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Coronavírus
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Com barracas fechadas, Praia do Futuro registra movimentação neste domingo

O POVO circulou por alguns pontos do litoral de Fortaleza e registrou aglomerações, o não uso de máscaras e lotação nos estacionamentos das barracas de praia

13:21 | 05/07/2020
Praia do Futuro neste domingo, 5 (Foto: Thais Mesquita / O POVO)
Praia do Futuro neste domingo, 5 (Foto: Thais Mesquita / O POVO)

Mesmo com as restrições ainda previstas com o novo Decreto de isolamento social anunciado no sábado, 4, a Praia do Futuro apresentou movimentação de banhistas na manhã deste domingo, 5. O POVO circulou por alguns pontos do litoral de Fortaleza e registrou aglomerações, o não uso de máscaras e lotação nos estacionamentos das barracas de praia.

Na Praia do Futuro, O POVO não registrou o funcionamento de barracas de praia, que estavam previstas para ter suas atividades iniciadas na Fase 3 do Plano de Retomada Econômica. Apesar de a Capital ter avançado na retomada, tais comércios não foram autorizados a retornar por enquanto. No entanto, a reportagem registrou quiosques sem regulamentação revendendo produtos como água e cerveja para os banhistas no local.

Há 13 anos, Francisco Evaldo é segurança de uma das barracas no local. Ele relata que a repercussão do adiamento da reabertura entre os donos dos empreendimentos foi negativa, pois muitos já tinham realizado compras para receber os clientes. Aquisição de produtos do mar e limpeza de mesas estavam entre os preparativos - que deverão aguardar mais uma semana. "Muitos funcionários das barracas ligaram, mandaram mensagem e perguntaram para saber o que aconteceu. O mar está cheio de gente e não podemos abrir pra tentar ganhar o ganha-pão da gente", diz. 

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A enfermeira Bruna Pereira era uma das banhistas presentes na Praia do Futuro. Ela afirma que é a primeira vez que saiu de casa para lazer - desde o início de março, só saia para trabalhar na linha de frente do combate ao novo coronavírus. Na praia, conforme ela, não há tanto potencial de transmissão do vírus, principalmente se comparada à ida aos shoppings. "Eu decidir vir à praia hoje ao invés de aglomerar os shoppings. A gente veio desopilar, mas tem riscos. Tudo tem risco. Mas hoje eu me permiti viver esse momento na praia", diz. Bruna ressalta que vem mantendo todos os cuidados em casa e também na praia, com o uso de álcool em gel. 

O também enfermeiro Igor Silva se surpreendeu com a lotação do local. Mesmo sem usar a máscara enquanto estava na praia, afirma que está tomando todos os cuidados de higienização em ambientes fechados, além de estar ciente das informações do novo decreto. Igor relatou que teve resultado positivo para IgG e negativo para IgM - significa que, em teoria, produziu anticorpos contra a doença e não pode mais transmiti-la. "Existem outras pessoas que convivem comigo. Apesar de eu não transmitir, existe o risco da contaminação em outros locais onde as pessoas convivem comigo", diz. 

Os testes rápidos para Covid-19 detectam apenas os relacionados ao Sars-Cov-2. A doutora Cristina Moreira elenca:

IgM – imunoglobulina da classe M: é considerada um marcador para a fase aguda da doença e começa a ser produzida entre cinco e sete dias após a infecção pelo vírus.

IgG – imunoglobulina da classe G: é um anticorpo mais específico que permanece circulando mesmo após o fim da fase aguda, indicando que a pessoa está, em tese, protegida de futuras infecções provocadas pelo agente causador da doença. Ainda não se sabe o grau de proteção conferido pela IgG contra a Sars-Cov-2 e se a imunidade será permanente ou não.

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Com informações da repórter Gabriela Custódio