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De Quixadá: Conheça Gabi Queiroz, talento do esporte e da música

Gabriela Queiroz aposta na carreira musical com o lançamento do seu primeiro EP "Tudo Pode Mudar" e sonha em conquistar o mundo com as suas músicas

Gabriela Queiroz, mais conhecida como Gabi Queiroz, aprendeu a tocar teclado aos 15 anos e desde então não parou mais. Hoje, aos 30, ela continua cantando e tocando instrumentos e corações em Quixadá, sua cidade natal. Apesar de reconhecer a dificuldade que é ser uma artista independente em uma cidade do interior do Ceará, a cantora não se deixa intimidar e sonha em alcançar novos ares. Em entrevista para O POVO, Gabi nos conta um pouco sobre a sua trajetória, que começou bem antes da música.

Antes de iniciar a sua carreira musical, Gabi era famosa pela sua habilidade no futebol. A “princesa das embaixadinhas”, apelido pelo qual ficou conhecida na mídia, ganhou essa fama por fazer mais de 500 embaixadinhas e superar o próprio recorde várias vezes. Assim, ainda na infância, Gabriela foi convidada para mostrar o seu talento em diferentes veículos jornalísticos de todo o País, desde jornais impressos até programas de TV, e ao vivo no jogo do Fortaleza X Santos, em 2005.

“Eu comecei a fazer embaixadinhas em 2002, aos 10 anos. Eu jogava futebol na calçada com os meus amigos, enquanto a minha mãe me observava. Até que um dia ela me levou para fazer embaixadinha na Praça da Imprensa, em Fortaleza, e uma fotógrafa que passava pela praça, chamada Onéia, me viu e decidiu enviar fotos minhas praticando para os jornais. Então passei a receber vários convites para entrevistas”, afirma.

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Ao notar a falta de oportunidades no esporte feminino, especialmente na pequena cidade de Quixadá, Gabriela decidiu seguir outro rumo: a música. Com 15 anos, ela se interessou por instrumentos musicais e também começou a compor. Mas foi só aos 25 anos que a artista iniciou de fato a sua carreira musical na banda “Labiatas”, com os amigos Vicente de Paula, Cleiton de Paula e Lia Almeida. Foi nessa mesma época que a cantora compôs a faixa “Tudo Pode Mudar”, faixa que, quatro anos depois, viraria o título do seu primeiro EP, feito de forma independente.

“Tudo Pode Mudar”

“Comecei a fazer lives durante a pandemia para arcar com os custos do EP ‘Tudo Pode Mudar’. Minha mãe foi quem me deu um norte quanto à música nessa época difícil e, depois que ela faleceu em 2019. Eu tive que ser ainda mais forte para continuar investindo na minha carreira. Depois do EP, ainda lancei um single chamado ‘Nem Tudo Terminou’ no mesmo ano”, relata Gabriela.

Atualmente, a cantora procura divulgar o seu trabalho fazendo apresentações em restaurantes e bares, em vários estilos musicais, mas os seus favoritos são MPB e pop por se inspirar em grandes nomes da música brasileira, como Belchior, Fagner e Rita Lee. Já em relação ao seu futuro, Gabriela sonha em conquistar o mundo com a sua música.

“Meus planos são de lançar uma música em 2023 e ‘ir pro mundo’, apresentar o meu som para as pessoas. Eu esperei muito tempo ficando só aqui (em Quixadá), então agora eu quero sair da minha zona de conforto e ‘ir pro mundo’ de verdade. Afinal, daqui a 10 anos quero ter um certo reconhecimento no ramo musical e eu tenho certeza que quando as minhas músicas atingirem o público certo, ele vai se encantar. Quero que a minha música consiga chegar ao coração das pessoas”, diz Gabi.

Para ouvir

EP "Tudo Pode Mudar" e single “Nem Tudo Terminou” disponíveis nas plataformas digitais

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