Terceira noite do Carnaval de Fortaleza tem shows de Donaleda, Wiu e Djonga no Aterrinho

Terceira noite do Carnaval de Fortaleza tem shows de Donaleda, Wiu e Djonga no Aterrinho

Programação desta terça-feira conta com DJ Femo, Bloco Mambembe e Yasmin Sensação; a atração principal desta terça-feira, último dia de festejos, é o grupo baiano Olodum

O terceiro dia de Carnaval na orla de Fortaleza foi ao som de reggae, funk e hip hop. A festa começou ao som da Donaleda, banda de reggae de Fortaleza.

Logo depois foi a vez do conterrâneo WIU, aniversariante da noite. O artista teve uma festa animada no camarim, em comemoração aos seus 24 anos, que contou com a presença do mineiro Djonga, a atração principal da noite.

Ao O POVO, o cantor defende que o gênero do Rap mantém a tradição da crítica social e da poesia, ocupando um espaço que historicamente pertenceu, e ainda pertence, ao samba na cultura brasileira. 

“Eu acho que a música que eu faço talvez não seja a música tradicional para o Carnaval, já que quando você pensa nele, você vai pensar no samba. Mas a relação da música preta é gigante uma com a outra. O que o rap faz hoje, é o movimento de falar das coisas que têm que ser ditas.” disse Djonga em coletiva para a imprensa.

Ao falar sobre a sensação de subir nos palcos de Fortaleza, o rapper afirmou ser um "milagre" ver milhares de pessoas cantando suas músicas.

"Nos últimos sete meses, eu vim aqui três vezes. Então, já tá virando minha casa já aqui. E não deixou desejar em nada. A diferença é que hoje tinha 100.000 pessoas aí, né? Então foi muito mais louco ver todo mundo cantando a música da gente, a 'parada' que a gente compõe num quarto sozinho, pensando se vai chegar, se as pessoas vão entender, se elas vão gostar, sei lá, é milagre", destacou o cantor.

Pontualmente, Djonga subiu ao palco e iniciou a apresentação com “Fome”, faixa do álbum Quanto Mais Eu Como, Mais Fome Eu Sinto!. A abertura marcou o início de um show com interação constante com o público. Por volta da metade da apresentação, o rapper interrompeu brevemente a apresentação para autografar dois papéis entregues por fãs que estavam próximos à grade.

Com duração de uma hora e meia, a apresentação incluiu diferentes fases da carreira do cantor e reuniu alguns de seus principais sucessos, como “Olho de Tigre”, lançada em 2017.

Confira imagens da apresentação:

Na área mais próxima ao palco, a plateia cantava as músicas de cor, acompanhando o artista verso a verso. Já o público que estava mais distante assistia ao show em cadeiras de praia, reunido em grupos de amigos.

Helena Barbosa, secretária municipal de Cultura, também ressaltou a diversidade de ritmos na festa. “Neste Carnaval em Fortaleza, tivemos recorde de público, e este público é completamente diferente de um dia para o outro. A segunda-feira teve o WIU, por exemplo, que é para o público mais jovem e que tem ligação com hip hop, rap e trap.”

“No domingo, a programação atraiu uma galera com mais de 30 anos. Isso é muito bacana, porque você consegue refletir na line up a diversidade que tem na cidade”, acrescentou.

“No primeiro Carnaval da gestão, propomos o formato da descentralização. Neste segundo ano, a cidade inteira esteve presente em todos os polos. Entendemos que é esse o formato que a gente quer para a nossa cidade.”, destacou a gestora.

O psicólogo Carlos Matheus, de 26 anos, curtiu todos os dias de Carnaval na cidade, com direito a blocos de rua, shows e apresentações na Praia de Iracema. 

“Acho que é muito democrático, o Carnaval de Fortaleza tá crescendo. A gente vê um movimento pós-pandemia que a rua tá sendo muito mais ocupada. Apesar de ter muita gente que ainda sai daqui para o Interior, tem muita gente que está ficando”, ponderou.

Ele elogia a variedade de atrações gratuitas do início da manhã até a noite, em diferentes polos e estilos. “Tem opção para todo mundo. Gosto de tudo, eu estou indo para todos os cantos”, relata, citando passagens pela Gentilndia, pelo Mercado dos Pinhões e pelos blocos de rua que animam Fortaleza. Empolgado, ele reforça a maratona de folia: “A gente pode começar às 9 da manhã e terminar meia-noite. Tem coisa o dia todo, em todo canto. Isso aí é fantástico”.

Ricardo Menezes, é vendedor ambulante na Praia de Iracema e em outros locais turísticos de Fortaleza. Fixo no Aterro da Praia de Iracema durante o Carnaval.

“Tem opção pra todo mundo. Eu gosto de tudo, eu fui pra todos os cantos, como Gentilândia, Pinhões e blocos de rua, incluindo os que saem só no pré-Carnaval. Tem coisa o dia todo, em todo canto, isso aí é fantástico.”, disse, animado. (Com informações da repórter Mariana Lopes)

Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags

Os cookies nos ajudam a administrar este site. Ao usar nosso site, você concorda com nosso uso de cookies. Política de privacidade

Aceitar