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Coronavírus
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Covid-19: 5ª remessa de um milhão de vacinas da Pfizer chega ao Brasil

Com a chegada de mais um lote de vacinas previsto para a tarde deste domingo, a Pfizer completará a entrega de cerca de 23 milhões de imunizantes entregues. O total contratado até o fim do ano da farmacêutica é 200 milhões de doses

Leonardo Maia
16:14 | 25/07/2021
 Pfizer tem a autorização da Anvisa para ser aplicado em pessoas a partir de 12 anos de idade (Foto: Agência Brasil)
Pfizer tem a autorização da Anvisa para ser aplicado em pessoas a partir de 12 anos de idade (Foto: Agência Brasil)

A farmacêutica Pfizer/BioNTech entregou, na manhã deste domingo, 25, 1,053 milhão de doses de imunizantes contra a Covid-19 para o Brasil, no Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP). Este é o quinto lote entregue para o País em um intervalo de cinco dias, conforme esquema de entregas que a Pfizer anunciou no início desta semana. A pretensão da empresa é que novos lotes cheguem diariamente até o dia 1° de agosto, totalizando 13 voos e mais de 13 milhões de doses entregues.

Para a tarde deste domingo, há a expectativa de que mais um lote chegue ao Brasil, também com a quantidade de cerca de um milhão de vacinas. Contabilizando essas duas remessas, o número de imunizantes entregues chega a 23,3 milhões dos 200 milhões contratados pelo governo federal até o fim deste ano. Nos meses de agosto e setembro, deve haver ainda uma intensificação no número entregas, com previsão de cerca de 70 milhões de doses no período. A Pfizer diz que cumprirá o cronograma contratado.

A plataforma tecnológica por trás da vacina da Pfizer é considerada inovadora, já que as doses contêm apenas partículas de RNA mensageiro do coronavírus produzidas sinteticamente. Esse ácido nucleico sintético leva informações que permitem que as células humanas repliquem a proteína S e a reconheçam para preparar as defesas do organismo.

A vacina da Pfizer requer a aplicação de duas doses, cujo intervalo sugerido pelo fabricante é de 21 dias. Apesar disso, países como o Brasil, o Reino Unido e o Canadá decidiram estender esse prazo, com base em pesquisas que apontam que a vacina já produz imunidade na primeira dose. Mesmo assim, a segunda dose continua a ser necessária para que a vacina atinja a proteção ideal, e, no caso do Brasil, o prazo para recebê-la é de até 12 semanas depois da primeira.

Demais vacinas contra a Covid-19

Além da Pfizer, outras três vacinas contra o Covid-19 compõem o Plano Nacional de Imunizações (PNI), coordenado pelo Ministério da Saúde (MS). São elas: Coronavac/Sinovac. Oxford/Astrazeneca e Janssen. O imunizante russo Sputnik, apesar de ter recebido autorização excepcional de importação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ainda não foi incorporado ao programa.

No total, 154.710.822 de vacinas contra o novo coronavírus foram entregues pelo governo federal aos estados e ao Distrito Federal, de acordo com dados deste domingo do LocalizaSUS, plataforma do MS que compila os dados da vacinação de todo o País. Das doses distribuídas, cerca de 85% (131 milhões) já foram aplicadas pelos entes federativos. No Ceará, 51 lotes de vacina contra a doença já foram recebidos, o que corresponde a aproximadamente seis milhões de doses.

(Com informações da Agência Brasil)