Carnaval: procura por segurança privada para eventos cresce no País

Em 2025, empresas de segurança registraram aumento, com orçamentos que chegam a R$ 25 mil por 15 dias de acompanhamento. RJ e SP lideram procura

20:01 | Mar. 01, 2025

Por: Mateus Brisa
Foto de apoio ilustrativo. Carnaval de rua no Rio de Janeiro, um dos focos da procura por segurança privada (foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

Foliões locais e estrangeiros contratam serviço de segurança privada para aproveitar as festividades de Carnaval no Brasil. Em 2025, empresas do ramo registraram aumento na procura, com orçamentos que chegam a R$ 25 mil por 15 dias de acompanhamento. A informação é do portal O Globo.

“Observamos um crescimento mais relevante em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais”, apontou Marco Bafo, gerente de operações da empresa Macor Segurança e Vigilância, em entrevista ao portal. O grupo observou um crescimento de 45% nos projetos relacionados a Carnaval, neste ano.

“Os contratos, que começam na primeira quinzena de janeiro, atendem empresários, executivos e famílias brasileiras ou do exterior, como dos Estados Unidos e de países da Europa”, complementou o gestor.

15 dias do serviço da Macor podem custar, em média, R$ 25 mil, segundo O Globo. A empresa possui pacotes para segurança durante eventos de oito horas, como desfiles de escolas de samba. A depender do número de profissionais de segurança, o valor varia entre R$ 2,5 mil e R$ 4,5 mil.

Foco na Sapucaí

Os camarotes da Sapucaí, no Rio, são um dos focos do público da Gocil, que registrou 10% a mais de procura por segurança no Carnaval. Dos 270 contratos fechados para o período, 200 tinham a capital carioca como destino.

No Autódromo, são exigidas autorizações das polícias Federal e estadual para os guarda-costas atuarem. Cada profissional custa R$ 3 mil.

“Estudamos toda a rotina do cliente e o itinerário que ele deseja. A forma de atuação dos seguranças muda caso o perfil seja de adolescentes ou tenha crianças, por exemplo”, contou o diretor executivo Paulo Goulart.

“O carnaval geralmente tem uma crescente de 30% nas buscas em relação ao restante do ano porque é uma época de grandes eventos, que reúne muitas celebridades e empresários que desejam se sentir mais seguros”.

Folia ou furada? SAIBA golpes mais comuns no Carnaval e como se proteger

Métodos de monitoramento

Entre as formas de manter a segurança dos foliões, o grupo Gocil fornece pulseiras de identificação e utiliza câmeras de segurança e drones conectados a uma inteligência artificial. Informações são compartilhadas em tempo real, facilitando o acionamento de autoridades policiais.

“É um trabalho complexo porque envolve treinamentos constantes. Os seguranças têm protocolos a seguir e não podem sair atirando. Geralmente ficam à paisana e observam a movimentação”, explicou Paulo Goulart.

Em atuação na Grande São Paulo, o Grupo Bronze investe na formação de seguranças mulheres. Isso porque, segundo a diretora Débora Barros, as agentes têm mais sensibilidade em relação a casos de assédio sexual.

“No carnaval a demanda chega a crescer 10% e geralmente surge cerca de um mês e meio antes das festas”, enumerou a gestora.

Importunação sexual: SAIBA como e onde denunciar o crime