PUBLICIDADE
Economia
NOTÍCIA

Abrasel reage à decisão do Governo e Camilo ressalta proteção à vida

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Ceará afirma não houve explicação, nem aviso prévio sobre a proibição do funcionamento de bares e restaurante noturnos e de barracas de praia na terceira fase

Lillian Santos
19:22 | 04/07/2020
Na nova etapa da retomada gradual da economia, bares e restaurantes seguem com funcionamento permitido apenas durante o dia (Foto: Fabio Lima)
Na nova etapa da retomada gradual da economia, bares e restaurantes seguem com funcionamento permitido apenas durante o dia (Foto: Fabio Lima)

Durante pronunciamento transmitido neste sábado, 4, o governador Camilo Santana (PT), ao lado do prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), anunciou o início da Fase 3 do plano de retomada da economia no Estado. A medida, entretanto, não contempla ainda a reabertura de restaurantes à noite e barracas de praia, que estava prevista para acontecer. Associação do setor reage e governador responde, ressaltando que a prioridade é a proteção à vida.

Leia mais | Fase 3 do isolamento libera espaços públicos sem aglomeração e mantém proibidos restaurantes à noite e barracas de praia

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Ceará (Abrasel) divulgou nota, após o anúncio, afirmando que o setor foi surpreendido com a “decisão monocrática” do Governo. A Abrasel informa que lamenta a decisão que afeta o setor e destaca que trabalhava seguindo os protocolos sanitários e limitações preparando a abertura na próxima segunda-feira, 6.

A Associação também afirma que não houve explicação, nem aviso prévio sobre a proibição do funcionamento de bares e restaurante noturnos e de barracas de praia na terceira fase. “Apesar de a Abrasel integrar o comitê estratégico para a retomada, fomos surpreendidos com esta decisão monocrática. Todo o esforço e investimento feito pelos empresários do setor, para adequar seus espaços às medidas de segurança necessárias, foi em vão. Agora, amargaremos mais demissões e fechamento de estabelecimentos.”, informa a nota.

Em seu comentário, o governador Camilo Santana afirmou compreender as reações de “setor A ou B" sobre as decisões que foram tomadas. Na publicação, divulgada no final da tarde deste sábado, 4, o governador afirma que a responsabilidade é olhar para todos, dando prioridade absoluta a proteção à vida.

Leia tambémSaiba como ficarão atividades de cinema, shows e entretenimento com o novo decreto de abertura gradual da economia no Ceará

Confira a nota divulgada pela Abrasel:

NOTA DE POSICIONAMENTO ABRASEL NO CEARÁ

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Ceará (Abrasel) lamenta profundamente o anúncio feito pelo Governo do Estado neste sábado (04), em relação à terceira fase da retomada das atividades, surpreendendo o setor que já vinha trabalhando arduamente para uma reabertura segura e responsável a partir de segunda-feira (seguindo os protocolos sanitários, limitações de ocupação e distanciamento social), como estava previsto anteriormente, apesar dos indicadores de ocupação de leitos, internações e óbitos estarem controlados.

A decisão de retirar os bares e restaurantes noturnos e as barracas de praia desta fase de reabertura é recebida pelo setor de alimentação fora do lar com repúdio, uma vez que se dá de forma discriminatória, sem prévio diálogo ou explicação para tal, uma vez que o próprio governador declarou que "todos os indicadores continuam diminuindo", no que se refere à saúde.

Apesar de a Abrasel integrar o comitê estratégico para a retomada, fomos surpreendidos com esta decisão monocrática. Todo o esforço e investimento feito pelos empresários do setor, para adequar seus espaços às medidas de segurança necessárias, foi em vão. Agora, amargaremos mais demissões e fechamento de estabelecimentos.

Lamentamos ainda mais por saber que a decisão afeta apenas um setor produtivo que age na formalidade, pagando impostos e seguindo normas, enquanto ambulantes lotam praias e calçadas, e pessoas enfrentam lotação nos ônibus. Infelizmente, o decreto acaba sendo respeitado apenas em algumas áreas da cidade, enquanto que em outros lugares, como nas periferias, as aglomerações são frequentes e o poder público sequer enxerga, porque não tem braço para garantir uma fiscalização efetiva.

Próxima segunda-feira (06), sem MP 936, os colaboradores voltam com estabilidade de emprego de dois meses e as portas dos estabelecimentos estarão fechadas. O Governo do Estado vai pagar essa conta?

Rodolphe Trindade.
Presidente da Abrasel no Ceará.