administração da associação - porque a associação é a dona da SAF, então quem decide se vai vender ou não é o dono… Se houver interesse interesse e houver mudança estatutária, nós estaremos preparados para fazer uma operação majoritária, assim como nós, de forma profissional, fizemos a tentativa de uma operação minoritária”, garantiu o dirigente.
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