Pré-Carnaval: Betto Lins apresenta show "Okê Axê"; conheça o artista

Pré-Carnaval: Betto Lins apresenta show "Okê Axê"; conheça o artista

Artista se apresenta no Palco Rachel de Queiroz com o espetáculo "Okê Axê" dentro do Ciclo Carnavalesco de Fortaleza

O cantor e compositor Betto Lins integra a programação do Ciclo Carnavalesco 2026 de Fortaleza com o show “Okê Axê”, que será apresentado no Palco Rachel de Queiroz, neste sábado, 24.

A apresentação acontece dentro da agenda oficial do Pré-Carnaval da Cidade e propõe uma celebração do axé music como linguagem viva e fundamental da cultura carnavalesca brasileira.

O espetáculo mergulha nas sonoridades do axé das décadas de 1980 e 1990, período que ajudou a moldar a identidade do Carnaval no País e que segue presente na memória afetiva do público.

No repertório, Betto revisita canções emblemáticas do gênero e músicas consagradas da folia, costurando ritmo, dança e musicalidade.

“O público pode esperar muita alegria, energia, movimento, positividade e musicalidade com muito ritmo, ingredientes que marcam presença dentro do axé music”, afirma o artista.

A ideia do show nasceu no ano passado, quando o axé completou 40 anos, mas só agora ganhou forma:

“Esse show nasceu de um ato comemorativo aos 40 anos do axé, porém aconteceram várias coisas que me impediram de colocar a ideia em prática. Somente esse ano foi possível, porque todo tempo é tempo de celebrar quando é algo que você se conecta”, explica Betto.

A escolha por revisitar o axé das décadas de 1980 e 1990 também tem relação direta com a história pessoal do cantor. Natural de Aracati, ele relembra a influência dos Carnavais da época em sua formação musical.

“Foi um período que marcou muito meus Carnavais. Comecei a ir para os Carnavais por volta de 1988, correr atrás dos trios. O ritmo que prevalecia era o axé music”, recorda.

Entre as referências, ele cita bandas e artistas como Pimenta Malagueta, Banda Mel, Ricardo Chaves, Netinho, Daniela Mercury e Chiclete com Banana.

O repertório do show foi construído de forma intuitiva, a partir de canções que atravessaram gerações.

“Foi de forma muito orgânica e visceral, pois a maioria das músicas marcaram uma geração. Claro que a gente não pode deixar de lado o momento atual”, diz. Entre os destaques está “Vampirinha”, de Ivete Sangalo, além de outros clássicos em que o axé dos anos 1980 e 1990 prevalece.

Além das releituras, Betto Lins apresenta a música autoral “É Noite de Luar”, composição em ritmo de axé que reforça o caráter autoral do espetáculo.

“O axé music me proporciona uma brasilidade e ancestralidade incríveis. É impressionante como eu consigo me conectar com as canções, com as letras e com as histórias que o axé traz”, afirma.

A música, lançada há dois anos, contou com produção de um músico baiano e, segundo o cantor, remete às composições de artistas como Netinho e Saulo.

Para Betto, a força dessas músicas está diretamente ligada ao contexto cultural que carregam. “Além de melodias e ritmos contagiantes, elas têm um contexto cultural muito forte em suas letras”, avalia.

Ele cita canções como “Faraó” como exemplo da permanência do axé no imaginário coletivo: “Você vê uma multidão de várias idades cantando a letra na ponta da língua. É incrível a força que a música tem”.

O show também dialoga com a diversidade musical de Fortaleza. “Acho Fortaleza uma cidade muito plural. O axé dialoga com nossa ancestralidade e também com influências do rock e de outros ritmos. Somos um País com uma musicalidade muito rica, e a Cidade reflete bem isso”, observa.

No palco, a trajetória artística de Betto aparece tanto nas canções autorais quanto nas escolhas do repertório.

“60% do setlist de ‘Okê Axê’ são músicas que sempre canto nos meus shows. Sempre dou um jeito de inserir um bom axé, porque, na verdade, o axé music traz muito axé”, resume o artista.

 

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