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Coronavírus
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No primeiro dia de decreto mais rígido em Fortaleza, feira é realizada normalmente no bairro Serrinha

A denúncia foi enviada ao O POVO por morador da região

Gabriela Almeida
16:24 | 08/05/2020
Feira ocorreu na manhã desta sexta-feira, segundo leitor (Foto: Leitor via whatsapp)
Feira ocorreu na manhã desta sexta-feira, segundo leitor (Foto: Leitor via whatsapp)

Feira no bairro Serrinha, em Fortaleza, teve o funcionamento mantido na manhã desta sexta-feira, 8, mesmo após as medidas mais rígidas do decreto de isolamento social na Capital passarem a valer. Apesar da proibição desse tipo de comércio, feirantes continuaram vendendo produtos no cruzamento das ruas Estudante Jucá e Montevidéu, causando aglomerações. A denúncia foi enviada ao O POVO por um morador da região que preferiu não se identificar.

De acordo com o denunciante, a feira funciona no período da manhã de todas as sexta-feiras e não suspendeu o funcionamento nem mesmo quando o decreto estadual de isolamento foi determinado, no dia 19 de março deste ano. “Toda a movimentação nela (feira) é muito grande, com a presença de muitos idosos e uma parte deles ainda sem o uso de máscaras”, informa. O uso desse item de proteção se tornou obrigatório no Estado deste a última quarta-feira, 6. 

Em relação a fiscalização de agentes de segurança no local, o morador informa que eles "só aparecem quando alguém denuncia a feira por meio de ligação ao 190", mas que as equipes apenas “dão uma volta e depois vão embora”. A feira não chegou a ser fechada nem mesmo nesta manhã, quando as medidas mais rígidas — considerados como lockdown pelo secretário da Saúde do Estado, Dr. Cabeto — foram impostas. “Eles (policiais) apenas circularam no local”, afirmou o denunciante. 

De acordo com o Plano de Fiscalização, Trânsito, Segurança e Mobilidade, ação realizada pela Prefeitura de Fortaleza em parceria com o Governo do Ceará, mais de 300 agentes de segurança realizam blitze em 140 quadrantes da Capital e nos principais acessos da Cidade. Segundo decreto municipal, pessoas que descumprirem medidas como a saída apenas obrigatória de casa podem sofrer responsabilização cível, administrativa e criminal. Ações buscam evitar de forma mais efetiva o avanço do novo coronavírus, a Covid-19, na Capital.